A nova Feira do São Caetano foi oficialmente entregue no último dia 25 de junho, em uma cerimônia que reuniu diversas autoridades políticas. O governador Jerônimo Rodrigues não participou do evento, mas a solenidade contou com a presença do ministro da Casa Civil, Rui Costa, além do prefeito Augusto Castro, deputados e outras lideranças.
Apesar da entrega oficial, a nova feira seguirá vazia nos próximos dias.
Os feirantes continuam trabalhando no espaço provisório instalado na antiga fábrica de calçados Kildare e, segundo permissionários ouvidos pela reportagem, ainda não há condições para ocupação da nova estrutura nem previsão para a mudança.
As imagens do novo equipamento mostram que os boxes foram construídos sem fechamento superior individual. Cada espaço possui apenas divisórias laterais e pia, enquanto toda a feira é coberta por um único telhado metálico de grande altura. Na prática, os boxes permanecem totalmente abertos até a cobertura principal.
Segundo os próprios feirantes, a estrutura, da forma como foi entregue, ainda não permite a instalação das mercadorias e o início das atividades.
Isso significa que, embora a obra tenha sido inaugurada oficialmente, ela ainda não cumprirá sua principal finalidade: receber os trabalhadores e voltar a funcionar para a população.
O contraste chama atenção. Enquanto autoridades participaram da cerimônia de entrega e celebraram a conclusão da obra, centenas de feirantes seguem exercendo suas atividades no galpão provisório da antiga Kildare.
Diante desse cenário, algumas perguntas permanecem sem resposta:
- O que ainda impede a ocupação da nova feira?
- Quais adequações precisam ser realizadas antes da mudança?
- Existe um cronograma oficial para a transferência dos feirantes?
- Por que a inauguração ocorreu antes do início efetivo do funcionamento?
A entrega de uma obra pública representa um momento importante. Mas sua finalidade só é plenamente alcançada quando ela passa a servir à população.
No caso da Feira do São Caetano, a cerimônia aconteceu. Os discursos também.
Os feirantes, porém, continuarão trabalhando longe da nova estrutura, que permanecerá vazia até que existam condições reais para sua ocupação.


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