Categoria: Política Itabuna

  • Charliane Sousa confirma pré-candidatura a deputada estadual e reforça alinhamento com projeto de oposição na Bahia

    Charliane Sousa confirma pré-candidatura a deputada estadual e reforça alinhamento com projeto de oposição na Bahia

    A ex-vereadora de Itabuna Charliane Sousa confirmou sua pré-candidatura a deputada estadual nas eleições de 2026. Filiada ao Republicanos, ela afirmou que disputará uma vaga na Assembleia Legislativa da Bahia ao lado do senador Ângelo Coronel e integrando o grupo político liderado por ACM Neto.

    O anúncio marca um novo momento de sua trajetória política, construída ao longo dos últimos anos como vereadora, contadora e comunicadora. Charliane destaca que a decisão é resultado de diálogo com lideranças estaduais e da convicção de que pode contribuir para ampliar a representação do sul da Bahia no Legislativo.

    Neste fim de semana, durante agendas realizadas em Itabuna e Canavieiras, Charliane esteve ao lado do senador Ângelo Coronel, do ex-prefeito de Salvador ACM Neto, do prefeito de Salvador Bruno Reis e do ex-prefeito de Feira de Santana José Ronaldo, além de prefeitos, vereadores, ex-vereadores, dirigentes partidários e diversas lideranças regionais.

    Segundo Charliane, o momento representa mais do que uma definição eleitoral.

    “Quem acompanha minha trajetória sabe que minhas decisões sempre foram pautadas pelo que acredito. A política precisa ser feita com responsabilidade, presença e compromisso com as pessoas. É esse propósito que levo para esse novo desafio.”

    A pré-candidata afirma que pretende construir uma campanha baseada na escuta da população e na defesa de pautas voltadas ao fortalecimento dos municípios do interior, com atenção especial às áreas de saúde, infraestrutura, desenvolvimento regional, geração de empregos e valorização das mulheres na política.

    A presença de Charliane nas agendas políticas do fim de semana também reforçou sua integração ao grupo de oposição na Bahia, que já iniciou as articulações visando as eleições de 2026. Lideranças presentes destacaram a importância da participação de novos nomes com experiência administrativa e atuação regional para ampliar o debate sobre o futuro do estado.

    Com a confirmação da pré-candidatura, Charliane Sousa inicia uma nova etapa de sua caminhada política, defendendo uma atuação próxima da população e comprometida com o desenvolvimento da Bahia, especialmente do sul e extremo sul do estado.

  • Bruno Reis e José Ronaldo participam de encontro com lideranças políticas em Itabuna

    Bruno Reis e José Ronaldo participam de encontro com lideranças políticas em Itabuna

    O prefeito de Salvador, Bruno Reis, e o prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo, participaram na manhã deste sábado (11) de um café da manhã com lideranças políticas no Hotel Tarik Fontes, em Itabuna. O encontro reuniu representantes de diversos municípios do sul da Bahia e integrou a agenda dos dois prefeitos antes do compromisso previsto na região..

    Estiveram presentes vereadores, ex-vereadores, ex-prefeitos, presidentes de partidos políticos, além de pré-candidatos a deputado estadual e deputado federal, em um momento de diálogo sobre o cenário político baiano e as articulações voltadas às eleições de 2026.

    Entre os participantes estavam o ex-prefeito de Itabuna, Capitão Azevedo, a ex-vereadora Charliane Sousa, os vereadores Danilo Freitas (PL) e Ricardo Xavier (Cidadania), o ex-vereador Israel Cardoso, além do Professor Max e da Professora Cleonice.

    Também participaram os presidentes de partidos Chico França (PL), João Preto (Mobiliza), Solon Pinheiro (PSDB de Itabuna), o presidente do PSDB de Arataca, José Carlos Trindade (Republicanos) e Valdir Catarino (Partido Novo).

    A reunião contou ainda com a presença da vice-prefeita de Buerarema, Thaiane Pereira, do vereador Pepinho, de Itapé, do ex-prefeito de Buerarema, Vinícius Ibrann, do ex-prefeito de Ubaitaba, Alexandre Almeida, do ex-secretário municipal Humberto Mattos, além de outras lideranças políticas e comunitárias da região.

    Os prefeitos de Ilhéus, Valderico Júnior, e de Ibicaraí, Monalisa Tavares, tiveram as ausências justificadas em razão de outros compromissos previamente agendados.

