Autor: Marcos Pastor

  • Novos cargos de “Supervisor de Bairros” colocam em xeque a prioridade administrativa em Itabuna

    Novos cargos de “Supervisor de Bairros” colocam em xeque a prioridade administrativa em Itabuna

    Nomeações se multiplicam enquanto população enfrenta falhas nos serviços básicos

    Uma série de decretos publicados pela Prefeitura de Itabuna nos dias 23 e 24 de março de 2026 revela a nomeação de diversos cargos comissionados para a função de Supervisor de Bairros, vinculados à Secretaria Municipal de Governo.

    As nomeações têm como base a Lei Municipal nº 2.755/2026, que reorganizou a estrutura administrativa do município e ampliou a possibilidade de cargos comissionados.

    Na prática, o município passa a ter vários supervisores nomeados ao mesmo tempo, enquanto a população relata problemas recorrentes como falta de água, buracos nas ruas e ausência de manutenção básica em diversos bairros.

    A função, em tese, deveria aproximar a gestão das demandas locais. No entanto, diante da realidade enfrentada pela população, surge um questionamento inevitável:

    essas nomeações estão resultando em solução concreta ou apenas ampliando a estrutura política da gestão?

    Em ano eleitoral, decisões administrativas como essa exigem ainda mais transparência, eficiência e demonstração clara de resultados.

  • Justiça confirma irregularidades em nomeações e expõe risco de “gabinete fantasma” em Itabuna

    Justiça confirma irregularidades em nomeações e expõe risco de “gabinete fantasma” em Itabuna

    Decisão do TJ-BA aponta indícios de abuso de poder, desvio de finalidade e esvaziamento de órgão público

    O Tribunal de Justiça da Bahia confirmou, por unanimidade, decisão que reconhece irregularidades nas nomeações realizadas no gabinete do vice-prefeito de Itabuna.

    Segundo o acórdão, há indícios claros de abuso de poder, desvio de finalidade e nomeações incompatíveis com o interesse público, com situações em que servidores foram nomeados, mas não compareciam ao trabalho, permanecendo mesmo assim na folha de pagamento. 

    A decisão também aponta um cenário considerado “excepcional”, com exonerações seguidas de novas nomeações para os mesmos cargos, o que pode caracterizar esvaziamento funcional do órgão e comprometer o funcionamento da administração pública. 

    Apesar de reconhecer que o prefeito tem competência para nomear cargos comissionados, o Tribunal foi claro: essa competência não é absoluta e deve respeitar os princípios da legalidade, moralidade e finalidade pública.

    Na prática, o Judiciário determinou que as nomeações no gabinete do vice-prefeito devem ter vínculo com a indicação do próprio titular do órgão, como forma de evitar distorções administrativas.

    O que está em jogo não é política. É o uso da máquina pública.

    Quando a Justiça precisa intervir para garantir que servidores trabalhem de fato, o problema deixou de ser administrativo e passou a ser estrutural.

  • Professor Max deixa o PSOL e se aproxima do União Brasil em novo reposicionamento político

    Professor Max deixa o PSOL e se aproxima do União Brasil em novo reposicionamento político

    Mudança de partido revela reconfiguração de alianças e estratégia para 2026 no sul da Bahia

    A saída do professor Max do PSOL e sua aproximação com o União Brasil marcam um novo momento em sua trajetória política.

    Com uma trajetória marcada pelo compromisso com causas sociais, ambientais e educacionais, Max sempre teve uma atuação firme dentro de um campo ideológico específico. Sua decisão agora reflete um momento de reflexão e a busca por novos caminhos para seguir contribuindo com a sociedade.

    A movimentação ocorre em meio a articulações que envolvem lideranças regionais e estaduais, incluindo a construção de parcerias eleitorais. A expectativa é de que o professor Max dispute uma vaga como deputado estadual, integrando um grupo mais alinhado ao centro político.

    A filiação está prevista para ocorrer nos próximos dias, em evento público com presença de aliados e apoiadores.

  • Bastaram cerca de 20 minutos de chuva para que diversos pontos de Itabuna voltassem a registrar alagamentos.

    Bastaram cerca de 20 minutos de chuva para que diversos pontos de Itabuna voltassem a registrar alagamentos.

    Imagens reacendem debate sobre prevenção e drenagem urbana em Itabuna

    Ruas tomadas pela água, veículos enfrentando dificuldade de passagem e até estabelecimentos sendo invadidos.

    O episódio reacende uma preocupação recorrente desde a última grande enchente: a capacidade de resposta da cidade diante de chuvas intensas, mesmo de curta duração.

    Drenagem urbana, limpeza de canais, manutenção de galerias e planejamento preventivo são medidas básicas em qualquer município sujeito a esse tipo de ocorrência.

