Carta aberta expõe sobrecarga, falta de segurança e possível assédio dentro da unidade prisional
Uma carta aberta atribuída a monitores de ressocialização do Conjunto Penal de Itabuna começou a circular em grupos de WhatsApp denunciando um cenário de trabalho considerado insustentável dentro da unidade. O documento relata redução no quadro de funcionários, sobrecarga extrema, riscos constantes à vida e ausência de garantias básicas de segurança.
Segundo o conteúdo, os monitores afirmam desempenhar atividades de alto risco, como revistas em pavilhões, contato direto com internos e manuseio de materiais ilícitos, sem proteção adequada, sem armamento e com exposição direta da identidade. A carta também menciona um ambiente de tensão interna, com alegações de perseguição e constrangimentos por parte de outros agentes que atuam na unidade.
O ponto mais grave não é apenas a denúncia de condições precárias, mas o possível colapso operacional. A própria categoria admite discutir paralisação por instinto de sobrevivência. Em um sistema prisional, isso não é detalhe administrativo, é risco direto à segurança pública.
Diante da gravidade, a situação exige resposta imediata do Governo do Estado, da Secretaria de Administração Penitenciária e da empresa cogestora. Não se trata apenas de relação de trabalho, mas de funcionamento mínimo de uma unidade prisional.
Se quem está dentro diz que não aguenta mais, a pergunta é simples: o sistema ainda está sob controle?


Deixe um comentário