Moradores do Condomínio São José denunciam prejuízos e falta de assistência após terem as casas invadidas por água de esgoto no último dia 21 de fevereiro. Segundo relatos, durante a terraplanagem para construção de uma creche, a saída do esgoto teria sido obstruída por máquinas, impedindo o escoamento e provocando o retorno da água para dentro das residências.
O resultado foi contaminação generalizada. Roupas, alimentos e móveis foram perdidos. Além do prejuízo material, moradores relatam risco à saúde devido à exposição a fezes e resíduos deixados após o recuo da água.
De acordo com os relatos, a Defesa Civil esteve no local e informou que a assistência social faria contato para viabilizar auxílio financeiro. No entanto, até este 2 de março, nenhuma medida concreta foi adotada. Enquanto isso, nota enviada à imprensa afirma que a situação estaria solucionada.
Moradores cobram providências urgentes, reparação dos danos e transparência sobre as responsabilidades da obra.
Contrato da Exemplar já ultrapassa R$ 141 milhões enquanto escolas relatam falta de monitores.
Em vídeo divulgado nesta semana, o prefeito afirmou que mantém os salários dos servidores rigorosamente em dia há mais de cinco anos. Pagar a folha dentro do prazo é dever da administração pública.
A questão que se impõe é outra: se o dinheiro está circulando e o comércio “agradece”, por que lojas tradicionais da Avenida Cinquentenário e da Rua Paulino Vieira estão encerrando atividades?
Fachadas fechadas, pontos comerciais vagos e redução do movimento no centro da cidade contrastam com o discurso otimista.
Ao mesmo tempo, segundo dados do Diário Oficial da Prefeitura de Itabuna e do Portal da Transparência, o Contrato nº 195/2022, firmado com a empresa Exemplar Service e Limpeza, já ultrapassa R$ 141 milhões.
Mesmo com esse volume de recursos, escolas seguem relatando falta de monitores, e professores demitidos enfrentam dificuldades financeiras enquanto aguardam desfechos judiciais.
Se há recursos contratados nessa magnitude, por que a execução não se reflete plenamente na educação e na estrutura escolar?
A população não espera apenas vídeos anunciando folha paga. Espera posicionamento claro sobre contratos milionários, execução de serviços, fiscalização e solução para demandas urgentes da cidade.
Uma gestão eficiente vai muito além do pagamento de salários. Envolve planejamento econômico, transparência ativa, acompanhamento de contratos e respostas objetivas aos questionamentos da sociedade.
Itabuna precisa de explicações, resultados e responsabilidade administrativa.
Educadora afirma que não houve diálogo com profissionais desligados da rede municipal
A professora da rede municipal de Itabuna que vendeu a própria televisão por R$ 650 para pagar a prestação da casa publicou um novo vídeo nas redes sociais.
Com 40 anos dedicados à educação, ela afirma que foi demitida sem processo disciplinar e mantém em mãos uma lista com nomes de outros profissionais que, segundo ela, também foram desligados.
No vídeo, a educadora agradece o apoio recebido, mas amplia o debate ao citar diretamente a primeira dama e pré-candidata a Deputada Estadual, Andréa Castro.
“Em momento nenhum você nos procurou. Em momento nenhum você quis saber da nossa dor, do nosso sofrimento”, afirma.
Ela questiona ainda como alguém que se apresenta como defensora das mulheres pode não ter buscado diálogo com professoras e pais de família atingidos pela decisão administrativa.
A fala ocorre em um contexto em que a primeira dama tem participado de agendas públicas, eventos institucionais e ações promovidas pela gestão municipal, ampliando sua presença política no município.
A cobrança feita pela professora não trata apenas de assistência individual, mas de posicionamento político diante de uma decisão que impactou dezenas de famílias.
Até o momento, não houve manifestação pública sobre a possibilidade de reunião ou mediação com os profissionais desligados.
A pergunta que permanece é objetiva: haverá diálogo?
Caso envolve possível exigência de consulta particular para documento destinado ao INSS
Um relato encaminhado ao Entre Nós levanta questionamentos sobre a conduta de uma clínica que realiza atendimentos pelo Sistema Único de Saúde em Itabuna.
Segundo o paciente, ao procurar a unidade para marcar consulta conforme orientação médica, teria sido informado de que a emissão de laudo exigido para perícia junto ao Instituto Nacional do Seguro Social só seria possível mediante pagamento de consulta particular no valor de R$ 250.
