Categoria: Política Itabuna

  • Sensibilidade seletiva? Robson Rigaud reage a Danilo, mas não à fala do prefeito

    Sensibilidade seletiva? Robson Rigaud reage a Danilo, mas não à fala do prefeito

    Vereador afirma ter se sentido ofendido após colega defender independência de mandato, enquanto declaração do prefeito sobre “escolher oposição” não gerou reação pública.

    A reunião das comissões da Câmara de Itabuna que discutiu o projeto de reforma administrativa do Executivo terminou com um debate sobre autonomia parlamentar.

    Ao pedir vistas ao projeto, o vereador Danilo declarou:

    “Respeite o meu mandato e respeite o que o povo me deu. […] A decisão que eu tomo aqui vai ser tomada por mim, não estou aqui para ser tomada direção para o prefeito. […] Augusto não manda em mim e ninguém aqui nesta casa manda em mim.”

    Na sequência, o vereador Robson Rigaud afirmou que determinadas palavras “soam muito mal aí fora” e que, em alguns momentos, pode “se sentir ofendido”, por entender que a fala poderia sugerir que apenas um parlamentar estaria cumprindo seu papel.

    Danilo respondeu de forma direta:

    “Quem falou que manda aqui foi ele, quem falou que escolheu dois para mandar para a oposição. Não fui eu que falei, quem falou foi o prefeito.”

    A referência é à declaração feita pelo prefeito no dia 28 de janeiro de 2026, durante a prestação de contas do Carnaval Antecipado, quando afirmou da tribuna da própria Câmara:

    “Vamos botar mais uns dois na oposição.”

    Na ocasião, não houve registro de reação pública ou manifestação de ofensa institucional no plenário.

    O episódio levanta uma reflexão inevitável.

    Afirmar que o mandato é independente causa desconforto.

    Sugerir a composição da oposição, não.

    Em meio à discussão de uma reforma administrativa que reorganiza cargos e estrutura de poder no município, o debate sobre autonomia parlamentar ganha dimensão ainda maior.

    A independência do Legislativo não deveria ser motivo de tensão.

    É princípio básico do sistema democrático.

    A pergunta que permanece é simples:

    O que realmente incomoda, a fala ou o contexto?

  • Gestão ou projeção? O limite entre agenda pública e visibilidade política em ano pré eleitoral

    Gestão ou projeção? O limite entre agenda pública e visibilidade política em ano pré eleitoral

    Reforma administrativa, nova Secretaria da Mulher, Carnaval e entregas oficiais ampliam debate sobre exposição institucional

    O envio à Câmara do Projeto de Lei que reformula a estrutura administrativa do Executivo, incluindo a criação da Secretaria Municipal de Políticas Públicas para as Mulheres, ocorre em um momento politicamente sensível. Em ano pré eleitoral, a dinâmica da gestão naturalmente passa a ser observada com mais atenção.

    Nos últimos meses, a agenda institucional ganhou destaque em eventos públicos, programação de Carnaval, entrega de ambulâncias e reuniões oficiais. A presença da primeira dama nessas atividades também se tornou mais frequente, especialmente após a confirmação de sua pré candidatura.

    Não há ilegalidade presumida na participação em atos institucionais. O ponto central, porém, é outro. Onde termina a agenda pública e começa a projeção política?

    A criação de novas estruturas administrativas, a ampliação de secretarias e a visibilidade em eventos financiados com recursos públicos exigem transparência redobrada. Em períodos que antecedem disputas eleitorais, a separação entre gestão e campanha precisa ser clara para preservar o interesse coletivo.

    A pergunta que fica não é pessoal. É institucional.

    Gestão é prestação de serviço. Promoção é estratégia eleitoral.

    A cidade merece clareza, responsabilidade fiscal e foco permanente na entrega de resultados.

  • Trânsito na BR-415 sofre alteração entre Itabuna e Ilhéus

    Trânsito na BR-415 sofre alteração entre Itabuna e Ilhéus

    Mudança no fluxo exige atenção redobrada dos motoristas na região do Viaduto

    O trânsito na BR-415, no trecho que liga Itabuna a Ilhéus, passou por mudanças importantes nesta semana. A alteração ocorre nas imediações do Viaduto, próximo ao Condomínio Jardim das Acácias e à Churrascaria Los Pampas.

    No sentido Itabuna para Ilhéus, os veículos não utilizam mais a parte superior do viaduto. Agora, o tráfego deve seguir por uma pista lateral, na área da antiga Vila da Paz.

    Já no sentido Ilhéus para Itabuna, a passagem sobre o viaduto foi transformada em mão única. Apenas os motoristas que seguem em direção ao centro de Itabuna podem utilizar a estrutura elevada.

    A sinalização foi reforçada, mas é fundamental reduzir a velocidade e redobrar a atenção, principalmente nos horários de maior movimento. A mudança altera a rotina de quem trafega diariamente pelo trecho.

  • Em meio à crise na Educação em Itabuna, secretário entra em férias por 30 dias: coincidência ou estratégia?

    Em meio à crise na Educação em Itabuna, secretário entra em férias por 30 dias: coincidência ou estratégia?

    Mudança no comando ocorre em meio a mobilizações e cobranças da categoria

    O Diário Oficial da Prefeitura de Itabuna publicou, na edição de 11 de fevereiro de 2026, o Decreto nº 16.696, concedendo 30 dias de férias ao secretário municipal da Educação, Rosivaldo Pinheiro Mendes dos Santos.

    O afastamento passa a valer a partir de 13 de fevereiro. Durante o período, a pasta será comandada interinamente por Josué de Souza Brandão Júnior, atual secretário municipal de Promoção Social e Combate à Pobreza.

    A decisão ocorre em um momento de forte pressão da categoria e de mobilizações públicas que cobram melhorias estruturais, organização da rede e respostas mais efetivas da gestão municipal.

    Embora o decreto seja um ato administrativo regular, o timing da medida levanta questionamentos políticos: por que a mudança temporária no comando acontece justamente em meio a um cenário de tensão na Educação?

    A Educação de Itabuna vive um período sensível, com expectativas crescentes da comunidade escolar por soluções concretas. O afastamento temporário pode representar reorganização interna ou indicar desgaste na condução da pasta.

    O debate que se impõe é direto: a troca interina trará respostas objetivas para a rede municipal ou ampliará as incertezas em um momento decisivo do calendário escolar?

    A população, os profissionais da Educação e os pais de alunos agora acompanham os próximos passos da gestão.