Categoria: Política Itabuna

  • Pancadinha: Mudanças constantes aprofundam dúvidas sobre a direção do projeto político

    Pancadinha: Mudanças constantes aprofundam dúvidas sobre a direção do projeto político

    Após trajetória construída com apoio decisivo da oposição, reposicionamentos recentes e filiação ao PDT ampliam debate sobre coerência política

    A movimentação política do deputado estadual Fabrício Pancadinha tem sido marcada por ascensão rápida e mudanças recentes de posicionamento no cenário político baiano.

    Eleito vereador em Itabuna em 2020 e deputado estadual em 2022, Pancadinha construiu sua base com forte apelo popular, vindo de fora da política tradicional.

    Em 2024, deu um passo ainda maior ao disputar a Prefeitura de Itabuna como principal nome da oposição, com apoio direto do grupo liderado por ACM Neto. Nos bastidores, a candidatura foi viabilizada após articulações que envolveram a reorganização do grupo e a priorização do seu nome no projeto eleitoral.

    Após o processo eleitoral, no entanto, o deputado rompeu com esse mesmo grupo e passou a se aproximar politicamente do governador Jerônimo Rodrigues, em um movimento interpretado por analistas como reposicionamento estratégico no cenário estadual.

    Mais recentemente, a imprensa divulgou sua filiação ao PDT, reforçando uma sequência de mudanças que tem gerado debate no meio político local.

    Especialistas apontam que alterações de alinhamento fazem parte da dinâmica política. No entanto, quando ocorrem em curto espaço de tempo, especialmente após uma candidatura estruturada com apoio significativo, podem levantar questionamentos sobre coerência, direção de projeto e compromisso político.

    Até o momento, não há uma explicação pública detalhada que esclareça, de forma objetiva, os critérios que orientaram cada uma dessas mudanças.

    O caso reacende uma discussão recorrente no ambiente político:
    até que ponto a mobilidade representa estratégia… e quando passa a ser percebida como instabilidade?

  • ITABUNA: Monitores da educação inclusiva relatam 1 mês sem vale-transporte

    ITABUNA: Monitores da educação inclusiva relatam 1 mês sem vale-transporte

    Denúncia aponta falta de suporte básico a profissionais que acompanham crianças atípicas

    Um relato recebido sob sigilo levanta um alerta sobre a educação inclusiva em Itabuna.

    Segundo a denúncia, monitores que atuam com crianças atípicas estariam há cerca de um mês sem receber vale-transporte e sem qualquer previsão de pagamento.

    Se confirmado, o problema vai além do trabalhador. Afeta diretamente o funcionamento da inclusão nas escolas, já que esses profissionais são essenciais no dia a dia dos alunos.

    Sem transporte, o custo recai sobre quem já recebe pouco. E o risco é claro: descontinuidade no atendimento.

    A situação exige esclarecimento imediato:

    • O atraso é real?

    • Quantos profissionais foram afetados?

    • Quando será regularizado?

    Educação inclusiva não pode depender do bolso de quem trabalha.

  • Caminhada pelo Autismo mobiliza Itabuna neste 2 de abril

    Caminhada pelo Autismo mobiliza Itabuna neste 2 de abril

    Ação marca o Dia Mundial da Conscientização e reforça a importância da inclusão

    Itabuna será palco, nesta quarta-feira (2), de uma mobilização em defesa da inclusão e da conscientização sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA).

    A caminhada está marcada para às 14h, com saída do Jardim do Ó, reunindo famílias, apoiadores e instituições ligadas à causa.

    A iniciativa integra as ações do Dia Mundial da Conscientização do Autismo, data criada para ampliar o debate sobre diagnóstico, respeito às diferenças e garantia de direitos.

    Mais do que um ato simbólico, a mobilização chama atenção para desafios reais enfrentados diariamente, como acesso a terapias, inclusão escolar efetiva e suporte às famílias.

