Categoria: Política Itabuna

  • Presidente da Câmara reage a críticas e transforma tribuna em palco de confronto

    Presidente da Câmara reage a críticas e transforma tribuna em palco de confronto

    Discurso forte, mas sem resposta concreta: o que realmente mudou na vida da população?

    Na sessão desta semana, o presidente da Câmara de Itabuna usou a tribuna para rebater críticas sobre decisões dos últimos anos, especialmente relacionadas ao empréstimo aprovado pelo Legislativo. Em vez de apresentar dados ou resultados objetivos, classificou questionamentos como “maliciosos”, criticou opositores e afirmou que não aceitará ataques, dizendo que “responde à altura”.

    O discurso não teve foco na cidade, teve foco na defesa política. Ao afirmar que Itabuna está “transformada”, o presidente não apresentou nenhuma evidência concreta dessa mudança. Ao mesmo tempo, tentou desqualificar quem questiona, substituindo explicação por confronto.

    Há uma contradição evidente: fala que o poder é passageiro e critica quem se apega a cargo, mas adota um tom de autoridade e aviso, tentando impor limites ao debate. Isso não fortalece a Câmara, enfraquece o papel de fiscalização.

    A tribuna, que deveria servir para apresentar soluções e prestar contas, foi usada para recado político. Nenhuma resposta objetiva sobre saúde, obras, geração de emprego ou qualidade dos serviços públicos foi apresentada.

    Enquanto isso, a população continua lidando com problemas reais que não aparecem no discurso.

    Se há transformação, ela precisa ser mostrada com dados, obras entregues e impacto real na vida das pessoas. Debate político não pode substituir prestação de contas.

    Se a cidade está tão transformada como foi dito, por que essa transformação ainda não é sentida por quem vive nela todos os dias?

  • Faixa de pedestre sem destino expõe falha na obra da Feira do São Caetano

    Faixa de pedestre sem destino expõe falha na obra da Feira do São Caetano

    Sinalização pronta contrasta com estrutura incompleta e levanta dúvidas sobre planejamento

    Moradores e feirantes do bairro São Caetano, em Itabuna, registraram uma situação que chamou atenção nesta semana. Duas faixas de pedestres foram pintadas na área da nova feira. De um lado, a estrutura ainda não entregue. Do outro, um canal, sem qualquer passagem adequada para travessia segura.

    A faixa de pedestre não é um elemento decorativo. Ela existe para garantir deslocamento seguro entre dois pontos. Quando a sinalização leva a um local sem continuidade, indica falha de integração entre projeto e execução.

    A obra da feira acumula anos de espera e ainda não foi entregue. Mesmo assim, intervenções visuais já aparecem finalizadas, sem que a estrutura esteja funcional. Isso sugere inversão de prioridade, com foco na aparência antes da solução completa.

    A população precisa de respostas objetivas. Existe projeto executivo completo para essa área? Quem aprovou essa sinalização? Houve fiscalização técnica durante a execução?

    Se a travessia não leva a lugar nenhum, até onde está indo o planejamento dessa obra?

  • Crianças estudam sob risco em escola abandonada na zona rural de Itabuna

    Crianças estudam sob risco em escola abandonada na zona rural de Itabuna

    Sem segurança, sem estrutura e com presença de animais peçonhentos, realidade expõe falha grave na gestão pública

    Um vídeo gravado por uma moradora do assentamento Manoel Chinês revela a situação da Escola Nossa Senhora de Fátima. As imagens mostram uma unidade cercada por mato alto, com relatos de cobras no local, portões quebrados e sem controle de acesso. Há salas inacabadas, falta de água adequada e ausência de estrutura básica para funcionamento regular.

    Não é um problema de conforto. É risco real.
    Crianças circulam em um ambiente onde qualquer falha pode virar acidente. O mais grave é que a própria comunidade assumiu funções básicas, como limpeza, tentando manter o mínimo de dignidade no espaço.

    Isso não é colaboração. É substituição do poder público.

    Se a escola funciona nessas condições, há uma pergunta inevitável:
    quem autorizou isso?

    Portão aberto, sem fechadura, significa acesso livre.
    Mato alto com relato de cobras significa risco físico.
    Falta de estrutura básica significa ambiente inadequado para ensino.

    Não é excesso de crítica. É descrição do que está acontecendo.

