Apuração presencial confirma alta demanda, apenas 1 pediatra por turno e estrutura insuficiente para atender crianças
A situação do CEMEPI ganhou um novo elemento: a denúncia feita por familiares de pacientes foi verificada presencialmente.
Uma cidadã esteve na unidade para apurar os relatos de demora no atendimento e confirmou um cenário de sobrecarga.
Segundo informações repassadas pela própria unidade, o aumento da demanda está relacionado a um surto de virose, elevando o número de atendimentos diários. Ainda assim, o dado mais preocupante não é o volume de pacientes, mas a estrutura disponível para atendê-los.
De acordo com a apuração, o hospital opera com apenas um pediatra por turno.
Na prática, isso significa que, mesmo com profissionais dedicados e esforço da equipe, a capacidade de atendimento se torna limitada diante de picos de demanda.
Outro ponto relevante é que o CEMEPI também absorve parte das demandas do Hospital Manoel Novaes, ampliando ainda mais a pressão sobre a unidade.
O próprio relato reconhece o atendimento respeitoso e o empenho dos profissionais. O problema não está na ponta, está na estrutura.
E é aqui que a discussão precisa ser feita com seriedade.
Uma cidade do porte de Itabuna, com arrecadação significativa e acesso a recursos públicos, não pode operar um hospital infantil com apenas um pediatra por turno em momentos de alta demanda.
Isso não é uma falha pontual.
É um limite estrutural que precisa de resposta.
Diante disso, a gestão municipal deve esclarecer:
- Existe planejamento para reforço emergencial de pediatras em períodos de virose?
- Há contratação prevista ou ampliação de equipe?
- Qual o limite real de atendimento do CEMEPI hoje?
Saúde infantil exige previsibilidade, não reação tardia.


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