Aumento de 7,5% ocorre em menos de um ano do anterior e reacende debate sobre qualidade dos serviços e transparência nos investimentos
A Prefeitura de Itabuna publicou o Decreto nº 16.656, autorizando a EMASA a aplicar um reajuste de 7,5% na tarifa de água e esgoto. O aumento entra em vigor 30 dias após a publicação e foi justificado pela elevação de custos operacionais, como energia elétrica, contratos e despesas com pessoal, além da necessidade de investimentos para universalização do saneamento.
O que chama atenção é a frequência. O novo reajuste ocorre em menos de um ano do anterior, em um cenário de inflação acumulada, perda de poder de compra e pressão sobre o orçamento das famílias.
A legislação federal permite revisão tarifária para recompor equilíbrio econômico-financeiro. A questão que permanece é outra: quais melhorias concretas foram percebidas pela população entre um aumento e outro? Persistem relatos de falhas no abastecimento, esgotamento sanitário incompleto e dúvidas sobre a execução efetiva dos investimentos anunciados.
A pergunta é objetiva e legítima: o reajuste acompanha um salto real na qualidade do serviço ou apenas recompõe custos internos? Transparência e prestação de contas são essenciais quando o impacto recai diretamente sobre o bolso do cidadão.

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