Autor: Marcos Pastor

  • Paciente com câncer aguarda atendimento enquanto familiar relata descaso no setor de regulação em Itabuna

    Paciente com câncer aguarda atendimento enquanto familiar relata descaso no setor de regulação em Itabuna

    Mesmo com diagnóstico confirmado e encaminhamento para oncologia, irmã do paciente afirma ter esperado horas por atendimento e sido informada de que a funcionária responsável chegaria apenas após sair de plantão em hospital.

    Um caso ocorrido no setor de regulação da saúde pública de Itabuna levanta questionamentos sobre a condução de atendimentos relacionados a pacientes oncológicos no município.

    De acordo com documentos e relato de familiar, o paciente Ivair Melo dos Santos possui diagnóstico médico de neoplasia de orofaringe (CID C10.9) e foi encaminhado para avaliação com oncologista clínico, conforme relatório médico emitido pela Policlínica Municipal Dois de Julho no dia 19 de fevereiro de 2026.

    Após o encaminhamento para atendimento em unidade de alta complexidade em oncologia, a família iniciou o processo de regulação para consulta especializada. Segundo o registro emitido pela Secretaria Municipal de Saúde, a consulta com oncologia foi autorizada posteriormente e agendada para o dia 26 de março de 2026, no Hospital Calixto Midlej Filho.

    Enquanto acompanha a tramitação do caso, a irmã do paciente afirma ter enfrentado dificuldades no próprio setor de regulação do município ao buscar informações sobre o andamento do atendimento.

    Segundo o relato, ela chegou ao local às 7h17 da manhã, horário em que o setor inicia funcionamento, para verificar a situação do agendamento e relatar o agravamento do estado de saúde do irmão. No entanto, foi informada de que a funcionária responsável pelo atendimento ainda não havia chegado, pois teria saído de um plantão realizado no Hospital Santa Cruz.

    De acordo com a informação repassada no local, a funcionária responsável pelo atendimento chegaria apenas por volta de 8h30 ou 9h da manhã, o que obrigou a familiar a permanecer aguardando atendimento mesmo em um setor responsável por encaminhamentos de pacientes de média e alta complexidade.

    A situação foi interpretada pela família como falta de organização e sensibilidade diante de um caso de saúde grave, especialmente considerando que o paciente aguarda avaliação especializada após diagnóstico de câncer.

    Casos oncológicos demandam fluxo prioritário dentro do Sistema Único de Saúde. A Lei nº 12.732/2012, conhecida como Lei dos 60 dias, estabelece que pacientes diagnosticados com câncer têm direito ao início do tratamento no SUS em até 60 dias após confirmação do diagnóstico.

    Diante do cenário relatado, a família avalia levar o caso ao Ministério Público, solicitando apuração sobre o funcionamento do setor de regulação municipal e as condições de atendimento a familiares que buscam informações sobre pacientes em situação clínica delicada.

    A situação também levanta debate sobre a estrutura administrativa do setor responsável pela regulação de procedimentos de média e alta complexidade em Itabuna, serviço que funciona das 7h às 13h, mas que, segundo o relato, não contava com a presença da responsável pelo atendimento no horário inicial de funcionamento.

    Para a família do paciente, o episódio evidencia não apenas a demora burocrática para consultas especializadas, mas também a falta de acolhimento e organização no atendimento prestado a quem busca assistência para um caso de câncer.

  • Secretaria da Mulher em Itabuna: qual será o papel institucional da Primeira-Dama?

    Secretaria da Mulher em Itabuna: qual será o papel institucional da Primeira-Dama?

    Nova estrutura administrativa cria Secretaria de Políticas Públicas para as Mulheres, nomeia vereadores e redefine cadeiras estratégicas no primeiro escalão.

    A Lei Municipal nº 2.755/2026 reorganizou a estrutura do Poder Executivo de Itabuna e instituiu a Secretaria Municipal de Políticas Públicas para as Mulheres. A criação da pasta ocorre em meio a uma série de nomeações e rearranjos no primeiro escalão do governo.

    Após a reforma, foram publicados decretos nomeando:

    • Thales Rodrigues da Silva, vereador, para a Secretaria de Transporte e Trânsito;

    • José Erasmo Ávila Martins, vereador, para a Secretaria de Promoção Social e Combate à Pobreza;

    • Rosivaldo Pinheiro Mendes dos Santos, que deixou a Secretaria de Educação e assumiu a Secretaria de Relações Institucionais;

    • O vice-prefeito Júnior Brandão, que passou a ocupar a Secretaria Municipal da Educação.

    As movimentações ocorreram de forma simultânea à entrada em vigor da nova estrutura administrativa.

    Nesse contexto, surge uma indagação objetiva e institucional: qual será o papel formal da Primeira-Dama diante da criação da Secretaria da Mulher?

