Relato aponta horas de espera, alta demanda e profissionais sobrecarregados; situação exige resposta imediata da gestão
Um relato que circula nas redes expõe uma situação preocupante no CEMEPI, unidade referência no atendimento pediátrico de Itabuna.
Segundo o depoimento de um pai, que está fora da cidade a trabalho, sua esposa levou a filha para atendimento por volta das 14h e retornou para casa sem conseguir atendimento. A informação repassada no local é que havia crianças aguardando desde a manhã.
O relato ainda aponta um cenário de alta demanda, com dezenas de crianças esperando por atendimento ao longo do dia, inclusive casos iniciados nas primeiras horas da manhã.
É importante destacar um ponto que merece atenção:
não há crítica aos profissionais da unidade. Pelo contrário, os próprios relatos reconhecem o esforço e a dedicação das equipes.
O problema central apontado é outro:
falta de médicos e estrutura insuficiente para atender a demanda existente.
Quando isso acontece, o efeito é imediato:
filas aumentam, o tempo de espera se prolonga e famílias retornam para casa sem atendimento, inclusive com crianças.
Estamos diante de um ponto sensível. O CEMEPI não é uma unidade qualquer, ele é peça-chave da rede pediátrica municipal. Quando falha, todo o sistema sente.
Diante disso, o que se espera não é justificativa, é ação.
A gestão municipal precisa esclarecer de forma objetiva:
• Quantos médicos estavam de plantão no momento relatado?
• Existe déficit de profissionais na unidade?
• Qual o plano emergencial para evitar que crianças saiam sem atendimento?
Saúde pública não comporta improviso.
E quando o problema envolve atendimento infantil, a urgência é ainda maior.


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