O ex-prefeito Geraldo Simões fez uma das declarações políticas mais pesadas dos últimos meses ao comentar a disputa interna do PT de Itabuna e a ascensão de Manoel Porfírio dentro do grupo ligado ao prefeito Augusto Castro.
Durante entrevista ao Pod Gusmão, Geraldo afirmou que nunca perdeu a disputa interna no voto.
Segundo ele, o que houve foi uma intervenção política conduzida pela direção estadual do partido, ligada ao Governo da Bahia, para retirar o comando do diretório municipal e construir apoio ao atual prefeito.
A acusação é grave.
Geraldo afirma que o diretório eleito foi destituído “na marra”, substituído por uma comissão provisória formada por pessoas ligadas à prefeitura.
Também afirmou que houve filiação em massa de funcionários municipais para alterar o equilíbrio interno do partido.
Mas a declaração mais dura veio ao falar sobre a decisão final do PT em Itabuna:
“Essa decisão em Itabuna foi na mão grande.”
A fala escancara uma ruptura antiga dentro do partido:
de um lado, militantes históricos que defendem autonomia política;
do outro, grupos alinhados ao poder institucional da prefeitura e do governo estadual.
Sem atacar Manoel Porfírio pessoalmente, Geraldo deixou claro o distanciamento político.
Disse que não tem problemas pessoais com o presidente da Câmara, mas afirmou não ter assunto para tratar com ele por considerar que Porfírio representa um projeto de apoio ao atual governo municipal.
E foi além:
classificou a gestão de Augusto Castro como “horrível para o povo mais humilde da cidade”.
No fim, a entrevista não expôs apenas um racha partidário.
Ela levantou uma suspeita política muito maior:
o PT de Itabuna ainda decide seus caminhos pela militância… ou pela força do poder?


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