Categoria: Política Itabuna

  • COBERTURA DE PONTO DE ÔNIBUS CEDE EM ITABUNA ENQUANTO CIDADE ACUMULA PRAÇAS REFORMADAS

    COBERTURA DE PONTO DE ÔNIBUS CEDE EM ITABUNA ENQUANTO CIDADE ACUMULA PRAÇAS REFORMADAS

    Avanço em obras urbanas contrasta com ausência de manutenção em estruturas já entregues

    A cobertura de um ponto de ônibus na Praça Camacan, em Itabuna, precisou ser isolada após parte da estrutura ceder.
    O espaço é utilizado diariamente por trabalhadores, estudantes e idosos.
    Segundo relatos, o equipamento passou por intervenção nos últimos anos.

    Nos últimos meses, a cidade passou a acumular anúncios e entregas de praças reformadas.
    Mas o problema começa a aparecer depois da entrega.
    Sem manutenção periódica, estruturas que deveriam servir à população passam a apresentar desgaste precoce.

    O padrão começa a se repetir: inaugura, expõe, mas não acompanha.
    Quando a manutenção não é tratada como prioridade, o resultado aparece em equipamentos deteriorados, mesmo com pouco tempo de uso.
    Enquanto isso, quem depende desses espaços enfrenta risco e abandono.

    Qual é o plano de manutenção dessas estruturas?
    Existe cronograma de vistoria ou a cidade continua reagindo apenas quando o problema aparece?
    Quem está acompanhando, de forma contínua, o estado dos equipamentos públicos já entregues?

    A população de Itabuna está assistindo a uma cidade que se mantém ou apenas a uma cidade que se inaugura?

  • QUANDO O PROBLEMA APARECE, A RESPOSTA VEM DEPOIS: ITABUNA SEGUE REAGINDO EM VEZ DE PREVENIR

    QUANDO O PROBLEMA APARECE, A RESPOSTA VEM DEPOIS: ITABUNA SEGUE REAGINDO EM VEZ DE PREVENIR

    Queda de estrutura, árvore em via pública e solo encharcado expõem padrão de falta de prevenção na cidade

    Os episódios registrados nas últimas horas em Itabuna acendem um alerta que vai além de um fato isolado.

    Parte de uma estrutura no antigo Colégio Rômulo Galvão cedeu após dias de chuva. Antes disso, uma árvore caiu sobre um ponto de ônibus na região central. Em comum, os dois casos têm um fator evidente: o impacto de situações previsíveis sobre estruturas vulneráveis.

    A questão central não é a quem pertence cada espaço, se estadual ou municipal.

    👉 A pergunta correta é outra:
    a cidade está preparada para prevenir ou apenas para reagir?

    Chuvas fazem parte da realidade. O que não pode se repetir é a ausência de medidas preventivas, monitoramento contínuo e ações antecipadas em áreas de risco.

    Quando os problemas aparecem apenas depois do dano, o custo não é só estrutural. É social.

    Itabuna não precisa apenas de resposta rápida.
    Precisa de planejamento.

  • FINAL DA “COPA DA PAZ” TEM INVASÃO DE CAMPO E EXPÕE FALTA DE SEGURANÇA

    FINAL DA “COPA DA PAZ” TEM INVASÃO DE CAMPO E EXPÕE FALTA DE SEGURANÇA

    Evento esportivo realizado em Itabuna termina com confusão dentro e fora do campo, levantando alerta sobre organização e proteção do público

    A final da chamada “Copa da Paz”, transmitida ao vivo neste fim de semana em Itabuna, terminou marcada por cenas de desorganização e insegurança.

    De acordo com relatos e trechos da narração, a partida já registrava clima tenso quando, ainda no primeiro tempo, houve invasão de campo por torcedor. A situação evoluiu para confusão generalizada, que se estendeu para fora do gramado.

    As imagens da transmissão mostram paralisação do jogo e movimentação intensa de jogadores e pessoas próximas ao campo, enquanto a narração confirma o episódio e aponta ausência de controle no ambiente.

    O caso levanta um questionamento direto:
    como uma final, com público e transmissão ao vivo, acontece sem estrutura mínima de segurança?

    Eventos esportivos, mesmo amadores, exigem organização básica, controle de acesso e presença de apoio para evitar exatamente esse tipo de ocorrência.

    Outro ponto que chama atenção é a vinculação do campeonato a agentes políticos locais, o que aumenta a responsabilidade sobre a condução e organização do evento.

    Não se trata de futebol.
    Se trata de responsabilidade.

    Quando há público, há risco.
    E quando há risco, não pode haver improviso.

    Agora a pergunta que fica é simples:
    quem organizou, quem autorizou e quem responde pelo que aconteceu?

  • VEREADOR REVELA CONTRADIÇÃO ENTRE INVESTIMENTO E REALIDADE DO HOSPITAL

    VEREADOR REVELA CONTRADIÇÃO ENTRE INVESTIMENTO E REALIDADE DO HOSPITAL

    Após aumento de recursos, Hospital de Base volta ao centro do debate e cobrança por explicações chega à Câmara

    Durante entrevista, o vereador Danilo do Nova Itabuna colocou a saúde pública em evidência ao questionar a situação do Hospital de Base. Ele informou que protocolou um requerimento pedindo a convocação da diretoria médica e financeira da unidade para prestar esclarecimentos.