    Durante o encontro, Bruno Reis e José Ronaldo concederam entrevista à imprensa e destacaram a importância do diálogo entre as lideranças políticas, da aproximação entre os municípios e da construção de um projeto para o futuro da Bahia.

    A agenda também reuniu jornalistas, radialistas, blogueiros e profissionais da comunicação, proporcionando um momento de interação com a imprensa e debates sobre o cenário político estadual.

    O encontro reforçou a movimentação das lideranças políticas do interior baiano em torno das articulações para 2026 e evidenciou Itabuna como um importante ponto de encontro para discussões sobre os rumos da política no estado.

  • Ponto de ônibus na Rua de Palha expõe abandono e coloca passageiros em situação de risco

    Ponto de ônibus na Rua de Palha expõe abandono e coloca passageiros em situação de risco

    Moradores da Rua de Palha, na zona oeste de Itabuna, denunciam as condições precárias de um ponto de ônibus localizado às margens da BR-415. Sem abrigo, cercado por mato alto, lixo e entulho, o local obriga passageiros a aguardarem o transporte expostos ao sol, à chuva e a riscos de acidentes.

    As imagens enviadas ao Blog Entre Nós mostram que o ponto é identificado apenas por uma placa de sinalização. Ao redor, há vegetação sem manutenção, garrafas quebradas, restos de materiais de construção e terreno irregular, dificultando o acesso, principalmente para idosos, crianças e pessoas com deficiência.

    O morador Nilsinho, que registrou a situação em vídeo e autorizou a divulgação de seu nome, relata a indignação da comunidade:

    “Olá, meus amigos. Aqui é Nilsinho para mostrar mais uma vez esse descaso. Isso aqui é o ponto de ônibus da Rua de Palha. Olha aí, fica dentro do mato, no meio do lixo. É assim que o povo de Itabuna é tratado. Aqui você tem que ficar no sol, na chuva e ainda se protegendo para não ser picado por cobras e escorpiões, ou furar os pés em uma garrafa de vidro ou em um vergalhão. Essa é a realidade do povo da zona oeste da cidade.”

    A denúncia levanta um questionamento importante sobre a responsabilidade pela manutenção do local. Embora o ponto esteja situado na BR-415, uma rodovia federal, o transporte coletivo urbano é de competência do Município, enquanto intervenções na faixa de domínio da rodovia dependem do DNIT. Em muitos casos, a conservação dos abrigos ocorre por meio de cooperação entre os dois órgãos.

    Diante da situação, algumas perguntas precisam ser respondidas:

    • Quem é o responsável pela manutenção desse ponto de ônibus?
    • Existe convênio entre a Prefeitura de Itabuna e o DNIT para conservação dos pontos localizados na BR-415?
    • Há previsão para instalação de um abrigo que ofereça segurança e dignidade aos passageiros?

    Enquanto essas respostas não chegam, moradores continuam esperando o ônibus em um espaço que, pelas imagens, está longe de oferecer as condições mínimas de segurança e conforto esperadas para um serviço público essencial.

  • Paciente vomitando sangue e longa espera no Hospital de Base de Itabuna geram indignação

    Paciente vomitando sangue e longa espera no Hospital de Base de Itabuna geram indignação

    Um vídeo gravado na recepção do Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães, em Itabuna, tem repercutido nas redes sociais e levantado questionamentos sobre o atendimento prestado na unidade.

    Nas imagens, um homem aparece sentado em uma cadeira de rodas, visivelmente debilitado. Segundo o relato de quem grava o vídeo, o paciente estaria há mais de cinco horas aguardando atendimento e apresentando episódios de vômito com sangue.

    Na gravação, a pessoa afirma:

    “O rapaz tem mais de cinco horas de relógio. Olha lá, vomitando sangue. Ninguém é atendido aqui na sala de base. Lotado. É descaso.”

    A denúncia rapidamente ganhou repercussão nas redes sociais, onde internautas cobraram explicações da direção do hospital e providências para reduzir o tempo de espera em casos considerados graves.

    Até o momento, não há confirmação oficial sobre o quadro clínico do paciente, nem sobre o tempo exato de permanência na unidade antes do atendimento. Também não foi divulgada, até a publicação desta reportagem, uma manifestação oficial do Hospital de Base esclarecendo as circunstâncias do caso.

    O episódio chama a atenção sobre a superlotação enfrentada por hospitais de urgência e emergência, especialmente por unidades que atendem pacientes de dezenas de municípios da região. Em situações envolvendo sintomas potencialmente graves, como hematêmese (vômito com sangue), o protocolo de classificação de risco deve definir a prioridade do atendimento, independentemente da ordem de chegada.