    A Prefeitura precisa responder com medidas objetivas:

    • Vistoria técnica imediata na unidade
    • Intervenção emergencial para eliminar riscos
    • Garantia mínima de segurança e funcionamento
    • Prazo público para reestruturação

    Sem isso, manter alunos nesse ambiente é assumir um risco que não pode ser ignorado.

    Se algo acontecer ali amanhã, quem responde?

  • Hospital sobrecarregado, equipe no limite: a crise é de estrutura, não de quem está na linha de frente

    Hospital sobrecarregado, equipe no limite: a crise é de estrutura, não de quem está na linha de frente

    Profissionais seguem atendendo com dignidade, mesmo diante da falta de leitos e da pressão de uma demanda que cresce sem resposta proporcional da gestão.

    O que está acontecendo no Hospital Manoel Novaes precisa ser interpretado com responsabilidade.

    Não é um colapso causado por falha da equipe. É um colapso causado por limite de estrutura.

    A própria coordenação de enfermagem foi clara: mais de 20 crianças internadas por crises respiratórias, aumento sazonal já esperado, leitos insuficientes e pacientes sendo mantidos no pronto-socorro. Soma-se a isso gestantes internadas e uma unidade que atende mais de 120 municípios.

    Isso não é um problema pontual. É um sistema pressionado além do que foi dimensionado.

    Mesmo assim, os relatos mostram algo que não pode ser ignorado: o atendimento continua sendo feito. Com esforço. Com improviso. Com desgaste.

    A classificação de risco do Ministério da Saúde está sendo aplicada. A orientação para casos leves buscarem unidades básicas faz sentido técnico. Mas isso escancara outra falha: a rede não está equilibrada.

    Quando o hospital vira a primeira opção até para casos leves, é sinal de que a base não está funcionando como deveria.

    E aqui entra o ponto que precisa ser dito sem rodeio:

    Se a demanda é previsível, a resposta também deveria ser.

    Todos os anos o período de doenças respiratórias se repete. Não é surpresa. É calendário. Mesmo assim, não se vê ampliação temporária de leitos, reforço de equipe ou uma estratégia clara para absorver esse aumento.

    Isso não é responsabilidade do hospital. É decisão de gestão.

    A equipe do hospital está fazendo o que pode com o que tem. O problema é que o que tem não acompanha o que é necessário.

    A fala da acompanhante que relata crianças nos corredores e falta até de cadeiras não é uma crítica ao atendimento. É um alerta sobre a estrutura.

    E estrutura depende de prioridade.

    Se saúde não estiver no topo da decisão política, o resultado é exatamente esse: profissionais sobrecarregados tentando sustentar um sistema que já deveria ter sido reforçado antes de chegar ao limite.

    A leitura correta não é culpar quem atende.

    É questionar quem decide.

    Porque no fim, a diferença entre crise e colapso não está na equipe. Está na gestão.

  • Falta de materiais na Câmara de Itabuna levanta dúvidas, e resposta da presidência não esclarece situação

    Falta de materiais na Câmara de Itabuna levanta dúvidas, e resposta da presidência não esclarece situação

    Denúncias internas apontam ausência de itens básicos; questionado, presidente não responde objetivamente sobre o problema

    Denúncias recebidas por um veículo local apontam possível falta de materiais essenciais, como itens de escritório e limpeza, dentro da Câmara de Itabuna.

    Durante entrevista, o presidente Manoel Porfírio foi questionado de forma direta sobre a situação.

    A resposta não tratou diretamente do ponto levantado.

    Em vez de confirmar ou negar a falta de materiais, o presidente destacou:

    • digitalização de processos
    • economia de recursos
    • discurso de austeridade
    • compromisso com transparência

    Ao final, afirmou que “tudo está decorrendo normal”, sem apresentar dados, explicações práticas ou medidas adotadas.

    A questão é simples:

    há ou não falta de materiais básicos na Câmara?

    Essa resposta não foi dada de forma objetiva.

    Quando a pergunta é direta e a resposta não enfrenta o problema, o que se cria não é esclarecimento, é dúvida.

    Não se trata aqui de acusação, mas de coerência administrativa.

    Se existem relatos internos sobre falta de insumos mínimos, e a resposta institucional não esclarece:

    • ou há falha de comunicação
    • ou há problema operacional sendo minimizado

    Em qualquer cenário, o resultado é o mesmo: falta de clareza.

    O que precisa ser explicado

    O funcionamento básico de um órgão público não depende de grandes decisões políticas.

    Depende de rotina.