    A repetição do problema levanta questionamentos que precisam de resposta:

    • Existe um plano atualizado de drenagem urbana?

    • Quais intervenções foram realizadas após a última enchente?

    • Há mapeamento dos pontos críticos da cidade?

    • Qual o cronograma de ações preventivas?

    Sem transparência e planejamento claro, eventos como esse deixam de ser surpresa e passam a ser previsíveis.

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  • Idoso na UPA do Monte Cristo levanta temor de agravamento e intensifica pressão por transferência imediata

    Idoso na UPA do Monte Cristo levanta temor de agravamento e intensifica pressão por transferência imediata

    Família pede remoção direta para o Hospital de Base e levanta questionamentos sobre protocolo de atendimento

    Um vídeo que circula nas redes sociais mostra o apelo de familiares do senhor José Carlos da Silva, atendido na UPA do Monte Cristo, em Itabuna.

    Segundo o relato, o paciente estaria na ala vermelha, com quadro de pressão arterial baixa, e a família teme que ele não receba o suporte necessário caso seja liberado para casa antes de uma transferência hospitalar.

    A principal preocupação é a orientação relatada de que o paciente deveria retornar para casa para, posteriormente, buscar atendimento no Hospital de Base. Diante do quadro descrito, os familiares pedem que a transferência seja feita diretamente da unidade de pronto atendimento para o hospital, sem interrupção no cuidado.

    Casos como esse levantam um ponto sensível na rede pública: qual é o protocolo adotado para pacientes em situação de risco? Em que circunstâncias um paciente é liberado, mesmo diante de sinais de instabilidade?

    A discussão não é sobre um caso isolado. É sobre fluxo, decisão clínica e segurança do paciente.

    A Secretaria Municipal de Saúde e a direção da unidade podem esclarecer:

    • Qual o estado clínico atual do paciente?

    • Houve indicação médica de alta ou transferência?

    • Qual o critério adotado nesse tipo de situação?

  • Denúncia no CEMEPI é confirmada e expõe atendimento infantil no limite

    Denúncia no CEMEPI é confirmada e expõe atendimento infantil no limite

    Apuração presencial confirma alta demanda, apenas 1 pediatra por turno e estrutura insuficiente para atender crianças

    A situação do CEMEPI ganhou um novo elemento: a denúncia feita por familiares de pacientes foi verificada presencialmente.

    Uma cidadã esteve na unidade para apurar os relatos de demora no atendimento e confirmou um cenário de sobrecarga.

    Segundo informações repassadas pela própria unidade, o aumento da demanda está relacionado a um surto de virose, elevando o número de atendimentos diários. Ainda assim, o dado mais preocupante não é o volume de pacientes, mas a estrutura disponível para atendê-los.

    De acordo com a apuração, o hospital opera com apenas um pediatra por turno.

    Na prática, isso significa que, mesmo com profissionais dedicados e esforço da equipe, a capacidade de atendimento se torna limitada diante de picos de demanda.

    Outro ponto relevante é que o CEMEPI também absorve parte das demandas do Hospital Manoel Novaes, ampliando ainda mais a pressão sobre a unidade.

    O próprio relato reconhece o atendimento respeitoso e o empenho dos profissionais. O problema não está na ponta, está na estrutura.

    E é aqui que a discussão precisa ser feita com seriedade.

    Uma cidade do porte de Itabuna, com arrecadação significativa e acesso a recursos públicos, não pode operar um hospital infantil com apenas um pediatra por turno em momentos de alta demanda.

    Isso não é uma falha pontual.

    É um limite estrutural que precisa de resposta.

    Diante disso, a gestão municipal deve esclarecer:

    • Existe planejamento para reforço emergencial de pediatras em períodos de virose?
    • Há contratação prevista ou ampliação de equipe?
    • Qual o limite real de atendimento do CEMEPI hoje?

    Saúde infantil exige previsibilidade, não reação tardia.

  • CEMEPI lotado e crianças sem atendimento: falta de médico expõe limite da saúde em Itabuna

    CEMEPI lotado e crianças sem atendimento: falta de médico expõe limite da saúde em Itabuna

    Relato aponta horas de espera, alta demanda e profissionais sobrecarregados; situação exige resposta imediata da gestão
    Um relato que circula nas redes expõe uma situação preocupante no CEMEPI, unidade referência no atendimento pediátrico de Itabuna.

    Segundo o depoimento de um pai, que está fora da cidade a trabalho, sua esposa levou a filha para atendimento por volta das 14h e retornou para casa sem conseguir atendimento. A informação repassada no local é que havia crianças aguardando desde a manhã.