  • Interbairros começa sob polêmicas após fratura grave, debate sobre ambulâncias e WO

    Interbairros começa sob polêmicas após fratura grave, debate sobre ambulâncias e WO

    O Campeonato Interbairros de Itabuna começou cercado por polêmicas que colocam em debate tanto a segurança dos atletas quanto a condução da competição. Logo na rodada de abertura, um jogador do Nova Itabuna sofreu uma fratura grave na perna durante a partida, precisou ser socorrido por uma ambulância e encaminhado para atendimento médico.

    O episódio rapidamente repercutiu entre dirigentes, atletas e torcedores. Em grupos de WhatsApp ligados ao futebol amador, o acidente deu início a uma discussão sobre a estrutura disponibilizada para atender emergências durante os jogos.

    Em um dos áudios obtidos pela reportagem, um dirigente afirma que vem alertando há tempos sobre a necessidade de garantir atendimento médico adequado em todas as partidas.

    “Toda partida oficial de futebol tem que existir, no mínimo, uma ambulância. Os árbitros só deveriam autorizar o início do jogo com essa estrutura garantida.”

    O mesmo dirigente relembra que, dias antes, durante uma partida no Campo do Parque Boa Vista, outro atleta teria sofrido um choque na cabeça e precisado ser levado em um veículo particular por não haver ambulância disponível naquele momento.

    Outro participante da conversa concorda com a preocupação e defende que, diante da quantidade de jogos simultâneos, o município mantenha ambulâncias de prontidão para atender imediatamente qualquer ocorrência, reduzindo o tempo de resposta em situações graves.

    As manifestações reacendem um debate importante: qual é o protocolo adotado pela organização do Interbairros para atendimento médico durante as partidas? Existe ambulância exclusiva em cada campo? Ou apenas uma equipe de sobreaviso para atender toda a rodada?

    WO amplia as controvérsias

    Como se a preocupação com a segurança dos atletas não bastasse, outra polêmica marcou a abertura da competição.

    Segundo informações divulgadas por participantes do campeonato, a equipe do Ribeirão Seco perdeu por WO para o Daniel Gomes após não conseguir comprovar que seus atletas atendiam aos requisitos previstos no regulamento para participação na competição.

    Nos mesmos áudios, dirigentes afirmam que outras equipes também estariam utilizando jogadores em situação semelhante. Caso essas alegações sejam confirmadas e recursos sejam apresentados, o campeonato poderá enfrentar novos questionamentos e até alterações nos resultados já homologados.

    Até o momento, entretanto, essas acusações representam relatos de participantes e não foram oficialmente confirmadas pela organização do torneio.

    Perguntas que precisam ser respondidas

    Os acontecimentos do primeiro dia deixam uma série de questionamentos que interessam não apenas aos clubes, mas também à população que acompanha o maior campeonato de futebol amador da cidade:

    • Qual é o protocolo oficial de atendimento médico do Interbairros?
    • Quantas ambulâncias estavam disponíveis para atender todas as partidas da rodada?
    • Os árbitros recebem orientação para não iniciar jogos sem a estrutura mínima de atendimento?
    • O regulamento sobre a inscrição de atletas está sendo aplicado de forma igual para todas as equipes?
    • A organização pretende revisar os procedimentos para evitar novos episódios como o registrado na abertura do campeonato?
  • Augusto Castro quer fortalecer Manoel ou proteger seus possíveis sucessores? A antecipação da eleição da Câmara abre novas leituras para 2028.

    Augusto Castro quer fortalecer Manoel ou proteger seus possíveis sucessores? A antecipação da eleição da Câmara abre novas leituras para 2028.

    A notícia publicada pelo Bahia Notícias, de que o presidente da Câmara de Itabuna, Manoel Porfírio (PT), já articula sua recondução ao comando do Legislativo com o apoio do prefeito Augusto Castro (PSD), movimentou os bastidores da política local e abriu espaço para uma discussão que vai muito além da eleição da Mesa Diretora.

    Embora a justificativa oficial seja garantir estabilidade e evitar disputas internas, a antecipação da sucessão da Câmara também pode revelar parte da estratégia política do grupo governista para a corrida eleitoral de 2028.

    Na política, dificilmente um movimento acontece por apenas um motivo.

    Se Augusto Castro realmente pretende construir um sucessor dentro do seu grupo, faz sentido preservar nomes que hoje aparecem como potenciais candidatos à Prefeitura. Permanecer distante da presidência da Câmara significa ficar menos exposto às crises do Legislativo, aos desgastes naturais da atividade parlamentar e às cobranças diárias da população.

