Categoria: Política Itabuna

  • MP aciona TCM e pede redução de cachês do Ita Pedro 2026 em Itabuna

    MP aciona TCM e pede redução de cachês do Ita Pedro 2026 em Itabuna

    Representação questiona valores de artistas, cobra transparência nos contratos e pode impactar pagamentos do evento

    O Ministério Público da Bahia (MPBA) acionou o Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) pedindo a redução de cachês artísticos contratados para o Ita Pedro 2026, em Itabuna. A representação foi protocolada pela promotora de Justiça Rafaella Silva Carvalho e solicita medida cautelar para impedir pagamentos considerados acima dos parâmetros técnicos utilizados pelos órgãos de controle.

    Segundo o MP, o objetivo é garantir economicidade no uso dos recursos públicos e ampliar a transparência das contratações realizadas para um dos maiores eventos do interior da Bahia.

    De acordo com as informações apresentadas pelo próprio Município ao Ministério Público, o investimento previsto apenas com atrações artísticas é de aproximadamente R$ 12,8 milhões. Desse total, 82% seriam provenientes do Ministério do Turismo, 16% de recursos municipais e 2% de patrocínio privado.

    A representação afirma que uma análise comparativa dos cachês praticados em festas juninas de 2025, atualizados pelo IPCA, identificou aumentos acima da inflação para alguns artistas contratados. Entre os casos citados estão João Gomes, Natanzinho Lima, Dorgival Dantas, Pablo, Thiago Aquino e Gusttavo Lima.

    Além da discussão sobre os valores, o Ministério Público também cobra maior transparência. Segundo a promotoria, faltando menos de 30 dias para o evento, apenas um dos contratos artísticos havia sido localizado no Portal Nacional de Contratações Públicas (PNCP), situação que, na avaliação do órgão, dificulta o acompanhamento da sociedade e dos órgãos fiscalizadores.

    O MP pede ainda que sejam apresentados os processos administrativos que justificaram as contratações por inexigibilidade de licitação, especialmente nos contratos de maior valor.

    A Prefeitura de Itabuna e a Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania (FICC) ainda poderão apresentar esclarecimentos técnicos e jurídicos para demonstrar a compatibilidade dos preços contratados e o cumprimento das exigências legais.

    O caso agora passa a ser acompanhado pelo Tribunal de Contas dos Municípios, que poderá analisar os pedidos formulados pelo Ministério Público e decidir sobre eventuais medidas.

    A pergunta que fica

    Por que, faltando poucas semanas para o Ita Pedro, os contratos ainda não foram integralmente disponibilizados para consulta pública?

    Essa é uma resposta que a população de Itabuna tem o direito de acompanhar de perto.

  • Um dos maiores bairros de Itabuna fazendo bingo para recuperar uma quadra pública

    Um dos maiores bairros de Itabuna fazendo bingo para recuperar uma quadra pública

    Enquanto a Prefeitura amplia a estrutura do esporte e prevê milhões para o setor, moradores da Califórnia recorrem à arrecadação popular para tentar recuperar um espaço de lazer da comunidade

    Um anúncio divulgado nos últimos dias chamou atenção em Itabuna: moradores do bairro Califórnia estão organizando um bingo beneficente para arrecadar recursos destinados à recuperação da quadra poliesportiva da comunidade.

    O fato, por si só, demonstra união e mobilização popular. Mas também levanta uma pergunta inevitável:

    Por que uma das maiores comunidades da cidade precisa fazer bingo para recuperar uma quadra pública?

    Recentemente, o município aprovou a criação da FITEL, Fundação Itabunense de Esportes e Lazer. A justificativa da gestão é ampliar a autonomia administrativa da área esportiva, facilitar a captação de recursos e melhorar a execução de projetos.

    O discurso é positivo.

    Mas a realidade observada por muitos moradores parece apontar para outra necessidade mais urgente: a manutenção dos equipamentos esportivos já existentes.

