Durante o Carnaval antecipado de Itabuna, o prefeito Augusto Castro circulou no circuito usando camisa com a identificação “Prefeito” e concedeu entrevistas em meio à programação do evento.
A presença do gestor é legítima. A exibição explícita do cargo, não. Cargo público é função temporária, exercida em nome do interesse coletivo, não ferramenta de promoção pessoal.
O princípio da impessoalidade administrativa, em termos simples, significa o seguinte: a prefeitura não tem dono, o cargo não é do prefeito e o dinheiro usado não é particular. O gestor passa, o cargo fica. A máquina pública existe para servir à população, não para destacar quem está no comando.
Em evento financiado direta ou indiretamente com recursos públicos, a estampa do cargo reforça a personalização da gestão e tensiona esse princípio básico da administração pública.
Em gestão pública, símbolo comunica poder.
E poder exige limite, não marketing.


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