Categoria: Observatório Cidadão

  • Obra de quase R$ 8 milhões anunciada para o Daniel Gomes segue sem conclusão após o prazo divulgado

    Obra de quase R$ 8 milhões anunciada para o Daniel Gomes segue sem conclusão após o prazo divulgado

    Prometeram escola modelo em 1 ano. O que existe hoje é isso.


    Em janeiro de 2025, o então secretário de Educação, Rosivaldo Pinheiro, esteve no bairro Daniel Gomes anunciando a construção de uma escola modelo. A obra, segundo ele, teria investimento de quase R$ 8 milhões, com recursos do FNDE, e prazo de conclusão de até 1 ano.

    A fala foi pública, gravada e direcionada “a toda Itabuna, toda Bahia e todo Brasil”.

    Passado o prazo, imagens feitas por um morador mostram uma estrutura inacabada, exposta e sem funcionamento.

    Screenshot

    Aqui não se trata de expectativa frustrada por atraso comum.

    Houve anúncio com valor definido, prazo estabelecido e promessa de padrão elevado. Quando isso não se concretiza, o que está em jogo não é só a obra, é a credibilidade da gestão.

    Uma escola que não sai do papel ou não é concluída no prazo deixa alunos sem estrutura adequada, compromete o planejamento educacional e mantém recursos públicos parados sem retorno para a população.

    E existe um ponto que não pode ser ignorado, anúncio não substitui entrega.

    A Prefeitura precisa esclarecer de forma objetiva:

    Qual o estágio real da obra
    Por que o prazo não foi cumprido
    E qual o novo cronograma para conclusão

    Sem essas respostas, a diferença entre discurso e realidade tende a aumentar.

    Pergunta final
    Se essa era a escola “modelo”, o que a população deve esperar do restante?

  • Criança com corte na testa aguarda enquanto unidades transferem responsabilidade

    Criança com corte na testa aguarda enquanto unidades transferem responsabilidade

    ATENDIMENTO OU EXPOSIÇÃO AO RISCO?
    Uma criança com ferimento aberto na testa foi levada pelo pai ao SEMEP e, de lá, encaminhada para o Hospital Manoel Novaes sob a justificativa de que o local não realizaria sutura. Ao chegar, encontrou um cenário já conhecido pela população: superlotação, especialmente com crianças doentes.

    Enquanto aguarda atendimento, o pai relata uma preocupação lógica: o risco de contaminação. A filha, que chegou apenas com um corte, permanece exposta em um ambiente com alta circulação de pacientes com viroses.

    O problema não é só a demora. É o fluxo. Quem define para onde o paciente vai? Existe protocolo claro ou cada unidade empurra a responsabilidade?

    Saúde pública não pode funcionar no improviso. Um corte simples virou um risco maior por falha de organização.

    A pergunta é direta: por que uma criança com necessidade básica de sutura precisa peregrinar entre unidades e ainda ser exposta a outros riscos?

  • Moradores da Mangabinha denunciam limitação mensal de atendimentos e exposição desumana de pacientes

    Moradores da Mangabinha denunciam limitação mensal de atendimentos e exposição desumana de pacientes

    Relatos enviados na manhã de hoje revelam uma situação preocupante na unidade de saúde do bairro Mangabinha, em Itabuna.

    Vídeos e áudios mostram centenas de pessoas aguardando desde as 5h da manhã para tentar conseguir atendimento. Segundo os moradores, apenas 20 senhas foram distribuídas. A informação mais grave é que essas senhas seriam liberadas somente no primeiro dia útil de cada mês.

    Se confirmado, o modelo adotado impõe uma barreira física ao acesso. Em vez de organização contínua por regulação, cria-se uma concentração artificial da demanda, obrigando idosos, trabalhadores e pacientes crônicos a enfrentar filas extensas na madrugada.

    Pelas diretrizes do SUS, o acesso deve seguir critérios clínicos e prioridade médica, com organização por sistema de regulação. A limitação de vagas pode decorrer da capacidade instalada, mas a forma de distribuição precisa respeitar dignidade, transparência e equidade.