    A própria Lei Orçamentária de 2026 prevê aproximadamente R$ 11,7 milhões para a área de esportes, sendo cerca de R$ 7 milhões provenientes de operação de crédito, ou seja, recursos obtidos por meio de endividamento público.

    Diante desses números, a iniciativa da comunidade da Califórnia acaba provocando uma reflexão legítima:

    Quantas quadras esportivas dos bairros receberam investimentos efetivos nos últimos anos?

    A discussão não diminui o mérito dos moradores que estão se organizando.

    Pelo contrário.

    Mostra uma comunidade que decidiu agir diante de uma necessidade concreta.

    O que chama atenção é que a arrecadação popular surge justamente em um momento em que o município amplia sua estrutura esportiva, cria uma fundação específica para o setor e passa a contar com um orçamento cada vez mais robusto.

    A questão, portanto, não é o bingo.

    A questão é saber se os investimentos públicos estão chegando onde a população mais precisa.

    Porque quando moradores precisam organizar eventos para recuperar um patrimônio público, o debate deixa de ser apenas sobre esporte.

    Passa a ser sobre prioridades, planejamento e resultados.

    E a pergunta que permanece é simples:

    Se a comunidade está fazendo sua parte, o poder público está fazendo a dele?

  • Quantos acidentes ainda serão necessários para que a estrada de Mutuns receba uma solução definitiva?

    Quantos acidentes ainda serão necessários para que a estrada de Mutuns receba uma solução definitiva?

    Passageiros precisaram deixar o veículo em meio ao susto. Acidente reacende debate sobre a segurança de quem depende diariamente da via rural.

    Moradores de Mutuns viveram momentos de tensão após um ônibus do transporte coletivo ficar parcialmente tombado às margens da estrada que dá acesso à comunidade.

    Imagens registradas no local mostram o veículo inclinado para fora da pista, enquanto passageiros precisavam sair pelas janelas para deixar o ônibus em segurança. O acidente causou medo entre os ocupantes e mobilizou moradores que ajudaram no local.

    Até o momento, não há informações de feridos graves.

    O episódio, porém, vai além do susto.

    A estrada de Mutuns é a principal ligação da comunidade com a área urbana de Itabuna. Por ela passam diariamente trabalhadores, estudantes, produtores rurais, pacientes em busca de atendimento médico e usuários do transporte coletivo.

    Nos últimos anos, a via recebeu serviços de manutenção e terraplanagem anunciados pelo município. Mesmo assim, a ocorrência levanta uma preocupação inevitável:

    As intervenções realizadas têm sido suficientes para garantir segurança a quem utiliza a estrada todos os dias?

    As imagens do ônibus inclinado às margens da pista chamam atenção justamente porque envolvem um serviço essencial. Quando um veículo de transporte coletivo perde estabilidade em uma estrada pública, o problema deixa de ser apenas operacional e passa a ser uma questão de interesse coletivo.

    A população de Mutuns não depende daquela estrada para lazer ou eventual deslocamento. Ela depende da via para trabalhar, estudar, produzir e acessar serviços básicos.

    Mais do que identificar as causas específicas do acidente, o episódio reforça a necessidade de uma discussão sobre investimentos duradouros na infraestrutura da região.

    Porque o que assustou os passageiros nesta semana não foi apenas o risco de um tombamento.

    Foi a sensação de que, na próxima viagem, tudo pode acontecer novamente.

    A pergunta que fica é simples: existe um projeto definitivo para a estrada de Mutuns ou a comunidade continuará convivendo com soluções temporárias?

  • Motoristas desconfiam de radar próximo ao Condomínio São José e cobram explicações

    Motoristas desconfiam de radar próximo ao Condomínio São José e cobram explicações

    Condutores questionam medições de velocidade na BR-415, em Ferradas. Especialistas recomendam verificar multas e solicitar informações aos órgãos responsáveis.

    Nos últimos dias, motoristas que trafegam pela BR-415, na região do Condomínio São José, em Ferradas, passaram a relatar possíveis divergências nas medições realizadas pelo radar instalado no local.

