Cantor aparece novamente entre as atrações oficiais enquanto seguem sem resposta pública informações sobre cancelamento, contrato e possível devolução de valores
A divulgação da grade oficial do Ita Pedro 2026 trouxe novamente o nome de Tarcísio do Acordeon entre as atrações principais da festa em Itabuna. O problema é que até hoje a população não recebeu uma explicação clara sobre o que ocorreu em 2025, quando o cantor foi anunciado, divulgado nas peças oficiais, mas não se apresentou no evento.
Desde então, não houve transparência pública detalhada sobre:
- se houve cancelamento contratual,
- se existia contrato formal assinado,
- se houve pagamento antecipado,
- se houve devolução de recursos,
- ou quais medidas administrativas foram adotadas após a ausência do artista.
Agora, ao recolocar o nome do cantor na grade de 2026, a gestão municipal reacende um debate que nunca foi encerrado oficialmente.
O questionamento não é sobre a realização da festa. O ponto central é transparência. Em eventos financiados com recursos públicos, publicidade oficial e estrutura custeada pelo município, a população tem o direito de saber exatamente como foram conduzidas as contratações e quais consequências ocorreram quando uma atração anunciada não sobe ao palco.
Sem essas respostas, o anúncio de 2026 acaba produzindo um efeito político delicado: parte da população interpreta como se o episódio de 2025 simplesmente tivesse sido ignorado.
A gestão ainda pode esclarecer:
- houve prejuízo financeiro?
- houve multa contratual?
- houve substituição formal?
- o município recuperou eventual valor pago?
- ou sequer existiu contratação efetivada?
Transparência não é detalhe administrativo. É obrigação pública.


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