ATENDIMENTO OU EXPOSIÇÃO AO RISCO?
Uma criança com ferimento aberto na testa foi levada pelo pai ao SEMEP e, de lá, encaminhada para o Hospital Manoel Novaes sob a justificativa de que o local não realizaria sutura. Ao chegar, encontrou um cenário já conhecido pela população: superlotação, especialmente com crianças doentes.
Enquanto aguarda atendimento, o pai relata uma preocupação lógica: o risco de contaminação. A filha, que chegou apenas com um corte, permanece exposta em um ambiente com alta circulação de pacientes com viroses.
O problema não é só a demora. É o fluxo. Quem define para onde o paciente vai? Existe protocolo claro ou cada unidade empurra a responsabilidade?
Saúde pública não pode funcionar no improviso. Um corte simples virou um risco maior por falha de organização.
A pergunta é direta: por que uma criança com necessidade básica de sutura precisa peregrinar entre unidades e ainda ser exposta a outros riscos?


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