Falta de abastecimento expõe contradição entre reajustes, investimentos e a realidade nas casas
Moradores de Itabuna vivem uma situação que já ultrapassa o limite do aceitável: até 23 dias sem água nas torneiras.
No bairro Novo Jaçanã, famílias relatam semanas sem abastecimento. No São Caetano, moradores chegaram a quase um mês dependendo de água comprada ou doada por vizinhos. Enquanto isso, contas continuam chegando, sem atraso e sem desconto.
A contradição é evidente.
Nos últimos anos, a EMASA anunciou cerca de R$ 50 milhões em investimentos em abastecimento e saneamento. Paralelamente, a população enfrentou uma sequência de aumentos:
• 18% de reajuste em 2024
• Cobrança de até 70% de esgoto sobre o valor da água em 2025
• Novo aumento de 7,5% no fim de 2025
Ou seja, o cidadão paga mais. Mas recebe menos.
Relatos mostram uma rotina de improviso e indignidade:
• famílias comprando água a cada dois dias
• redução de banho e consumo básico
• roupas e louças acumuladas
• ausência de informação clara sobre o problema
E o mais grave: em algumas ruas, a água chega normalmente em um lado… e simplesmente não chega no outro.
A situação exige uma resposta urgente do Ministério Público do Estado da Bahia.
Não se trata apenas de transtorno. Trata-se de um possível:
• descumprimento na prestação de serviço público essencial
• dano coletivo à população
• violação ao direito básico de acesso à água


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