Ponto de ônibus na Rua de Palha expõe abandono e coloca passageiros em situação de risco

Moradores da Rua de Palha, na zona oeste de Itabuna, denunciam as condições precárias de um ponto de ônibus localizado às margens da BR-415. Sem abrigo, cercado por mato alto, lixo e entulho, o local obriga passageiros a aguardarem o transporte expostos ao sol, à chuva e a riscos de acidentes.

As imagens enviadas ao Blog Entre Nós mostram que o ponto é identificado apenas por uma placa de sinalização. Ao redor, há vegetação sem manutenção, garrafas quebradas, restos de materiais de construção e terreno irregular, dificultando o acesso, principalmente para idosos, crianças e pessoas com deficiência.

O morador Nilsinho, que registrou a situação em vídeo e autorizou a divulgação de seu nome, relata a indignação da comunidade:

“Olá, meus amigos. Aqui é Nilsinho para mostrar mais uma vez esse descaso. Isso aqui é o ponto de ônibus da Rua de Palha. Olha aí, fica dentro do mato, no meio do lixo. É assim que o povo de Itabuna é tratado. Aqui você tem que ficar no sol, na chuva e ainda se protegendo para não ser picado por cobras e escorpiões, ou furar os pés em uma garrafa de vidro ou em um vergalhão. Essa é a realidade do povo da zona oeste da cidade.”

A denúncia levanta um questionamento importante sobre a responsabilidade pela manutenção do local. Embora o ponto esteja situado na BR-415, uma rodovia federal, o transporte coletivo urbano é de competência do Município, enquanto intervenções na faixa de domínio da rodovia dependem do DNIT. Em muitos casos, a conservação dos abrigos ocorre por meio de cooperação entre os dois órgãos.

Diante da situação, algumas perguntas precisam ser respondidas:

  • Quem é o responsável pela manutenção desse ponto de ônibus?
  • Existe convênio entre a Prefeitura de Itabuna e o DNIT para conservação dos pontos localizados na BR-415?
  • Há previsão para instalação de um abrigo que ofereça segurança e dignidade aos passageiros?

Enquanto essas respostas não chegam, moradores continuam esperando o ônibus em um espaço que, pelas imagens, está longe de oferecer as condições mínimas de segurança e conforto esperadas para um serviço público essencial.

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