    E isso envolve:

    • fornecimento regular de materiais
    • contratos ativos de abastecimento
    • organização interna

    Se esse nível apresenta ruído, não é uma questão de orçamento. É gestão.

    O tema exige resposta objetiva, com dados:

    • existe contrato vigente para fornecimento desses materiais?
    • houve atraso ou falha na entrega?
    • os gabinetes estão sendo atendidos regularmente?

    Sem isso, a discussão permanece no campo do discurso.

    Se está tudo normal, por que surgem relatos dentro da própria Câmara apontando o contrário?

  • Feira nova, problema antigo: quem vai pagar pela segurança dos boxes?

    Feira nova, problema antigo: quem vai pagar pela segurança dos boxes?

    Estrutura moderna levanta alerta: espaços abertos e sem fechamento transferem custo para feirantes

    A nova Feira do São Caetano começa a ser apresentada como símbolo de modernização. Estrutura limpa, organizada e com boxes padronizados.

    Mas um detalhe chama atenção.

    Os espaços estão sendo entregues abertos e sem fechamento superior, o que levanta uma preocupação imediata:
    como garantir a segurança de mercadorias e equipamentos?

    Na prática, isso significa que cada feirante pode ser obrigado a arcar com:
    • fechamento dos boxes
    • proteção contra furtos
    • adaptação para armazenamento de estoque

    Para quem já enfrentou prejuízos durante o período provisório, essa nova etapa pode representar mais um custo.

    A dúvida é objetiva:
    A estrutura será entregue completa ou o custo da segurança será repassado para quem trabalha?

    Enquanto isso, a cidade assiste a outro tipo de eficiência.

    Para eventos como o Itapedro, em poucos dias são montados:
    • palco de grande porte
    • camarotes
    • telões
    • estruturas metálicas
    • ambientação completa

    Tudo rápido. Tudo funcionando.

    Quando é festa, a estrutura aparece pronta.
    Quando é trabalho, o acabamento vira responsabilidade de quem menos pode pagar.

    Prefeito, a obra é importante.
    Mas entregar sem condições completas transfere o problema.

    Se há capacidade de montar grandes estruturas em poucos dias,
    também há condição de garantir que os feirantes recebam seus espaços prontos, seguros e dignos.

  • Feira pronta, memória curta: onde estavam esses vereadores quando os feirantes mais precisaram?

    Feira pronta, memória curta: onde estavam esses vereadores quando os feirantes mais precisaram?

    Vereadores aparecem em visita à nova estrutura, mas silêncio sobre período de precariedade cobra explicações

    Hoje, vereadores estiveram na nova Feira do São Caetano, ainda não entregue oficialmente, gravando vídeos e celebrando a estrutura que deve atender mais de 200 feirantes.

    O registro mostra um espaço limpo, organizado e pronto.
    Mas essa não foi a realidade vivida pelos feirantes nos últimos anos.

    Durante o período de obras:
    • feirantes trabalharam sem água
    • enfrentaram alagamentos
    • sofreram com estrutura precária
    • relataram prejuízos e adoecimento

    A presença institucional agora levanta uma questão inevitável:

    Onde estavam essas mesmas vozes quando a feira provisória operava em condições insalubres?

    A entrega da nova feira é necessária e importante.
    Mas não apaga o percurso.

    Gestão pública não se mede apenas pela entrega final,
    mas pelo caminho até ela.

    Antes da inauguração, talvez seja o momento de responder não só pelo resultado,
    mas pelo tempo e pelas condições que marcaram essa obra.

  • Oito meses após a morte de professora, Prefeitura mantém dívida e caso pode virar ação judicial

    Oito meses após a morte de professora, Prefeitura mantém dívida e caso pode virar ação judicial

    Verba rescisória segue sem pagamento, sem prazo e condicionada a promessa sem previsão, situação pode gerar responsabilização do Município

    Oito meses após o falecimento da professora Ionae Silva Santos, a família segue sem receber as verbas rescisórias devidas pelo Município de Itabuna.

    Em mensagem recente, o esposo relata desgaste emocional, sensação de desvalorização e a dificuldade contínua para obter uma resposta objetiva da administração.

    Segundo ele, após diversas tentativas de contato com a Secretaria de Administração, as respostas foram evasivas e sem definição de prazo. A justificativa apresentada é que o pagamento estaria “na fila”, condicionado a um precatório da educação que não possui previsão de liberação.

    O pagamento de verbas rescisórias não é uma opção da administração, é uma obrigação legal. Trata-se de verba de natureza alimentar, que deve ser quitada aos dependentes em prazo razoável.