    Enquanto isso, quem ocupa a presidência assume o ônus de administrar conflitos entre vereadores, pautas polêmicas, desgaste institucional e embates políticos. É uma vitrine, mas também um dos cargos de maior desgaste da política municipal.

    Sob essa ótica, manter Manoel Porfírio na presidência poderia significar, ao mesmo tempo, preservar outros nomes para uma disputa futura.

    Mas essa não é a única leitura possível.

    Também existe a hipótese de que Augusto Castro esteja justamente fortalecendo Manoel. Permanecer por mais um mandato no comando da Câmara amplia seu poder de articulação, aumenta sua visibilidade política e o coloca no centro das principais decisões do município. Caso isso ocorra, Manoel pode sair ainda mais fortalecido para disputar espaços maiores no futuro.

    Há outro fator que chama atenção.

    Ao antecipar a eleição da Mesa Diretora, o governo reduz o tempo para que eventuais adversários internos construam uma candidatura alternativa. Na prática, uma definição antecipada tende a consolidar a base governista e diminuir o risco de disputas públicas que possam desgastar o grupo às vésperas das eleições de 2026.

    Esse movimento também influencia diretamente a sucessão municipal.

    Com a presidência da Câmara praticamente definida, o debate político passa a se concentrar em outra pergunta: quem será o verdadeiro escolhido de Augusto Castro para disputar a Prefeitura em 2028?

    Nos bastidores, nomes como Andrea Castro, Tales e outras lideranças governistas continuam sendo citados com frequência. No entanto, até o momento, o prefeito evita sinalizações públicas sobre sua preferência.

    A estratégia, se realmente existir, parece privilegiar o silêncio. Quanto menos definições agora, menor o risco de antecipar conflitos dentro da própria base.

    É importante destacar que todas essas análises decorrem da observação do cenário político e dos movimentos públicos já conhecidos. Não há qualquer confirmação oficial de que essa seja a estratégia adotada pelo prefeito.

    Ainda assim, uma conclusão parece inevitável: a antecipação da eleição da Câmara dificilmente interessa apenas ao Legislativo. Em Itabuna, cada movimento realizado hoje parece ser uma peça colocada no tabuleiro da sucessão de 2028.

    E, como ensina a própria política, muitas vezes a jogada mais importante não é aquela que coloca alguém em evidência, mas a que mantém os verdadeiros candidatos fora do desgaste até o momento certo.

  • Tribunal coloca repasses de Itabuna ao CONEP sob investigação e exige explicações da Prefeitura

    Tribunal coloca repasses de Itabuna ao CONEP sob investigação e exige explicações da Prefeitura

    O destino de recursos públicos enviados pela Prefeitura de Itabuna ao Consórcio Nacional de Inovação e Eficiência Pública (CONEP) passa a ser alvo de uma investigação do Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia (TCM-BA). Em decisão cautelar, o Tribunal determinou a suspensão imediata de novos repasses ao consórcio e notificou 21 municípios, entre eles Itabuna, para apresentar documentos e justificativas sobre a relação mantida com a entidade.

    Embora a medida não represente uma condenação ou o reconhecimento de irregularidades por parte do município, ela demonstra que o TCM identificou indícios considerados suficientes para interromper preventivamente a transferência de recursos públicos até que todos os fatos sejam esclarecidos.

    O ponto central da investigação vai além dos pagamentos realizados. Segundo o Tribunal, o antigo Consórcio de Tecnologia dos Municípios (CTM) passou por uma profunda transformação e foi convertido no CONEP, ampliando significativamente suas áreas de atuação. Os auditores questionam se essa mudança poderia produzir efeitos para os municípios sem que novas leis municipais fossem aprovadas pelas respectivas Câmaras de Vereadores ratificando o novo estatuto e as novas competências do consórcio.

    Além disso, a área técnica do TCM apontou dúvidas sobre a regularidade da assembleia que aprovou as alterações estatutárias, a previsão de débitos automáticos nas contas das prefeituras para pagamento das contribuições e a ausência de regularidade cadastral e de prestações de contas do consórcio durante parte do período analisado. Esses fatores motivaram a concessão da medida cautelar.

    No caso de Itabuna, a decisão faz surgir uma série de perguntas de evidente interesse público.

    Até o momento, não foram amplamente divulgados quais contratos a Prefeitura mantém ou manteve com o CONEP, quanto já foi repassado ao consórcio, quais serviços foram efetivamente contratados e quais resultados concretos essas contratações produziram para a população.