    Mensagens compartilhadas em grupos de WhatsApp afirmam que veículos estariam sendo registrados em velocidades superiores às efetivamente praticadas. Até o momento, porém, não há confirmação técnica ou oficial que comprove qualquer irregularidade no equipamento.

    Diante das reclamações, o Blog Entre Nós orienta os condutores a agir com cautela e buscar informações por meio dos canais oficiais.

    O que o motorista deve fazer?

    1. Guardar a notificação de multa recebida.
    2. Solicitar cópia da imagem e dos dados da autuação.
    3. Verificar se o radar possui aferição válida do Inmetro/Ibametro.
    4. Conferir se existe sinalização adequada indicando o limite de velocidade.
    5. Caso identifique inconsistências, apresentar recurso administrativo dentro do prazo legal.

    O que precisa ser esclarecido?

    A população tem o direito de saber:

    • Qual o limite oficial de velocidade do trecho?

    • Quando ocorreu a última aferição do equipamento?

    • Quem é a empresa responsável pela manutenção?

    • Quantas multas foram registradas no local nos últimos 12 meses?

    • Existe estudo técnico justificando a instalação do radar naquele ponto?

    Transparência é o melhor caminho

    Equipamentos de fiscalização eletrônica têm papel importante na prevenção de acidentes. Porém, quando surgem dúvidas recorrentes da população, a melhor resposta é a transparência.

    Por isso, seria importante que os órgãos responsáveis divulgassem os dados de aferição, os estudos técnicos e os números de autuações do equipamento localizado próximo ao Condomínio São José.

    Pergunta final

    Você já passou por esse radar? Recebeu alguma multa ou acredita que a medição ocorreu de forma incorreta?

  • Governador critica atrasos em obras e atribui responsabilidade aos prefeitos. Em Itabuna, fala lança luz sobre a novela da Feira do São Caetano

    Governador critica atrasos em obras e atribui responsabilidade aos prefeitos. Em Itabuna, fala lança luz sobre a novela da Feira do São Caetano

    Após mais de três anos de espera, declaração de Jerônimo Rodrigues reacende o debate sobre planejamento, execução e entrega de uma das obras mais aguardadas da cidade.

    Durante evento recente de assinatura de convênios, o governador Jerônimo Rodrigues fez uma declaração que repercutiu em toda a Bahia.

    Ao comentar atrasos em obras públicas, afirmou que muitos municípios enfrentam dificuldades não por falta de recursos, mas pela ausência de projetos estruturados.

    Segundo o governador, há prefeitos com boa vontade, mas sem uma carteira de projetos capaz de atrair investimentos e acelerar a execução das obras.

    A frase que mais chamou atenção foi direta:

    “Projeto bom não falta dinheiro.”

    A declaração inevitavelmente traz à memória dos itabunenses um dos maiores símbolos de atraso dos últimos anos: a reforma da Feira do São Caetano.

    A obra foi anunciada em janeiro de 2023, recebeu ampla divulgação institucional e se transformou em uma das principais vitrines da gestão municipal.

    Ao longo dos anos, o início da reforma foi apresentado à população em visitas, anúncios, entrevistas e peças publicitárias. Enquanto isso, centenas de feirantes seguiram trabalhando em uma estrutura provisória, convivendo com queda nas vendas, incertezas e sucessivos adiamentos da entrega.

    Recentemente, uma das justificativas apresentadas para a não inauguração da nova feira foi a ausência de agenda do governador para participar da cerimônia oficial.

    Mas a própria fala de Jerônimo acaba levantando uma nova reflexão.

    Se o recurso existia.

    Se a obra foi anunciada como prioridade.

    Se, segundo o governador, projeto bom não fica sem dinheiro.

    O que explica uma espera superior a três anos para a conclusão da Feira do São Caetano?

    A pergunta ganha ainda mais relevância porque, poucos dias após a justificativa relacionada à agenda, Jerônimo participou de compromissos oficiais em Ilhéus, incluindo atos ligados à duplicação da Zona Sul.

    Naturalmente, isso fez surgir novos questionamentos entre moradores e feirantes sobre as razões que efetivamente levaram ao prolongamento da obra.