    A ausência de prazo, somada à vinculação a um evento incerto, indica possível:
    • falha na gestão administrativa
    • descumprimento do princípio da eficiência
    • retenção indevida de verba alimentar

    Promessa futura não substitui obrigação presente.

    A situação abre margem para medidas judiciais contra o Município, incluindo:
    • ação de cobrança com pedido de pagamento imediato
    • pedido de tutela de urgência, diante do caráter alimentar da verba
    • eventual indenização por danos morais pela demora prolongada

    Em análise mais aprofundada, o caso também pode exigir apuração sobre eventual impacto do contexto funcional na saúde da servidora, considerando o histórico já relatado pela família.

    Para avançar, a família deve reunir:
    • documentação funcional
    • comprovação de remuneração
    • certidão de óbito
    • registros de cobranças administrativas
    • eventuais decisões judiciais relacionadas

    Com esses elementos, é possível ingressar com ação judicial e exigir cumprimento imediato da obrigação.

    Se o direito existe, o valor é devido e a obrigação é clara, o que ainda impede o pagamento?

  • Monitores denunciam risco à vida e pressão no Conjunto Penal de Itabuna

    Monitores denunciam risco à vida e pressão no Conjunto Penal de Itabuna

    Carta aberta expõe sobrecarga, falta de segurança e possível assédio dentro da unidade prisional

    Uma carta aberta atribuída a monitores de ressocialização do Conjunto Penal de Itabuna começou a circular em grupos de WhatsApp denunciando um cenário de trabalho considerado insustentável dentro da unidade. O documento relata redução no quadro de funcionários, sobrecarga extrema, riscos constantes à vida e ausência de garantias básicas de segurança.

    Segundo o conteúdo, os monitores afirmam desempenhar atividades de alto risco, como revistas em pavilhões, contato direto com internos e manuseio de materiais ilícitos, sem proteção adequada, sem armamento e com exposição direta da identidade. A carta também menciona um ambiente de tensão interna, com alegações de perseguição e constrangimentos por parte de outros agentes que atuam na unidade.

    O ponto mais grave não é apenas a denúncia de condições precárias, mas o possível colapso operacional. A própria categoria admite discutir paralisação por instinto de sobrevivência. Em um sistema prisional, isso não é detalhe administrativo, é risco direto à segurança pública.

    Diante da gravidade, a situação exige resposta imediata do Governo do Estado, da Secretaria de Administração Penitenciária e da empresa cogestora. Não se trata apenas de relação de trabalho, mas de funcionamento mínimo de uma unidade prisional.

    Se quem está dentro diz que não aguenta mais, a pergunta é simples: o sistema ainda está sob controle?

  • Criança espera cirurgia há 3 anos, piora internada e sai sem operar em Itabuna

    Criança espera cirurgia há 3 anos, piora internada e sai sem operar em Itabuna

    Caso levanta dúvidas sobre critérios, fila e estrutura para procedimentos na rede pública

    Uma criança de 5 anos, identificada como Maria Fernanda, aguarda há cerca de 3 anos por uma cirurgia de adenoide, já indicada por avaliação médica. Segundo relato da mãe, a criança foi internada no Hospital Manuel Novaes com febre, dificuldade para respirar e baixa alimentação.

    Mesmo diante do quadro, a paciente recebeu alta com prescrição de antibióticos, sem a realização do procedimento cirúrgico.

    O ponto não é opinião, é fluxo.

    Se existe laudo indicando cirurgia e agravamento do quadro, o que impede a execução?
    Fila, falta de insumo, equipe ou ausência de regulação efetiva?

    Sem essa informação, o que aparece é um sistema que trata o sintoma, mas não resolve a causa.

    A família relata que já buscou atendimento via unidade de saúde e Defensoria Pública, mas ainda enfrenta exigências adicionais para avançar no processo.

    Enquanto isso, a criança segue sem cirurgia e com dificuldades respiratórias.

    Cabe à Secretaria de Saúde esclarecer de forma objetiva:
    • Existe fila para esse tipo de cirurgia?
    • Qual o tempo médio de espera?
    • Há limitação de anestesia ou equipe?
    • Por que não houve encaminhamento para outra unidade?

    Sem essas respostas, o caso deixa de ser pontual e passa a indicar falha de gestão.

    Se o diagnóstico é cirúrgico e o problema persiste há anos, o que ainda impede a solução?