    O próprio Tribunal determinou que os municípios apresentem, no prazo de 20 dias, contratos de rateio, extratos bancários, notas de empenho, comprovantes de pagamento, leis municipais relacionadas à participação no consórcio e outros documentos capazes de demonstrar a legalidade dos repasses realizados.

    Diante desse cenário, algumas perguntas permanecem sem resposta:

    • Quanto dinheiro público de Itabuna já foi destinado ao CONEP?
    • Quais secretarias municipais utilizaram os serviços do consórcio?
    • Quais projetos ou ações foram executados por meio dessa parceria?
    • A adesão ao novo formato do consórcio foi devidamente autorizada pelo Poder Legislativo municipal?
    • A Prefeitura pretende manter essa parceria após a decisão do Tribunal?

    Essas respostas serão fundamentais para que a sociedade compreenda a extensão da relação entre o município e o consórcio.

    É importante destacar que a decisão do TCM não conclui que houve irregularidade por parte da Prefeitura de Itabuna. O processo ainda está em fase de instrução, e o município terá oportunidade de apresentar sua defesa e toda a documentação solicitada

  • Qual cargo autoriza Marquinhos do Parque Boa Vista a intermediar atendimentos dentro do Hospital de Base?

    Qual cargo autoriza Marquinhos do Parque Boa Vista a intermediar atendimentos dentro do Hospital de Base?

    Um vídeo divulgado nas redes sociais por Marcos Alves, conhecido popularmente como Marquinhos do Parque Boa Vista, levantou um questionamento que vai além da boa vontade em ajudar pessoas. A gravação mostra o líder comunitário circulando por áreas internas do Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães e afirma que sua presença na unidade é constante para acompanhar demandas de pacientes.

    Em determinado momento, ele declara:

    “Constantemente estamos no Hospital de Base acompanhando algumas demandas da população e buscando encaminhamentos para quem mais precisa. Porque cuidar das pessoas vai muito além de um cargo.”

    A fala e as imagens despertam uma pergunta de interesse coletivo: qual cargo ou vínculo autoriza Marquinhos do Parque Boa Vista a intermediar demandas de pacientes dentro do principal hospital público de Itabuna?

    A dúvida não diz respeito ao ato de ajudar pessoas, atitude que qualquer cidadão pode exercer. O ponto central é outro: há autorização institucional para esse tipo de atuação ou trata-se de uma influência política exercida dentro de um equipamento público de saúde?

    Hospital convive com reclamações constantes

    O Hospital de Base é referência para dezenas de municípios do sul da Bahia e, ao mesmo tempo, convive com frequentes reclamações sobre demora em atendimentos, filas para cirurgias, exames e dificuldades enfrentadas por pacientes e familiares.

    Nesse contexto, causa estranheza que uma pessoa sem função pública conhecida na administração da unidade apareça transitando livremente pelos corredores internos e afirmando que acompanha casos e busca encaminhamentos.

    Se existe um canal oficial para esse tipo de atuação, ele precisa ser conhecido pela população. Caso contrário, abre-se espaço para a percepção de que alguns pacientes podem depender da intervenção de agentes políticos ou lideranças comunitárias para terem suas demandas agilizadas.

    Diante dos fatos, permanecem alguns questionamentos que interessam diretamente à população:

    • Marcos Alves possui algum cargo ou função oficial no Hospital de Base?
    • Existe autorização formal para seu acesso às áreas internas da unidade?
    • Quem autorizou sua atuação no acompanhamento e encaminhamento de pacientes?
    • Há algum programa institucional que permita a líderes comunitários exercer essa função?
    • Outros representantes comunitários possuem o mesmo acesso?
    • Os encaminhamentos realizados por Marcos seguem critérios técnicos e administrativos ou decorrem de influência política?

    Essas perguntas não têm o objetivo de desqualificar o trabalho de quem presta auxílio à comunidade. Pelo contrário, buscam garantir que o acesso aos serviços públicos de saúde ocorra de forma transparente, impessoal e igualitária para todos os cidadãos.

    Em um hospital que diariamente atende milhares de pessoas e enfrenta desafios históricos relacionados à demanda por atendimentos, a sociedade tem o direito de saber quem pode intermediar solicitações dentro da unidade, com base em qual autorização e sob quais critérios.