    Em cidades como Itabuna, onde ainda há relatos frequentes de dificuldade no atendimento especializado, movimentos como esse ganham ainda mais relevância.

    A presença da população não apenas fortalece a causa, mas também pressiona por políticas públicas mais eficientes e contínuas.

  • Paciente perde dia de trabalho após atendimento na UPA de Itabuna sem atestado médico

    Paciente perde dia de trabalho após atendimento na UPA de Itabuna sem atestado médico

    Declaração de comparecimento não foi aceita pela empresa e levanta questionamentos sobre critérios adotados na unidade

    Um paciente atendido na UPA 24h de Itabuna saiu da unidade apenas com uma declaração de comparecimento, sem atestado médico que justificasse sua ausência no trabalho. Sem o documento adequado, a empresa não reconheceu a justificativa, e o trabalhador acabou perdendo o dia.

    Segundo relato, mesmo sem estar em condições de trabalhar, o atestado foi negado. O médico teria alegado estar amparado por um decreto que restringiria a emissão do documento. Ao solicitar identificação no papel, com assinatura e CRM, o pedido também foi negado, sob a justificativa de que não seria necessário em declarações desse tipo.

    A emissão de atestado é um ato clínico, mas seus efeitos ultrapassam o ambiente da unidade de saúde. Sem esse documento, o trabalhador fica exposto a prejuízos diretos, inclusive financeiros.

    A alegação de existência de decreto que limite essa prática, sem transparência pública sobre seu conteúdo, levanta dúvidas sobre os critérios adotados no atendimento.

    Na prática, o cidadão busca atendimento público, mas sai sem respaldo formal e assume sozinho o prejuízo. A ausência de identificação do profissional no documento também dificulta qualquer tipo de verificação ou responsabilização.

    Cabe à Secretaria de Saúde esclarecer:
    • Existe norma que restrinja a emissão de atestados nas UPAs?
    • Quais critérios estão sendo adotados?
    • Quem responde pelos prejuízos causados ao trabalhador?

    Pergunta final
    Quando o atendimento público gera prejuízo direto ao cidadão, quem assume essa conta?

  • GERALDO SIMÕES NO PSOL: movimento mira coeficiente eleitoral para 2026

    GERALDO SIMÕES NO PSOL: movimento mira coeficiente eleitoral para 2026

    Filiação envolve articulação nacional, cálculo estratégico e trajetória de mais de quatro décadas na política

    A possível filiação de Geraldo Simões ao PSOL reposiciona o cenário eleitoral na Bahia com foco direto no coeficiente partidário, critério que define quantas vagas cada legenda pode alcançar na Câmara Federal.

    Com uma trajetória de aproximadamente 46 anos no Partido dos Trabalhadores, Geraldo construiu base política, exerceu mandatos e se consolidou como um dos nomes históricos da política no sul da Bahia. Sua movimentação agora ocorre em um contexto mais estratégico do que ideológico.

    A articulação teria contado com convite do deputado federal Guilherme Boulos, aliado ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e seu nome já teria sido aprovado por cerca de 86% dos membros da legenda.

    Apesar do peso político individual, o cenário exige cautela. No sistema eleitoral, nenhum candidato se elege sozinho. O desempenho depende da soma de votos de toda a federação Federação PSOL-Rede, que ainda trabalha para ampliar sua nominata.

    👉 Sem atingir o coeficiente, não há vaga
    👉 Com coeficiente, a disputa passa a ser interna

    A movimentação revela um ponto central da política atual: trajetória importa, mas, na prática eleitoral, é o conjunto que define o resultado.

    Pergunta que fica

    A experiência acumulada ao longo de décadas será suficiente para impulsionar o desempenho coletivo da federação nas eleições de 2026?

  • PEIXE DA SEMANA SANTA EM ITABUNA: relato pontual levanta necessidade de verificação sanitária

    PEIXE DA SEMANA SANTA EM ITABUNA: relato pontual levanta necessidade de verificação sanitária

    Vídeo aponta possível irregularidade e reforça importância de controle público

    A distribuição de cerca de 45 mil quilos de peixe realizada pela Prefeitura de Itabuna na Semana Santa passou a chamar atenção após a circulação de um vídeo em grupos de WhatsApp.