    Mais do que uma discussão sobre inauguração, a questão central continua sendo outra.

    A nova Feira do São Caetano conseguirá atender todos os trabalhadores que dependem dela para sustentar suas famílias?

    Porque obras públicas não são avaliadas apenas pelo lançamento da pedra fundamental, pelos discursos ou pelas placas inaugurais.

    São avaliadas pelo prazo de entrega, pela transparência na execução e, principalmente, pelo impacto real na vida da população.

    E nesse aspecto, a história da Feira do São Caetano ainda deixa perguntas sem respostas.

  • Faixa, vaidade e dinheiro público: o que realmente está em jogo nessa disputa?

    Faixa, vaidade e dinheiro público: o que realmente está em jogo nessa disputa?

    Em ano eleitoral, população precisa observar menos os nomes e mais o uso da máquina pública.

    Um vídeo publicado pelo deputado estadual Pancadinha mostra a retirada de faixas ligadas ao projeto Periferia de Direitos durante uma ação realizada em Itabuna.

    Nas imagens, o parlamentar afirma que a Prefeitura teria determinado a retirada do material que fazia referência à sua participação na chegada do projeto à cidade. Segundo ele, a ação representaria mais um episódio de perseguição política e tentativa de apagar a participação de quem ajudou a viabilizar a iniciativa junto ao Governo do Estado.

    O episódio rapidamente ganhou repercussão nas redes sociais.

    Mas antes de escolher um lado nessa disputa, vale lembrar um detalhe importante: essa discussão não começou agora.

    Quando Pancadinha fazia oposição ao governo municipal, situações semelhantes já eram alvo de críticas públicas. Na época, o debate girava exatamente em torno da personalização de obras, ações e programas financiados com recursos públicos.

    Por isso, talvez a verdadeira pergunta não seja quem colocou ou quem retirou a faixa.

    A pergunta é outra:

    Quem é o verdadeiro dono de uma ação pública?

    A resposta deveria ser simples.

    Não é o prefeito.

    Não é o deputado.

    Não é o governador.

    É o cidadão que paga impostos.

    Quando um programa social, uma obra, um evento ou um serviço público chega à população, ele não pertence a um grupo político. Ele pertence à sociedade.

    A disputa por autoria revela um problema maior: a dificuldade que parte da classe política ainda tem em separar promoção pessoal de interesse público.

    Se a Prefeitura realmente determinou a retirada das faixas, cabe esclarecer quais critérios foram utilizados e se a medida foi aplicada de forma isonômica para todos os envolvidos.

    Por outro lado, também é legítimo questionar até que ponto estruturas, eventos e programas públicos podem ser utilizados para promoção individual de agentes políticos.

    Em um ano eleitoral, essa discussão ganha ainda mais relevância.

    O cidadão precisa estar atento não apenas ao que está sendo entregue, mas também à forma como essas entregas estão sendo apresentadas.

    Porque a democracia perde quando o debate deixa de ser sobre resultados e passa a ser sobre quem aparece mais na fotografia.

    No final das contas, faixas podem ser retiradas.

    Logomarcas podem ser trocadas.

    Discursos podem mudar.

    Mas uma verdade permanece:

    Nenhum político é dono de uma ação pública.

    O verdadeiro financiador de tudo continua sendo o contribuinte.

  • Ita Pedro 2026: com 82% de recurso federal, Prefeitura assume contratações milionárias e mudança na gestão acende alerta sobre controle interno

    Ita Pedro 2026: com 82% de recurso federal, Prefeitura assume contratações milionárias e mudança na gestão acende alerta sobre controle interno

    Evento terá maioria dos recursos vindos da União e contratações passam pela Prefeitura de Itabuna

    O Ita Pedro 2026 já nasce cercado por números expressivos. Segundo informações divulgadas pela própria Prefeitura, 82% dos recursos do evento serão provenientes do Ministério do Turismo, enquanto a participação do município será de 16% e a iniciativa privada responderá por 2%.

