Professora concursada morre após denunciar demissão e cobrar respeito às leis em Itabuna

Educadora citou legislação municipal, pediu fiscalização do Legislativo e aguardava convocação após novo concurso.

Faleceu na manhã desta terça-feira a professora Clélia Eugênia de Sousa Lima, educadora concursada do município de Itabuna. Segundo informações de familiares, a causa da morte foi infarto. O falecimento ocorre em um contexto de forte repercussão pública, após a circulação de vídeos gravados por ela própria denunciando o que classificava como demissão ilegal.

Nos registros, Clélia afirmava possuir dois vínculos de 20 horas e sustentava ter direitos adquiridos com base na Lei Municipal nº 2.442/2019 e na Emenda Constitucional nº 103/2019. Defendia que sua exoneração não teria observado essas normas e cobrava análise jurídica individualizada do caso.

Imagens que circularam nas redes mostram a professora trabalhando como diarista na lavoura, colhendo cacau e retirando baronesas, após deixar a sala de aula. Em seus apelos, dirigiu-se ao prefeito e aos vereadores, pedindo que o Legislativo exercesse sua função de fiscalização.

Nota oficial do sindicato da categoria confirmou que Clélia participou da mobilização contra demissões consideradas ilegais e que, mesmo após o desligamento, realizou novo concurso e aguardava convocação.

Até o momento, não há posicionamento público detalhado da Prefeitura sobre o caso específico. Permanecem perguntas objetivas: os critérios adotados observaram integralmente a legislação vigente. Houve análise individual da situação funcional. O Legislativo acompanhou formalmente os desligamentos.

A morte da professora encerra sua voz, mas não encerra o debate sobre legalidade, segurança jurídica e respeito ao servidor público.

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