Enquanto a Feira adoece, a Câmara dorme e o prefeito faz festa

Feirantes relatam queda de renda, adoecimento e abandono, enquanto Legislativo entra em recesso após reajuste salarial

A Feira do São Caetano, tradicional ponto de sustento de dezenas de famílias em Itabuna, vive um momento de forte tensão econômica e humana. Relatos encaminhados ao blog indicam que feirantes enfrentam queda significativa nas vendas, acúmulo de dívidas e abalo emocional profundo.

Dois trabalhadores do setor de açougue, conhecidos na comunidade, sofreram Acidente Vascular Cerebral após um período descrito por pessoas próximas como marcado por intensa pressão financeira e insegurança quanto ao futuro. Um deles encontra-se acamado, dependendo de ajuda para cuidados básicos. São fatos relatados por familiares e colegas, que expõem uma realidade preocupante dentro da feira.

Paralelamente, a Câmara Municipal encontra-se em recesso parlamentar. Antes da pausa, aprovou reajuste salarial para os próprios vereadores, decisão registrada em sessão oficial. A medida ocorreu em meio às dificuldades enfrentadas por trabalhadores da cidade.

No Executivo, a agenda institucional segue com realização de eventos públicos e festividades.

Diante desse cenário, a pergunta é inevitável: houve avaliação formal do impacto das mudanças na feira sobre a saúde e a renda dos feirantes? Existe algum plano emergencial de apoio social ou econômico? A Câmara pretende discutir o tema quando retomar os trabalhos?

A Feira do São Caetano não é apenas um espaço comercial. É fonte de subsistência. Quando trabalhadores adoecem, o debate deixa de ser político e passa a ser humano.

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