    O relato ainda aponta um cenário de alta demanda, com dezenas de crianças esperando por atendimento ao longo do dia, inclusive casos iniciados nas primeiras horas da manhã.

    É importante destacar um ponto que merece atenção:
    não há crítica aos profissionais da unidade. Pelo contrário, os próprios relatos reconhecem o esforço e a dedicação das equipes.

    O problema central apontado é outro:
    falta de médicos e estrutura insuficiente para atender a demanda existente.

    Quando isso acontece, o efeito é imediato:
    filas aumentam, o tempo de espera se prolonga e famílias retornam para casa sem atendimento, inclusive com crianças.

    Estamos diante de um ponto sensível. O CEMEPI não é uma unidade qualquer, ele é peça-chave da rede pediátrica municipal. Quando falha, todo o sistema sente.

    Diante disso, o que se espera não é justificativa, é ação.

    A gestão municipal precisa esclarecer de forma objetiva:
    • Quantos médicos estavam de plantão no momento relatado?
    • Existe déficit de profissionais na unidade?
    • Qual o plano emergencial para evitar que crianças saiam sem atendimento?

    Saúde pública não comporta improviso.
    E quando o problema envolve atendimento infantil, a urgência é ainda maior.

  • Professores do campo denunciam retirada de direitos em Itabuna

    Professores do campo denunciam retirada de direitos em Itabuna

    Categoria aponta retrocesso e cobra revisão imediata da medida
    Professores das escolas do campo de Itabuna divulgaram uma nota pública de repúdio contra decisões recentes da Prefeitura que, segundo a categoria, resultaram na retirada de direitos historicamente garantidos.

    Entre os pontos mais sensíveis estão o corte do auxílio deslocamento e do adicional de difícil acesso, benefícios considerados essenciais para viabilizar o exercício da função em áreas rurais.

    A manifestação destaca que esses direitos não são privilégios, mas conquistas construídas ao longo de anos de negociação e reconhecimento das condições específicas enfrentadas pelos profissionais.

    A retirada desses benefícios não impacta apenas o servidor. Afeta diretamente a política pública. Sem incentivo ao deslocamento, há risco real de descontinuidade no atendimento educacional em áreas mais afastadas, comprometendo acesso e qualidade.

    Além disso, qualquer alteração em direitos consolidados exige análise jurídica rigorosa, especialmente quanto à natureza desses benefícios, se são indenizatórios, compensatórios ou incorporados à remuneração.

    Os professores pedem revisão imediata da medida, reavaliação dos impactos e abertura de diálogo institucional transparente.

    O ponto central não é apenas o corte, mas a forma. Políticas públicas exigem previsibilidade, legalidade e diálogo. Quando decisões afetam diretamente a ponta do serviço, o efeito não fica no servidor, chega na população.

  • Obras anunciadas como transformação, moradores transformando para não conviver com buracos e falta de água

    Obras anunciadas como transformação, moradores transformando para não conviver com buracos e falta de água

    Entre promessa e realidade, quem resolve o problema ainda é o morador.

    No bairro Manoel Leão, em Itabuna, moradores seguem lidando com buracos na via principal e falta de água, mesmo após anúncios de obras de urbanização.

    Vídeos mostram a própria população tentando minimizar os problemas, enquanto situações básicas continuam sem solução definitiva.

    O bairro já foi incluído em projetos com promessa de pavimentação e melhorias estruturais. Ainda assim, a realidade indica que as intervenções não foram suficientes para resolver o cotidiano de quem vive ali.

    A realidade

    Quando a solução não chega, o morador se adapta.

    Mas adaptação não é solução.

    O que precisa ser apresentado pela Prefeitura

    • Transparência sobre o que foi executado
    • Cronograma por rua
    • Plano definitivo para abastecimento de água

    Por fim

    Transformar não é anunciar obra.

    É fazer até o problema desaparecer.

  • Mesmo veículo já identificado para apreensão de animais volta a ser flagrado em uso incompatível em Itabuna

    Mesmo veículo já identificado para apreensão de animais volta a ser flagrado em uso incompatível em Itabuna

    Imagens recentes mostram o caminhão de placa MPQ-2542 sendo utilizado para transporte de colchões em Itabuna.

    O que chama atenção é que, há cerca de um ano, esse mesmo veículo já havia sido registrado com identificação de uso para “apreensão de animais”, vinculado a serviços públicos do município.

    Na ocasião, a denúncia já apontava possível uso indevido da estrutura.

    Agora, com o reaparecimento do mesmo veículo em atividade distinta, a situação levanta novamente questionamentos sobre a finalidade do uso e a regularidade dessa operação.

    Cabe aos órgãos responsáveis esclarecer se o veículo ainda está vinculado a contrato público e, em caso positivo, se o uso atual está de acordo com sua finalidade.