Ao questionar a base legal da cobrança, o paciente afirma não ter recebido justificativa técnica clara da gerência. Ele relata ainda que, por não efetuar o pagamento, ficou impossibilitado de obter o documento atualizado e poderá comparecer à perícia com laudo antigo.
Se confirmada, a prática pode levantar debate jurídico e ético relevante, já que serviços vinculados ao SUS não podem condicionar atendimento ou documentação médica ao pagamento paralelo. Além disso, a emissão de laudo é ato técnico do profissional de saúde, regulamentado pelo Conselho Federal de Medicina.
A clínica foi procurada para esclarecimentos e o espaço permanece aberto para manifestação.
Pacientes que tenham passado por situação semelhante podem encaminhar relato documentado para apuração.
Projeto prevê impacto global de R$ 3,9 milhões, incremento de R$ 1,7 milhão e custo estimado superior a R$ 17 milhões para implementação no próximo exercício
O Anteprojeto de Lei 002/2026, enviado em regime de urgência à Câmara, redefine a estrutura administrativa do Município e apresenta nova tabela de subsídios dos cargos comissionados.
Entre os valores fixados no Anexo I:
Secretário: R$ 18.002,34
Subsecretário: R$ 13.000,00
Superintendente: R$ 11.550,00
Diretor Técnico: R$ 9.000,00
Diretor-Geral: R$ 7.500,00
Assessor: R$ 2.900,00
Supervisor: R$ 1.621,00
Na estimativa orçamentária apresentada pelo próprio Executivo, constam os seguintes números:
Impacto global: R$ 3.960.100,48
Incremento projetado: R$ 1.745.622,38
Custo estimado para implementação da nova estrutura em 2026: R$ 17.456.223,80
O texto afirma que não haverá criação de despesa nova, sustentando que os recursos virão de remanejamentos internos, racionalização de despesas, encerramento do PDV e término de contratos de terceirização.
A nova estrutura passa a produzir efeitos a partir de 1º de março de 2026.
Os números estão no projeto.
A discussão, agora, não é jurídica.
É institucional.
Uma reorganização administrativa com custo estimado superior a R$ 17 milhões exige debate público proporcional à sua dimensão.
A pergunta que permanece é objetiva:
Estamos diante de uma modernização da máquina ou de uma ampliação estrutural financiada por reconfiguração orçamentária?
Caso expõe o impacto social das dispensas na rede municipal e reacende debate sobre responsabilidade da Prefeitura de Itabuna
Um vídeo gravado dentro da própria casa ganhou repercussão em Itabuna. Nele, a professora Urânia relata dificuldades financeiras após a demissão da rede municipal. Mostra a geladeira com poucos alimentos, fala de contas atrasadas e anuncia a venda de uma televisão por R$ 650 para evitar perder o imóvel conquistado ao longo de décadas de trabalho.
Segundo o relato, ela integra o grupo de profissionais dispensados pela Prefeitura de Itabuna nos últimos meses. Afirma viver hoje com cerca de R$ 1.800 de aposentadoria e questiona direitos trabalhistas, como FGTS e tempo de serviço.
O caso ultrapassa o drama individual. Trata-se de um debate público sobre como decisões administrativas impactam diretamente famílias que dedicaram anos à educação do município.
A Prefeitura de Itabuna já se manifestou oficialmente sobre o número de profissionais afetados e a situação jurídica dessas demissões?
Enquanto a discussão segue nos bastidores legais, uma realidade se impõe: quando um educador precisa vender bens para manter o básico, a cidade precisa olhar com atenção. Educação não é apenas política pública. É compromisso social.
Enquanto ações simbólicas ganham visibilidade, a fiscalização do orçamento e das políticas públicas exige atuação permanente.
Um vídeo divulgado nas redes sociais apresenta como “projeto muito importante” a aferição de pressão arterial, teste de glicemia e distribuição de água mineral durante caminhada na Beira Rio.
Incentivar hábitos saudáveis é positivo. Cuidar da saúde é necessário. Mas é preciso separar iniciativa individual de política pública estruturada.
A função constitucional do vereador é legislar, fiscalizar o Executivo e acompanhar a execução do orçamento. No caso da saúde, isso significa analisar contratos, verificar metas, questionar indicadores, acompanhar filas, cobrar aplicação de recursos e avaliar resultados concretos.
Aferir pressão é ato assistencial pontual. Pressionar o orçamento da saúde é responsabilidade institucional.