    Algumas perguntas precisam ser respondidas publicamente:

    Quantas consultas mensais estão oficialmente pactuadas para a unidade?
    Quem definiu o limite de 20 senhas?
    Por que a liberação ocorre apenas uma vez por mês?
    Existe fila eletrônica ou protocolo formal de regulação?

    Saúde pública não pode funcionar como disputa por senha.

    A população aguarda esclarecimentos técnicos da Secretaria Municipal de Saúde e, principalmente, soluções estruturais que garantam acesso digno e contínuo ao atendimento básico.

  • Pacientes em hemodiálise denunciam espera por vagas e cobram cadeiras prometidas para alta hospitalar em Itabuna

    Pacientes em hemodiálise denunciam espera por vagas e cobram cadeiras prometidas para alta hospitalar em Itabuna

    Internados apenas para manter vaga no Sisnefro, doentes relatam superlotação, risco de infecção e atrasos no tratamento

    Pacientes internados no Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães relatam uma situação que classificam como desumana: pessoas clinicamente estáveis permanecem hospitalizadas por meses apenas para não perder a vaga no Sisnefro, enquanto aguardam transferência para tratamento ambulatorial no Hospital São Lucas.

    Segundo os relatos recebidos, uma nova sala para hemodiálise já estaria pronta, com máquinas instaladas, porém a liberação das vagas dependeria da chegada de poltronas específicas para o funcionamento do espaço. A promessa de que os equipamentos estariam “chegando na próxima semana” se repete há mais de um mês.

    Há pacientes internados há três, quatro, cinco e até nove meses aguardando essa definição. Alguns afirmam não utilizar medicação e estarem em boas condições clínicas, permanecendo internados apenas para não perder a posição na fila do Sisnefro.

    A denúncia também aponta superlotação no setor de hemodiálise do Hospital de Base. Com apenas duas máquinas disponíveis, pacientes estariam ficando até quatro ou cinco dias sem realizar o procedimento, o que contraria protocolos clínicos básicos para quem depende da terapia renal substitutiva.

    Além do impacto emocional, há o risco sanitário. Pacientes considerados estáveis dividem espaço com pessoas em estado mais grave, aumentando o medo de contaminação por infecções hospitalares. A situação afeta também acompanhantes, que relatam adoecimento físico e psicológico diante da espera indefinida.

    Os denunciantes cobram esclarecimentos públicos da Prefeitura de Itabuna e questionam o motivo do atraso na entrega das poltronas que permitiriam a alta hospitalar e a continuidade do tratamento fora do ambiente de internação.

    A gestão municipal ainda não se pronunciou oficialmente sobre o prazo para funcionamento da nova sala nem apresentou cronograma detalhado de aquisição e instalação dos equipamentos.

    Enquanto isso, pacientes seguem internados, aguardando não apenas uma vaga, mas uma resposta concreta.

  • Vídeo de educadora reacende debate sobre legalidade, isonomia e impacto humano na rede municipal

    Vídeo de educadora reacende debate sobre legalidade, isonomia e impacto humano na rede municipal

    Um vídeo publicado por uma professora da rede municipal de Itabuna trouxe novamente à tona uma situação que ainda carece de explicações oficiais claras.

    No desabafo, ela afirma:

    “Quando a cabeça não aguenta, o coração chora. Hoje o meu coração sangra pela injustiça.”

    Segundo o relato, mais de 400 professores teriam sido desligados por ato administrativo. Parte desses profissionais sustenta que possui respaldo em legislação municipal aprovada em 2019, que garantiria permanência a aposentados anteriores à norma.

    A educadora também menciona decisão judicial favorável, proferida após meses de análise, determinando pagamento retroativo de 11 meses e retorno ao trabalho. De acordo com ela, o Município apresentou recurso, o que teria retardado os efeitos práticos da sentença.

    Esses pontos exigem esclarecimento objetivo:

    • Existe decisão válida determinando reintegração?

