Crise com servidores expõe falta de diálogo e amplia o debate sobre quem define os rumos da Marimbeta
Uma nota de repúdio divulgada pelo SINDSEV trouxe à tona um novo foco de tensão na Fundação Marimbeta. O sindicato aponta ausência da presidência em reuniões, falta de diálogo com os servidores e a não implantação do Plano de Cargos, Carreira e Salários, uma demanda antiga da categoria.
O episódio, no entanto, ultrapassa o campo administrativo.
Nos bastidores políticos, há relatos de que as indicações da fundação, incluindo a presidência, estariam ligadas à estrutura da Câmara Municipal. Se confirmado, o cenário levanta um ponto de atenção institucional sobre a relação entre quem exerce função de fiscalização e a condução de órgãos da administração indireta.
A Marimbeta, criada para atuar na proteção social de crianças e adolescentes, acumula ao longo dos anos registros de fragilidade administrativa e, mais recentemente, perda de protagonismo dentro da política pública municipal, com baixa visibilidade de resultados e ausência de indicadores claros de impacto.
Diante do impasse, a questão se impõe:
quando há conflito interno e ausência de diálogo, e diante de possíveis influências políticas, a quem cabe garantir o equilíbrio, a transparência e o funcionamento adequado da instituição?


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