Quando ações episódicas ganham o status de “projeto”, a discussão precisa subir de nível.
O debate não é sobre caminhar ou distribuir água. É sobre o papel do Legislativo na estrutura da política pública.
Saúde se fortalece com planejamento, orçamento bem aplicado e fiscalização constante.
Vereador afirma ter se sentido ofendido após colega defender independência de mandato, enquanto declaração do prefeito sobre “escolher oposição” não gerou reação pública.
A reunião das comissões da Câmara de Itabuna que discutiu o projeto de reforma administrativa do Executivo terminou com um debate sobre autonomia parlamentar.
Ao pedir vistas ao projeto, o vereador Danilo declarou:
“Respeite o meu mandato e respeite o que o povo me deu. […] A decisão que eu tomo aqui vai ser tomada por mim, não estou aqui para ser tomada direção para o prefeito. […] Augusto não manda em mim e ninguém aqui nesta casa manda em mim.”
Na sequência, o vereador Robson Rigaud afirmou que determinadas palavras “soam muito mal aí fora” e que, em alguns momentos, pode “se sentir ofendido”, por entender que a fala poderia sugerir que apenas um parlamentar estaria cumprindo seu papel.
Danilo respondeu de forma direta:
“Quem falou que manda aqui foi ele, quem falou que escolheu dois para mandar para a oposição. Não fui eu que falei, quem falou foi o prefeito.”
A referência é à declaração feita pelo prefeito no dia 28 de janeiro de 2026, durante a prestação de contas do Carnaval Antecipado, quando afirmou da tribuna da própria Câmara:
“Vamos botar mais uns dois na oposição.”
Na ocasião, não houve registro de reação pública ou manifestação de ofensa institucional no plenário.
O episódio levanta uma reflexão inevitável.
Afirmar que o mandato é independente causa desconforto.
Sugerir a composição da oposição, não.
Em meio à discussão de uma reforma administrativa que reorganiza cargos e estrutura de poder no município, o debate sobre autonomia parlamentar ganha dimensão ainda maior.
A independência do Legislativo não deveria ser motivo de tensão.
Reforma administrativa, nova Secretaria da Mulher, Carnaval e entregas oficiais ampliam debate sobre exposição institucional
O envio à Câmara do Projeto de Lei que reformula a estrutura administrativa do Executivo, incluindo a criação da Secretaria Municipal de Políticas Públicas para as Mulheres, ocorre em um momento politicamente sensível. Em ano pré eleitoral, a dinâmica da gestão naturalmente passa a ser observada com mais atenção.
Nos últimos meses, a agenda institucional ganhou destaque em eventos públicos, programação de Carnaval, entrega de ambulâncias e reuniões oficiais. A presença da primeira dama nessas atividades também se tornou mais frequente, especialmente após a confirmação de sua pré candidatura.
Não há ilegalidade presumida na participação em atos institucionais. O ponto central, porém, é outro. Onde termina a agenda pública e começa a projeção política?
A criação de novas estruturas administrativas, a ampliação de secretarias e a visibilidade em eventos financiados com recursos públicos exigem transparência redobrada. Em períodos que antecedem disputas eleitorais, a separação entre gestão e campanha precisa ser clara para preservar o interesse coletivo.
A pergunta que fica não é pessoal. É institucional.
Gestão é prestação de serviço. Promoção é estratégia eleitoral.
A cidade merece clareza, responsabilidade fiscal e foco permanente na entrega de resultados.
Mudança no fluxo exige atenção redobrada dos motoristas na região do Viaduto
O trânsito na BR-415, no trecho que liga Itabuna a Ilhéus, passou por mudanças importantes nesta semana. A alteração ocorre nas imediações do Viaduto, próximo ao Condomínio Jardim das Acácias e à Churrascaria Los Pampas.
No sentido Itabuna para Ilhéus, os veículos não utilizam mais a parte superior do viaduto. Agora, o tráfego deve seguir por uma pista lateral, na área da antiga Vila da Paz.
Já no sentido Ilhéus para Itabuna, a passagem sobre o viaduto foi transformada em mão única. Apenas os motoristas que seguem em direção ao centro de Itabuna podem utilizar a estrutura elevada.
A sinalização foi reforçada, mas é fundamental reduzir a velocidade e redobrar a atenção, principalmente nos horários de maior movimento. A mudança altera a rotina de quem trafega diariamente pelo trecho.