    • Houve suspensão por instância superior?

    • Qual o estágio atual do processo?

    • O critério aplicado foi uniforme para todos os aposentados?

    No vídeo, a professora relata uso de medicação controlada e dificuldades financeiras após o desligamento:

    “Eu recebi uma demissão ilegal. Hoje eu vivo à base de remédios.”

    Ela também menciona colegas que teriam adoecido gravemente em meio ao impasse.

    Paralelamente, a Prefeitura mantém programação de eventos públicos e discursos institucionais sobre avanços na educação. O contraste entre narrativa administrativa e relatos individuais amplia a tensão.

    Não se trata de juízo moral.

    Trata-se de transparência administrativa.

    Se houve ilegalidade, ela precisa ser corrigida.

    Se houve equívoco de interpretação, ele precisa ser explicado.

    Se a decisão judicial está sub judice, a sociedade deve saber

    Assista o vídeo 📹

  • Hospital de Base sob denúncia: pacientes enfrentam calor, dor e restrições a ventiladores

    Hospital de Base sob denúncia: pacientes enfrentam calor, dor e restrições a ventiladores

    Relato aponta ar-condicionado inoperante, proibição de ventiladores e risco à saúde de idosos e diabéticos

    Publicação feita por visitante de paciente em grupos de WhatsApp levanta questionamentos sobre estrutura e protocolos da unidade

    Segundo a denúncia, pacientes internados estariam enfrentando calor intenso devido ao não funcionamento de aparelhos de ar-condicionado. O relato descreve enfermarias abafadas, estrutura danificada e restrição à entrada de ventiladores portáteis levados por familiares.

    De acordo com a narrativa, a justificativa apresentada teria sido risco de infecção hospitalar. No entanto, familiares questionam a coerência da medida, especialmente diante da ausência de climatização adequada.

    A denúncia menciona caso específico de paciente com fratura de fêmur, hipertensão e diabetes, com agravamento do quadro clínico em razão do calor excessivo.

    Se confirmados, os fatos levantam questões graves:

    • Existe protocolo formal proibindo ventiladores pessoais?

    • A Comissão de Controle de Infecção emitiu parecer técnico?

    • O hospital garante climatização adequada como alternativa?

    • A Secretaria Municipal de Saúde foi comunicada?

    A Constituição Federal estabelece que a saúde é direito de todos e dever do Estado. Estrutura mínima, conforto térmico e condições sanitárias não são privilégios, são requisitos básicos de assistência hospitalar.

    Este espaço aguarda manifestação oficial da direção do Hospital de Base e da Secretaria de Saúde de Itabuna para esclarecimento dos fatos.

    Diante da gravidade do relato, é imprescindível que as autoridades competentes realizem verificação imediata das condições estruturais e adotem providências, caso irregularidades sejam confirmadas.

    Escute o Áudio:

  • Enquanto a gestão nega, mães mostram a realidade. Relatos públicos, escolas fechadas e inclusão sob questionamento em Itabuna

    A educação municipal de Itabuna voltou ao centro do debate após a divulgação de vídeos em que mães relatam dificuldades enfrentadas por seus filhos na rede pública. Entre os pontos mais citados estão a ausência de monitores para crianças atípicas e a falta de estrutura em unidades que funcionam fora de seus prédios originais.

    Após a repercussão de um desabafo que viralizou nas redes sociais, uma escola providenciou acompanhamento para o aluno. No entanto, nos comentários da própria publicação, mais de 200 mães relataram situações semelhantes em outras unidades.

    Paralelamente, reportagem exibida pela TV Santa Cruz mostrou que pelo menos sete escolas continuam fechadas desde o período pós-pandemia. Alunos estudam em imóveis alugados, e pais apontam espaço reduzido, riscos estruturais e ausência de merendeira em ao menos uma unidade. O Conselho Municipal de Educação informou que acompanha a situação e que houve encaminhamentos ao Ministério Público.

    O secretário afirmou que 25 unidades passarão por reforma após processo licitatório.