    O dado chama atenção porque, tradicionalmente, a população associa a organização do evento à FICC. No entanto, os primeiros contratos já publicados indicam que as contratações estão sendo realizadas diretamente pela Prefeitura de Itabuna.

    A mudança amplia a responsabilidade administrativa sobre cada etapa do processo, desde a contratação dos artistas até a execução financeira dos recursos públicos.

    O tema ganha ainda mais relevância diante das recentes alterações promovidas no primeiro escalão da administração municipal. Em maio deste ano, a Prefeitura anunciou mudanças em cargos estratégicos ligados à gestão e ao controle interno.

    Não há qualquer irregularidade comprovada nas alterações realizadas pela administração. No entanto, a coincidência entre a reorganização da estrutura administrativa e o período de formalização das contratações do maior evento da cidade naturalmente aumenta o interesse público sobre os mecanismos de fiscalização e controle.

    Quando a maior parte dos recursos utilizados em um evento é federal, cresce também a necessidade de transparência, rastreabilidade dos pagamentos e acompanhamento dos processos administrativos.

    Mais importante do que discutir festas ou atrações é garantir que cada contratação esteja devidamente documentada, justificada e disponível para consulta pública.

    Afinal, independentemente da origem dos recursos, o dinheiro utilizado pertence ao contribuinte.

    E quando milhões de reais entram em circulação por meio de contratos públicos, fiscalização não é oposição.

    É dever.

    Pergunta que permanece

    Quem são os responsáveis pela autorização, fiscalização e controle de cada etapa dos recursos públicos que financiarão o Ita Pedro 2026?

  • “Tenho medo de morrer”: paciente baiana com doença rara faz apelo por medicamento

    “Tenho medo de morrer”: paciente baiana com doença rara faz apelo por medicamento

    Moradora de Porto Seguro afirma que remédio essencial para evitar novas crises já foi adquirido e aguarda apenas envio para aplicação.

    “Hoje é 1º de junho de 2026 e eu estou com medo de morrer.”

    Foi com essa frase que Beatriz Sena Faria de Oliveira, de 31 anos, iniciou um vídeo publicado nas redes sociais que rapidamente chamou a atenção de centenas de pessoas na Bahia.

    Moradora de Porto Seguro, Beatriz convive com a Porfiria Aguda Intermitente, uma doença rara que pode provocar crises severas, comprometimento neurológico e outras complicações graves.

    No vídeo, ela relata que depende de uma medicação de alto custo prescrita para uso mensal. Segundo a paciente, o medicamento já foi adquirido pelo Estado e estaria armazenado pela Secretaria da Saúde da Bahia (SESAB), mas ainda não chegou ao local onde precisa ser administrado.

    O motivo da preocupação é que a interrupção do tratamento pode aumentar o risco de uma nova crise da doença.

    Em seu relato, Beatriz afirma já ter enfrentado episódios graves anteriormente, incluindo situações de paralisia, e diz viver sob o temor constante de novas complicações.

    “Eu não aguento mais ficar nessa iminência da morte”, desabafa.

    Ainda segundo a paciente, mesmo mantendo hábitos saudáveis, praticando exercícios físicos e evitando fatores que podem desencadear crises, o risco continua existindo sem a aplicação regular da medicação.

    No vídeo, ela faz um apelo direto ao governador da Bahia e à Secretaria Estadual da Saúde para que o medicamento seja encaminhado com urgência para Porto Seguro, permitindo que a dose seja aplicada dentro do prazo previsto pela equipe médica.

    O caso reacende o debate sobre a realidade enfrentada por pacientes com doenças raras, que muitas vezes dependem exclusivamente da rede pública para ter acesso a medicamentos de alto custo indispensáveis à própria sobrevivência.

    O espaço permanece aberto para manifestação da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia sobre o caso relatado pela paciente.

  • Itabuna se despede de Everton “Mumu”, referência do futebol de bairro e símbolo do São Pedro

    Itabuna se despede de Everton “Mumu”, referência do futebol de bairro e símbolo do São Pedro

    Goleiro, campeão e figura querida da comunidade, Everton deixa uma história construída dentro e fora das quatro linhas.

