Moradora de Porto Seguro afirma que remédio essencial para evitar novas crises já foi adquirido e aguarda apenas envio para aplicação.
“Hoje é 1º de junho de 2026 e eu estou com medo de morrer.”
Foi com essa frase que Beatriz Sena Faria de Oliveira, de 31 anos, iniciou um vídeo publicado nas redes sociais que rapidamente chamou a atenção de centenas de pessoas na Bahia.
Moradora de Porto Seguro, Beatriz convive com a Porfiria Aguda Intermitente, uma doença rara que pode provocar crises severas, comprometimento neurológico e outras complicações graves.
No vídeo, ela relata que depende de uma medicação de alto custo prescrita para uso mensal. Segundo a paciente, o medicamento já foi adquirido pelo Estado e estaria armazenado pela Secretaria da Saúde da Bahia (SESAB), mas ainda não chegou ao local onde precisa ser administrado.
O motivo da preocupação é que a interrupção do tratamento pode aumentar o risco de uma nova crise da doença.
Em seu relato, Beatriz afirma já ter enfrentado episódios graves anteriormente, incluindo situações de paralisia, e diz viver sob o temor constante de novas complicações.
“Eu não aguento mais ficar nessa iminência da morte”, desabafa.
Ainda segundo a paciente, mesmo mantendo hábitos saudáveis, praticando exercícios físicos e evitando fatores que podem desencadear crises, o risco continua existindo sem a aplicação regular da medicação.
No vídeo, ela faz um apelo direto ao governador da Bahia e à Secretaria Estadual da Saúde para que o medicamento seja encaminhado com urgência para Porto Seguro, permitindo que a dose seja aplicada dentro do prazo previsto pela equipe médica.
O caso reacende o debate sobre a realidade enfrentada por pacientes com doenças raras, que muitas vezes dependem exclusivamente da rede pública para ter acesso a medicamentos de alto custo indispensáveis à própria sobrevivência.
O espaço permanece aberto para manifestação da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia sobre o caso relatado pela paciente.


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