    A legislação estabelece que secretários são nomeados por ato formal, possuem atribuições definidas em lei e respondem administrativa, civil e fiscalmente por seus atos. A ordenação de despesas e a responsabilidade solidária passaram a ter previsão expressa na nova organização administrativa.

    Diante disso, algumas perguntas são pertinentes:

    • Haverá participação formal da Primeira-Dama na estrutura da nova Secretaria?

    • Existirá vínculo jurídico ou função institucional definida por ato oficial?

    • Sua atuação ocorrerá apenas em caráter representativo?

    • Haverá influência na formulação de políticas, definição de programas ou execução orçamentária?

    A presença da Primeira-Dama em agendas institucionais é fato público. O ponto central, porém, é jurídico: função pública exige formalidade, competência definida e responsabilidade legal.

    Em uma reforma que amplia poderes, redefine cargos e integra vereadores ao Executivo, a clareza institucional se torna ainda mais necessária.

  • Nova orientação do Ministério Público coloca grandes eventos, como o Itapedro, sob novo critério de responsabilidade fiscal

    Nova orientação do Ministério Público coloca grandes eventos, como o Itapedro, sob novo critério de responsabilidade fiscal


    Parâmetros técnicos passam a exigir justificativa reforçada para contratações acima da média no São João

    O Ministério Público da Bahia, em conjunto com órgãos de controle, estabeleceu novos parâmetros para as contratações artísticas dos festejos juninos. Não foi fixado um teto máximo obrigatório de cachê. Porém, também não se trata de liberdade irrestrita.

    A orientação técnica utiliza referências estatísticas do próprio mercado público baiano. Em termos simples, a maioria dos contratos firmados no estado segue dentro de uma faixa considerada padrão. Quando um município optar por valores acima dessa referência, poderá fazê-lo, mas terá de demonstrar, de forma consistente, que a contratação é compatível com sua realidade financeira.

    O critério passa a ser responsabilidade fiscal comprovada.

    Isso significa pesquisa de preços robusta, justificativa técnica detalhada, publicidade integral dos contratos e demonstração clara de que o gasto não compromete áreas essenciais como saúde, educação e infraestrutura.

    No contexto de Itabuna, o debate naturalmente alcança o Itapedro. Trata-se de um dos maiores eventos do interior da Bahia, com impacto econômico relevante, mas também com histórico de atrações de alto custo.

    A nova régua não proíbe grandes shows. Ela exige planejamento, coerência orçamentária e transparência.

    Em municípios que ainda enfrentam demandas estruturais significativas, a discussão deixa de ser apenas cultural e passa a ser também fiscal.

    O cenário que se desenha é simples: quanto maior o investimento anunciado, maior será a necessidade de comprovação técnica.

  • Casas invadidas por esgoto após obra de creche no Condomínio São José

    Casas invadidas por esgoto após obra de creche no Condomínio São José

    Moradores do Condomínio São José denunciam prejuízos e falta de assistência após terem as casas invadidas por água de esgoto no último dia 21 de fevereiro. Segundo relatos, durante a terraplanagem para construção de uma creche, a saída do esgoto teria sido obstruída por máquinas, impedindo o escoamento e provocando o retorno da água para dentro das residências.

    O resultado foi contaminação generalizada. Roupas, alimentos e móveis foram perdidos. Além do prejuízo material, moradores relatam risco à saúde devido à exposição a fezes e resíduos deixados após o recuo da água.

    De acordo com os relatos, a Defesa Civil esteve no local e informou que a assistência social faria contato para viabilizar auxílio financeiro. No entanto, até este 2 de março, nenhuma medida concreta foi adotada. Enquanto isso, nota enviada à imprensa afirma que a situação estaria solucionada.

    Moradores cobram providências urgentes, reparação dos danos e transparência sobre as responsabilidades da obra.

  • Moradores da Mangabinha denunciam limitação mensal de atendimentos e exposição desumana de pacientes

    Moradores da Mangabinha denunciam limitação mensal de atendimentos e exposição desumana de pacientes

    Relatos enviados na manhã de hoje revelam uma situação preocupante na unidade de saúde do bairro Mangabinha, em Itabuna.

    Vídeos e áudios mostram centenas de pessoas aguardando desde as 5h da manhã para tentar conseguir atendimento. Segundo os moradores, apenas 20 senhas foram distribuídas. A informação mais grave é que essas senhas seriam liberadas somente no primeiro dia útil de cada mês.

    Se confirmado, o modelo adotado impõe uma barreira física ao acesso. Em vez de organização contínua por regulação, cria-se uma concentração artificial da demanda, obrigando idosos, trabalhadores e pacientes crônicos a enfrentar filas extensas na madrugada.

    Pelas diretrizes do SUS, o acesso deve seguir critérios clínicos e prioridade médica, com organização por sistema de regulação. A limitação de vagas pode decorrer da capacidade instalada, mas a forma de distribuição precisa respeitar dignidade, transparência e equidade.