    A notícia da morte de Everton “Mumu” provocou comoção entre moradores de Itabuna, especialmente no bairro São Pedro, onde ele era reconhecido não apenas pelo futebol, mas também pelas amizades, pelo respeito conquistado ao longo dos anos e pela forte ligação com a comunidade.

    Conhecido nos campos da cidade e do futebol amador regional, Everton construiu sua trajetória como goleiro e se tornou uma das figuras mais lembradas por quem acompanhou campeonatos de bairro, torneios locais e competições que marcaram gerações de atletas em Itabuna.

    Everton também construiu parte de sua história no futebol profissional baiano, atuando como goleiro do Itabuna Esporte Clube e da Associação Desportiva Poções. Sua passagem pelos gramados deixou marcas não apenas pelas defesas e conquistas, mas pelo respeito que conquistou entre companheiros, adversários e torcedores ao longo da carreira.

    Mais do que títulos e partidas disputadas, o que permanece na memória de amigos e conhecidos é a forma como ele tratava as pessoas. Simples, parceiro e sempre próximo da comunidade, conquistou admiração dentro e fora dos gramados.

    No bairro São Pedro, seu nome passou a fazer parte da história local, não apenas pelos jogos e conquistas esportivas, mas pela convivência, pelas amizades construídas ao longo dos anos e pelo respeito que conquistou entre moradores e atletas.

    Em cidades como Itabuna, o futebol de bairro vai muito além do esporte. É um espaço onde nascem amizades, histórias de vida e personagens que acabam se tornando parte da memória coletiva da comunidade.

    Por isso, a partida de Everton “Mumu” representa mais do que a despedida de um atleta. Representa a despedida de alguém que deixou sua marca na vida de muitas pessoas e ajudou a escrever parte da história esportiva e social do São Pedro.

    Neste momento de dor, ficam as lembranças, os amigos, as histórias vividas nos campos da cidade e o reconhecimento por tudo que ele representou para o esporte amador e para sua comunidade.

    Que Deus conforte familiares, amigos e todos aqueles que tiveram o privilégio de conviver com ele.

  • Qual é o papel institucional exercido pela primeira-dama na apresentação de ações e entregas da administração pública?

    Qual é o papel institucional exercido pela primeira-dama na apresentação de ações e entregas da administração pública?

    A ambulância foi adquirida com recursos públicos.

    Os equipamentos pertencem ao patrimônio público.

    O ambulatório em construção é fruto de investimentos públicos.

    Nada disso pertence a uma pessoa.

    Tudo isso pertence à população.

    Por isso, quando uma figura sem cargo eletivo ou função administrativa formalmente conhecida passa a ocupar espaço de destaque em agendas oficiais, a sociedade tem o direito de questionar qual é exatamente a sua atribuição institucional.

    A discussão ganha ainda mais relevância porque não se trata de um episódio isolado.

    Nos últimos meses, a primeira-dama tem aparecido de forma recorrente em agendas ligadas a obras públicas, eventos promovidos pela FICC, ações sociais, visitas a bairros e, agora, também em entregas relacionadas à saúde.

    O ponto não é a presença.

    O ponto é a função.

    Porque em uma administração pública existem secretários, diretores, coordenadores e agentes formalmente responsáveis por cada área.

    E quando uma mesma figura passa a ocupar espaço de destaque em diferentes setores da gestão, uma dúvida naturalmente surge:

    Ela está representando quem?

    A população tem o direito de conhecer não apenas as obras, os equipamentos e as entregas.

    Também tem o direito de compreender quem responde por elas, quem presta contas dos resultados e quem exerce oficialmente cada papel dentro da administração.

    Afinal, transparência não é apenas mostrar o que foi entregue.

    Transparência também é deixar claro quem fala em nome da gestão e em qual condição fala.

    E essa é uma pergunta que continua sem resposta:

    Qual é a função institucional da primeira-dama na apresentação dessas entregas públicas?