Relatos enviados na manhã de hoje revelam uma situação preocupante na unidade de saúde do bairro Mangabinha, em Itabuna.
Vídeos e áudios mostram centenas de pessoas aguardando desde as 5h da manhã para tentar conseguir atendimento. Segundo os moradores, apenas 20 senhas foram distribuídas. A informação mais grave é que essas senhas seriam liberadas somente no primeiro dia útil de cada mês.
Se confirmado, o modelo adotado impõe uma barreira física ao acesso. Em vez de organização contínua por regulação, cria-se uma concentração artificial da demanda, obrigando idosos, trabalhadores e pacientes crônicos a enfrentar filas extensas na madrugada.
Pelas diretrizes do SUS, o acesso deve seguir critérios clínicos e prioridade médica, com organização por sistema de regulação. A limitação de vagas pode decorrer da capacidade instalada, mas a forma de distribuição precisa respeitar dignidade, transparência e equidade.
Algumas perguntas precisam ser respondidas publicamente:
Quantas consultas mensais estão oficialmente pactuadas para a unidade?
Quem definiu o limite de 20 senhas?
Por que a liberação ocorre apenas uma vez por mês?
Existe fila eletrônica ou protocolo formal de regulação?
Saúde pública não pode funcionar como disputa por senha.
A população aguarda esclarecimentos técnicos da Secretaria Municipal de Saúde e, principalmente, soluções estruturais que garantam acesso digno e contínuo ao atendimento básico.


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