    Algumas perguntas precisam ser respondidas publicamente:

    Quantas consultas mensais estão oficialmente pactuadas para a unidade?
    Quem definiu o limite de 20 senhas?
    Por que a liberação ocorre apenas uma vez por mês?
    Existe fila eletrônica ou protocolo formal de regulação?

    Saúde pública não pode funcionar como disputa por senha.

    A população aguarda esclarecimentos técnicos da Secretaria Municipal de Saúde e, principalmente, soluções estruturais que garantam acesso digno e contínuo ao atendimento básico.

  • Pacientes em hemodiálise denunciam espera por vagas e cobram cadeiras prometidas para alta hospitalar em Itabuna

    Pacientes em hemodiálise denunciam espera por vagas e cobram cadeiras prometidas para alta hospitalar em Itabuna

    Internados apenas para manter vaga no Sisnefro, doentes relatam superlotação, risco de infecção e atrasos no tratamento

    Pacientes internados no Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães relatam uma situação que classificam como desumana: pessoas clinicamente estáveis permanecem hospitalizadas por meses apenas para não perder a vaga no Sisnefro, enquanto aguardam transferência para tratamento ambulatorial no Hospital São Lucas.

    Segundo os relatos recebidos, uma nova sala para hemodiálise já estaria pronta, com máquinas instaladas, porém a liberação das vagas dependeria da chegada de poltronas específicas para o funcionamento do espaço. A promessa de que os equipamentos estariam “chegando na próxima semana” se repete há mais de um mês.

    Há pacientes internados há três, quatro, cinco e até nove meses aguardando essa definição. Alguns afirmam não utilizar medicação e estarem em boas condições clínicas, permanecendo internados apenas para não perder a posição na fila do Sisnefro.

    A denúncia também aponta superlotação no setor de hemodiálise do Hospital de Base. Com apenas duas máquinas disponíveis, pacientes estariam ficando até quatro ou cinco dias sem realizar o procedimento, o que contraria protocolos clínicos básicos para quem depende da terapia renal substitutiva.

    Além do impacto emocional, há o risco sanitário. Pacientes considerados estáveis dividem espaço com pessoas em estado mais grave, aumentando o medo de contaminação por infecções hospitalares. A situação afeta também acompanhantes, que relatam adoecimento físico e psicológico diante da espera indefinida.

    Os denunciantes cobram esclarecimentos públicos da Prefeitura de Itabuna e questionam o motivo do atraso na entrega das poltronas que permitiriam a alta hospitalar e a continuidade do tratamento fora do ambiente de internação.

    A gestão municipal ainda não se pronunciou oficialmente sobre o prazo para funcionamento da nova sala nem apresentou cronograma detalhado de aquisição e instalação dos equipamentos.

    Enquanto isso, pacientes seguem internados, aguardando não apenas uma vaga, mas uma resposta concreta.

  • Folha Paga, Comércio Fechando: O Que Está Acontecendo em Itabuna?

    Folha Paga, Comércio Fechando: O Que Está Acontecendo em Itabuna?

    Contrato da Exemplar já ultrapassa R$ 141 milhões enquanto escolas relatam falta de monitores.

    Em vídeo divulgado nesta semana, o prefeito afirmou que mantém os salários dos servidores rigorosamente em dia há mais de cinco anos. Pagar a folha dentro do prazo é dever da administração pública.

    A questão que se impõe é outra: se o dinheiro está circulando e o comércio “agradece”, por que lojas tradicionais da Avenida Cinquentenário e da Rua Paulino Vieira estão encerrando atividades?

    Fachadas fechadas, pontos comerciais vagos e redução do movimento no centro da cidade contrastam com o discurso otimista.

    Ao mesmo tempo, segundo dados do Diário Oficial da Prefeitura de Itabuna e do Portal da Transparência, o Contrato nº 195/2022, firmado com a empresa Exemplar Service e Limpeza, já ultrapassa R$ 141 milhões.

    Mesmo com esse volume de recursos, escolas seguem relatando falta de monitores, e professores demitidos enfrentam dificuldades financeiras enquanto aguardam desfechos judiciais.

    Se há recursos contratados nessa magnitude, por que a execução não se reflete plenamente na educação e na estrutura escolar?

    A população não espera apenas vídeos anunciando folha paga. Espera posicionamento claro sobre contratos milionários, execução de serviços, fiscalização e solução para demandas urgentes da cidade.

    Uma gestão eficiente vai muito além do pagamento de salários. Envolve planejamento econômico, transparência ativa, acompanhamento de contratos e respostas objetivas aos questionamentos da sociedade.

    Itabuna precisa de explicações, resultados e responsabilidade administrativa.