    Na gravação, uma cidadã relata ter identificado possíveis larvas no alimento recebido. Até o momento, trata-se de um registro individual, sem confirmação técnica ou laudo que comprove irregularidade no lote distribuído.

    Do ponto de vista técnico, a presença de larvas pode estar associada a deterioração do produto, falhas no armazenamento ou quebra da cadeia de refrigeração. Ainda assim, não é possível afirmar a causa apenas com base no vídeo, sendo necessária análise técnica.
    Transparência e controle

    Apesar da ampla divulgação da entrega, não há detalhamento público sobre critérios de aquisição, empresa fornecedora, condições de armazenamento ou controle sanitário prévio. Essas informações são essenciais para o controle social.

    Por se tratar de alimento distribuído pelo poder público, o caso, ainda que pontual, justifica verificação pelos órgãos competentes, especialmente a vigilância sanitária, para garantir a segurança da população.

    Permanece a dúvida:

    👉 trata-se de ocorrência isolada ou há necessidade de avaliação mais ampla dos lotes distribuídos?

  • Novo capítulo em Itabuna: secretário já citado em polêmica reaparece assinando lei com o prefeito, que ainda apresenta possível erro de redação

    Novo capítulo em Itabuna: secretário já citado em polêmica reaparece assinando lei com o prefeito, que ainda apresenta possível erro de redação

    Assinatura conjunta incomum, questionamento sobre nomeação e falha técnica no texto colocam nova lei sob análise pública.

    A reforma administrativa de Itabuna, publicada em 02 de março de 2026, já havia gerado debate após a nomeação de Davi Freitas Dantas Dultra para a Secretaria da Fazenda e de Verônica Silva Brandão para a Subsecretaria de Gestão e Inovação.

    O questionamento ocorreu porque o artigo 11 da Lei nº 2.755/2026 veda a nomeação de cônjuges ou parentes em cargos de direção na administração pública, conforme entendimento consolidado do Supremo Tribunal Federal.

    Agora, um novo fato coloca o caso em outro patamar.

    Na Lei nº 2.759, publicada em 30 de março de 2026, o mesmo secretário aparece assinando o ato ao lado do prefeito, mesmo sendo uma norma que trata de organização administrativa e alteração de estrutura de secretarias.

    Em regra, quem sanciona lei é o prefeito. A participação de secretários exige fundamento claro, sobretudo quando o tema não está diretamente ligado à sua pasta.

    A pergunta é objetiva: qual o papel do Secretário da Fazenda na assinatura de uma lei de reorganização administrativa?

    Há ainda um terceiro ponto que agrava o cenário. A própria lei apresenta possível falha de redação, ao citar um número de lei na ementa e outro diferente no corpo do texto. Esse tipo de inconsistência não é detalhe, pois compromete a clareza e a segurança jurídica do ato.

    Mas é legítimo questionar:
    há rigor técnico na aplicação da nova reforma administrativa ou as exceções já começaram a aparecer logo nos primeiros atos?

  • SAÚDE BUCAL EM ITABUNA: quem autoriza, quem paga e sob qual respaldo legal esses serviços estão sendo executados?

    SAÚDE BUCAL EM ITABUNA: quem autoriza, quem paga e sob qual respaldo legal esses serviços estão sendo executados?

    Relato aponta pagamentos informais e ausência de garantia em consertos de equipamentos odontológicos

    A estrutura da saúde bucal de Itabuna, que já apresenta fragilidades reconhecidas no próprio Plano Municipal de Saúde, passa agora a ser alvo de uma denúncia ainda mais sensível.

    De acordo com relato encaminhado, não haveria empresa formalmente contratada para a manutenção dos equipamentos odontológicos. Quando surgem defeitos, os reparos estariam sendo realizados por um técnico acionado de forma informal, com pagamentos intermediados por uma servidora vinculada à Secretaria de Saúde.