  • Não respondeu nem olhou na nossa cara”, dizem jovens artistas após abordarem Augusto Castro vendendo paçocas para financiar álbum

    Não respondeu nem olhou na nossa cara”, dizem jovens artistas após abordarem Augusto Castro vendendo paçocas para financiar álbum

    Um vídeo que começou a circular nas redes sociais nesta sexta-feira (3) mostra dois jovens artistas abordando o prefeito de Itabuna, Augusto Castro, enquanto vendiam paçocas por R$ 1 para arrecadar recursos destinados à gravação de um álbum.

    Durante a abordagem, os jovens se apresentam de forma educada e explicam o motivo da venda.

    “A gente é artista. Estamos tentando custear nosso álbum até o final do ano. Pra isso, estamos vendendo essas paçocas por um real. Queria saber se algum de vocês teria interesse em adquirir alguma?”

    Enquanto fazem a apresentação, as imagens mostram o prefeito permanecendo com a atenção voltada para o celular durante toda a interação registrada. Em nenhum momento do vídeo há resposta direta de Augusto Castro ou contato visual com os jovens.

    A negativa à compra parte de pessoas que o acompanhavam. Mesmo sem sucesso na venda, os artistas agradecem pela atenção e deixam o local dizendo: “Valeu, prefeito.”

    Após a abordagem, um dos jovens resume a experiência:

    “Ele continuou mexendo no celular. Não respondeu nem olhou na nossa cara.”

    A cena rapidamente ganhou repercussão nas redes sociais, dividindo opiniões. Para alguns internautas, o episódio representa uma oportunidade perdida de demonstrar atenção e respeito a jovens que buscavam, por meio do trabalho, viabilizar um projeto artístico. Outros defendem que ninguém é obrigado a adquirir um produto durante uma abordagem.

    Independentemente das interpretações, o vídeo reacende uma reflexão sobre o papel simbólico ocupado por agentes públicos. Em muitos casos, mais do que um gesto financeiro, a expectativa da população é por uma demonstração de atenção, escuta e respeito, especialmente quando se trata de trabalhadores que buscam sustentar seus sonhos de forma digna.

    O episódio mostra que, às vezes, um minuto de atenção pode ter um impacto muito maior do que o valor de uma paçoca de R$ 1.

  • “Esqueceram da gente”: pacientes do TFD denunciam que ficaram para trás em Salvador após transporte sair sem eles

    “Esqueceram da gente”: pacientes do TFD denunciam que ficaram para trás em Salvador após transporte sair sem eles

    Pacientes do Tratamento Fora do Domicílio (TFD) de Itabuna denunciam ter vivido momentos de angústia em Salvador após, segundo eles, o transporte disponibilizado pela Prefeitura deixar a capital sem levá-los de volta ao município.

    Os relatos foram encaminhados à redação por meio de áudios gravados pelos próprios pacientes. Nas mensagens, eles afirmam que aguardavam o retorno desde a última segunda-feira, quando foram surpreendidos com a informação de que uma van já havia saído levando pacientes hospedados em outra casa de apoio.

    “Você acredita que a Prefeitura mandou a van e levou o pessoal da outra casa de apoio? A gente está aqui desde segunda-feira e disseram que nosso nome nem estava na lista.”

    A denúncia chama atenção porque envolve pessoas que estão fora de casa em busca de tratamento médico, muitas delas debilitadas e totalmente dependentes da estrutura oferecida pelo município para conseguir retornar a Itabuna.

    Em outro áudio, um dos pacientes relata que tentou contato com os responsáveis pelo transporte e com a administração da casa de apoio, mas afirma não ter conseguido uma solução imediata.

    “Eu falei com o transporte, tentei ligar para a responsável da casa de apoio. Quando eu marcar outra viagem vou falar tudo isso lá. Se não resolver, vou fazer reclamação na Ouvidoria.”

    Outro trecho demonstra a incerteza vivida pelos pacientes, que permaneceram sem qualquer confirmação sobre quando conseguiriam voltar para casa.

    “Disseram que o motorista veio buscar o pessoal, mas nós continuamos aqui sem saber se vamos hoje ou não.”

    Mais do que uma falha de logística, o episódio expõe a vulnerabilidade de quem depende do Tratamento Fora do Domicílio. Para pacientes que enfrentam consultas, exames e procedimentos médicos longe de casa, permanecer sem informações e sem transporte representa desgaste físico, emocional e insegurança.

    Quando um paciente afirma “esqueceram da gente”, a reclamação vai além de um atraso. Ela revela a sensação de abandono vivida por pessoas que, naquele momento, dependem exclusivamente do poder público para retornar ao convívio de suas famílias.