Enquanto ações simbólicas ganham visibilidade, a fiscalização do orçamento e das políticas públicas exige atuação permanente.
Um vídeo divulgado nas redes sociais apresenta como “projeto muito importante” a aferição de pressão arterial, teste de glicemia e distribuição de água mineral durante caminhada na Beira Rio.
Incentivar hábitos saudáveis é positivo. Cuidar da saúde é necessário. Mas é preciso separar iniciativa individual de política pública estruturada.
A função constitucional do vereador é legislar, fiscalizar o Executivo e acompanhar a execução do orçamento. No caso da saúde, isso significa analisar contratos, verificar metas, questionar indicadores, acompanhar filas, cobrar aplicação de recursos e avaliar resultados concretos.
Aferir pressão é ato assistencial pontual. Pressionar o orçamento da saúde é responsabilidade institucional.
Quando ações episódicas ganham o status de “projeto”, a discussão precisa subir de nível.
O debate não é sobre caminhar ou distribuir água. É sobre o papel do Legislativo na estrutura da política pública.
Saúde se fortalece com planejamento, orçamento bem aplicado e fiscalização constante.
O resto é performance.


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