    Segundo a denúncia, os valores seriam repassados para conta pessoal dessa servidora, que ficaria responsável por efetuar o pagamento ao prestador do serviço. Outro ponto crítico relatado é a ausência de garantia nos consertos, o que pode gerar novos custos recorrentes em curto prazo.

    Caso confirmada, a situação levanta questionamentos relevantes:

    • Onde está o contrato formal de manutenção?

    • Como esses pagamentos estão sendo operacionalizados?

    • Existe emissão de nota fiscal, controle e rastreabilidade desses serviços?

    • Por que o município não dispõe de cobertura técnica regular para equipamentos essenciais?

    Equipamentos odontológicos inoperantes impactam diretamente o atendimento nas unidades básicas de saúde, comprometendo desde procedimentos simples até o encaminhamento de casos mais complexos.

    A legislação que rege a administração pública exige legalidade, transparência e formalização das despesas. Situações que destoam desse fluxo demandam esclarecimento imediato.

  • Novos cargos de “Supervisor de Bairros” colocam em xeque a prioridade administrativa em Itabuna

    Novos cargos de “Supervisor de Bairros” colocam em xeque a prioridade administrativa em Itabuna

    Nomeações se multiplicam enquanto população enfrenta falhas nos serviços básicos

    Uma série de decretos publicados pela Prefeitura de Itabuna nos dias 23 e 24 de março de 2026 revela a nomeação de diversos cargos comissionados para a função de Supervisor de Bairros, vinculados à Secretaria Municipal de Governo.

    As nomeações têm como base a Lei Municipal nº 2.755/2026, que reorganizou a estrutura administrativa do município e ampliou a possibilidade de cargos comissionados.

    Na prática, o município passa a ter vários supervisores nomeados ao mesmo tempo, enquanto a população relata problemas recorrentes como falta de água, buracos nas ruas e ausência de manutenção básica em diversos bairros.

    A função, em tese, deveria aproximar a gestão das demandas locais. No entanto, diante da realidade enfrentada pela população, surge um questionamento inevitável:

    essas nomeações estão resultando em solução concreta ou apenas ampliando a estrutura política da gestão?

    Em ano eleitoral, decisões administrativas como essa exigem ainda mais transparência, eficiência e demonstração clara de resultados.

  • Justiça confirma irregularidades em nomeações e expõe risco de “gabinete fantasma” em Itabuna

    Justiça confirma irregularidades em nomeações e expõe risco de “gabinete fantasma” em Itabuna

    Decisão do TJ-BA aponta indícios de abuso de poder, desvio de finalidade e esvaziamento de órgão público

    O Tribunal de Justiça da Bahia confirmou, por unanimidade, decisão que reconhece irregularidades nas nomeações realizadas no gabinete do vice-prefeito de Itabuna.

    Segundo o acórdão, há indícios claros de abuso de poder, desvio de finalidade e nomeações incompatíveis com o interesse público, com situações em que servidores foram nomeados, mas não compareciam ao trabalho, permanecendo mesmo assim na folha de pagamento. 

    A decisão também aponta um cenário considerado “excepcional”, com exonerações seguidas de novas nomeações para os mesmos cargos, o que pode caracterizar esvaziamento funcional do órgão e comprometer o funcionamento da administração pública. 

    Apesar de reconhecer que o prefeito tem competência para nomear cargos comissionados, o Tribunal foi claro: essa competência não é absoluta e deve respeitar os princípios da legalidade, moralidade e finalidade pública.

    Na prática, o Judiciário determinou que as nomeações no gabinete do vice-prefeito devem ter vínculo com a indicação do próprio titular do órgão, como forma de evitar distorções administrativas.

    O que está em jogo não é política. É o uso da máquina pública.

    Quando a Justiça precisa intervir para garantir que servidores trabalhem de fato, o problema deixou de ser administrativo e passou a ser estrutural.