“Esqueceram da gente”: pacientes do TFD denunciam que ficaram para trás em Salvador após transporte sair sem eles

Pacientes do Tratamento Fora do Domicílio (TFD) de Itabuna denunciam ter vivido momentos de angústia em Salvador após, segundo eles, o transporte disponibilizado pela Prefeitura deixar a capital sem levá-los de volta ao município.

Os relatos foram encaminhados à redação por meio de áudios gravados pelos próprios pacientes. Nas mensagens, eles afirmam que aguardavam o retorno desde a última segunda-feira, quando foram surpreendidos com a informação de que uma van já havia saído levando pacientes hospedados em outra casa de apoio.

“Você acredita que a Prefeitura mandou a van e levou o pessoal da outra casa de apoio? A gente está aqui desde segunda-feira e disseram que nosso nome nem estava na lista.”

A denúncia chama atenção porque envolve pessoas que estão fora de casa em busca de tratamento médico, muitas delas debilitadas e totalmente dependentes da estrutura oferecida pelo município para conseguir retornar a Itabuna.

Em outro áudio, um dos pacientes relata que tentou contato com os responsáveis pelo transporte e com a administração da casa de apoio, mas afirma não ter conseguido uma solução imediata.

“Eu falei com o transporte, tentei ligar para a responsável da casa de apoio. Quando eu marcar outra viagem vou falar tudo isso lá. Se não resolver, vou fazer reclamação na Ouvidoria.”

Outro trecho demonstra a incerteza vivida pelos pacientes, que permaneceram sem qualquer confirmação sobre quando conseguiriam voltar para casa.

“Disseram que o motorista veio buscar o pessoal, mas nós continuamos aqui sem saber se vamos hoje ou não.”

Mais do que uma falha de logística, o episódio expõe a vulnerabilidade de quem depende do Tratamento Fora do Domicílio. Para pacientes que enfrentam consultas, exames e procedimentos médicos longe de casa, permanecer sem informações e sem transporte representa desgaste físico, emocional e insegurança.

Quando um paciente afirma “esqueceram da gente”, a reclamação vai além de um atraso. Ela revela a sensação de abandono vivida por pessoas que, naquele momento, dependem exclusivamente do poder público para retornar ao convívio de suas famílias.

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