  • Professora demitida questiona primeira dama após vender TV para pagar prestação

    Professora demitida questiona primeira dama após vender TV para pagar prestação

    Educadora afirma que não houve diálogo com profissionais desligados da rede municipal

    A professora da rede municipal de Itabuna que vendeu a própria televisão por R$ 650 para pagar a prestação da casa publicou um novo vídeo nas redes sociais.

    Com 40 anos dedicados à educação, ela afirma que foi demitida sem processo disciplinar e mantém em mãos uma lista com nomes de outros profissionais que, segundo ela, também foram desligados.

    No vídeo, a educadora agradece o apoio recebido, mas amplia o debate ao citar diretamente a primeira dama e pré-candidata a Deputada Estadual, Andréa Castro.

    “Em momento nenhum você nos procurou. Em momento nenhum você quis saber da nossa dor, do nosso sofrimento”, afirma.

    Ela questiona ainda como alguém que se apresenta como defensora das mulheres pode não ter buscado diálogo com professoras e pais de família atingidos pela decisão administrativa.

    A fala ocorre em um contexto em que a primeira dama tem participado de agendas públicas, eventos institucionais e ações promovidas pela gestão municipal, ampliando sua presença política no município.

    A cobrança feita pela professora não trata apenas de assistência individual, mas de posicionamento político diante de uma decisão que impactou dezenas de famílias.

    Até o momento, não houve manifestação pública sobre a possibilidade de reunião ou mediação com os profissionais desligados.

    A pergunta que permanece é objetiva: haverá diálogo?

  • Paciente relata cobrança para emissão de laudo após atendimento via SUS em Itabuna

    Paciente relata cobrança para emissão de laudo após atendimento via SUS em Itabuna


    Caso envolve possível exigência de consulta particular para documento destinado ao INSS


    Um relato encaminhado ao Entre Nós levanta questionamentos sobre a conduta de uma clínica que realiza atendimentos pelo Sistema Único de Saúde em Itabuna.

    Segundo o paciente, ao procurar a unidade para marcar consulta conforme orientação médica, teria sido informado de que a emissão de laudo exigido para perícia junto ao Instituto Nacional do Seguro Social só seria possível mediante pagamento de consulta particular no valor de R$ 250.

    Ao questionar a base legal da cobrança, o paciente afirma não ter recebido justificativa técnica clara da gerência. Ele relata ainda que, por não efetuar o pagamento, ficou impossibilitado de obter o documento atualizado e poderá comparecer à perícia com laudo antigo.

    Se confirmada, a prática pode levantar debate jurídico e ético relevante, já que serviços vinculados ao SUS não podem condicionar atendimento ou documentação médica ao pagamento paralelo. Além disso, a emissão de laudo é ato técnico do profissional de saúde, regulamentado pelo Conselho Federal de Medicina.

    A clínica foi procurada para esclarecimentos e o espaço permanece aberto para manifestação.

    Pacientes que tenham passado por situação semelhante podem encaminhar relato documentado para apuração.

  • R$ 17,4 Milhões em 2026: O Verdadeiro Custo da Nova Estrutura Administrativa

    R$ 17,4 Milhões em 2026: O Verdadeiro Custo da Nova Estrutura Administrativa

    Projeto prevê impacto global de R$ 3,9 milhões, incremento de R$ 1,7 milhão e custo estimado superior a R$ 17 milhões para implementação no próximo exercício

    O Anteprojeto de Lei 002/2026, enviado em regime de urgência à Câmara, redefine a estrutura administrativa do Município e apresenta nova tabela de subsídios dos cargos comissionados.

    Entre os valores fixados no Anexo I:

    • Secretário: R$ 18.002,34
    • Subsecretário: R$ 13.000,00
    • Superintendente: R$ 11.550,00
    • Diretor Técnico: R$ 9.000,00
    • Diretor-Geral: R$ 7.500,00
    • Assessor: R$ 2.900,00
    • Supervisor: R$ 1.621,00

    Na estimativa orçamentária apresentada pelo próprio Executivo, constam os seguintes números:

    • Impacto global: R$ 3.960.100,48
    • Incremento projetado: R$ 1.745.622,38
    • Custo estimado para implementação da nova estrutura em 2026: R$ 17.456.223,80

    O texto afirma que não haverá criação de despesa nova, sustentando que os recursos virão de remanejamentos internos, racionalização de despesas, encerramento do PDV e término de contratos de terceirização.

    A nova estrutura passa a produzir efeitos a partir de 1º de março de 2026.

    Os números estão no projeto.

    A discussão, agora, não é jurídica.

    É institucional.

    Uma reorganização administrativa com custo estimado superior a R$ 17 milhões exige debate público proporcional à sua dimensão.

    A pergunta que permanece é objetiva:

    Estamos diante de uma modernização da máquina ou de uma ampliação estrutural financiada por reconfiguração orçamentária?