Criança espera cirurgia há 3 anos, piora internada e sai sem operar em Itabuna

Caso levanta dúvidas sobre critérios, fila e estrutura para procedimentos na rede pública

Uma criança de 5 anos, identificada como Maria Fernanda, aguarda há cerca de 3 anos por uma cirurgia de adenoide, já indicada por avaliação médica. Segundo relato da mãe, a criança foi internada no Hospital Manuel Novaes com febre, dificuldade para respirar e baixa alimentação.

Mesmo diante do quadro, a paciente recebeu alta com prescrição de antibióticos, sem a realização do procedimento cirúrgico.

O ponto não é opinião, é fluxo.

Se existe laudo indicando cirurgia e agravamento do quadro, o que impede a execução?
Fila, falta de insumo, equipe ou ausência de regulação efetiva?

Sem essa informação, o que aparece é um sistema que trata o sintoma, mas não resolve a causa.

A família relata que já buscou atendimento via unidade de saúde e Defensoria Pública, mas ainda enfrenta exigências adicionais para avançar no processo.

Enquanto isso, a criança segue sem cirurgia e com dificuldades respiratórias.

Cabe à Secretaria de Saúde esclarecer de forma objetiva:
• Existe fila para esse tipo de cirurgia?
• Qual o tempo médio de espera?
• Há limitação de anestesia ou equipe?
• Por que não houve encaminhamento para outra unidade?

Sem essas respostas, o caso deixa de ser pontual e passa a indicar falha de gestão.

Se o diagnóstico é cirúrgico e o problema persiste há anos, o que ainda impede a solução?

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