    O ponto central da fala é o contraste: segundo o vereador, houve aumento nos recursos destinados ao hospital, mas a realidade relatada por pacientes e familiares não acompanhou essa evolução. A crítica não é apenas política, é sobre resultado.

    Relatos de demora, dificuldades no atendimento e insatisfação da população continuam aparecendo. Ao mesmo tempo, surgem dúvidas sobre a efetividade dos investimentos e sobre como esses recursos estão sendo aplicados na prática.

    Com o pedido de convocação, o debate pode sair do campo das entrevistas e entrar no campo institucional. A expectativa agora é por dados, explicações e transparência na gestão da unidade.

    Se o investimento aumentou, por que a realidade não mudou?

  • Visita ao São Caetano expõe padrão de uso da estrutura pública na construção de imagem política

    Visita ao São Caetano expõe padrão de uso da estrutura pública na construção de imagem política

    Presença de secretária em agenda divulgada nas redes se soma a outros episódios e levanta debate sobre impessoalidade e prestação de contas

    Vídeo recente mostra a primeira-dama de Itabuna em visita ao bairro Novo São Caetano, acompanhada da secretária de Obras, em agenda registrada e divulgada nas redes sociais.

    O ponto central não está no caso isolado.

    O registro se conecta a outros registros :

    • participação recorrente em agendas públicas com destaque pessoal
    • divulgação de ações institucionais em perfis individuais
    • presença em eventos e serviços públicos com forte exposição de imagem
    • repetição do formato: agenda pública + estrutura + divulgação

    👉 Quando esse formato se repete, deixa de ser coincidência.

    A partir daí, o debate muda de nível.

    Não é apenas sobre legalidade eleitoral.
    É sobre como a estrutura pública aparece associada à construção de imagem.

    E mais:

    👉 qual o critério adotado para diferenciar comunicação institucional de exposição pessoal?

    Após anos de gestão, a população não observa apenas presença.

    Observa resultado.

    👉 Se há estrutura para visitar e registrar, por que não há a mesma intensidade na apresentação pública de dados, metas e entregas?

    O que se espera de uma gestão é clareza:

    • quais foram os avanços concretos?
    • quais metas foram cumpridas?
    • quais indicadores comprovam melhoria na vida da população?

    Porque quando a presença se torna frequente e os resultados não são apresentados com a mesma clareza, o debate deixa de ser pontual.

    👉 E passa a ser sobre modelo de gestão.

  • PT ITABUNA É NOTIFICADO POR DÍVIDA, ATRASO E FALTA DE REGULARIZAÇÃO DAS CONTAS

    PT ITABUNA É NOTIFICADO POR DÍVIDA, ATRASO E FALTA DE REGULARIZAÇÃO DAS CONTAS

    Documento aponta inadimplência, despesas não quitadas e ausência de transferência das contas do imóvel

    Uma notificação extrajudicial aponta que o Partido dos Trabalhadores de Itabuna acumula débitos relacionados à locação de um imóvel comercial na Avenida Manoel Chaves.

    Segundo o documento, há atraso no pagamento de aluguéis e encargos, além de pendências nas despesas de consumo vinculadas ao imóvel.

    As faturas de água e esgoto confirmam que as contas seguem ativas, com débitos e em nome de terceiros, sem a devida regularização da titularidade.

    Não se trata apenas de atraso pontual.

    Os documentos indicam um conjunto de falhas: inadimplência, despesas assumidas por terceiros e ausência de regularização de obrigações básicas previstas em contrato.

    A transferência das contas de consumo é uma exigência comum em contratos de locação, justamente para definir responsabilidades e evitar riscos indevidos.

    A notificação informa que os débitos somam cerca de R$ 9,5 mil, incluindo aluguéis, multas e despesas de consumo.

    Além disso, o contrato prevê possibilidade de rescisão em caso de inadimplência e descumprimento das obrigações, situação que, segundo o documento, já estaria caracterizada.

    Foi estabelecido prazo de 10 dias para pagamento dos valores e regularização das contas, incluindo a transferência da titularidade para o nome do ocupante.

    Caso não haja cumprimento, a medida prevista é a rescisão do contrato, retomada do imóvel e cobrança judicial dos débitos.

    Se o imóvel está sendo utilizado, por que as obrigações básicas ainda não foram regularizadas?

  • CIRETRAN fora de Itabuna: mudança levanta novas dúvidas sobre funcionamento, arrecadação e acesso da população

    CIRETRAN fora de Itabuna: mudança levanta novas dúvidas sobre funcionamento, arrecadação e acesso da população

    Após contrato milionário, questionamentos passam do valor para o impacto direto no atendimento

    A mudança da sede da 5ª CIRETRAN para a Rodovia Ilhéus–Itabuna, em área vinculada ao território de Ilhéus, abre uma nova etapa de questionamentos que vão além do contrato firmado.

    Se antes o debate era sobre critérios da escolha do imóvel, agora surge uma questão prática: como essa decisão impacta o funcionamento do serviço e a vida da população?

    1. Qual calendário será seguido?

    Com a unidade instalada em área de Ilhéus, surge uma dúvida objetiva:

    Em caso de feriado municipal,

    • o atendimento seguirá o calendário de Itabuna
    • ou o de Ilhéus

    A definição não é detalhe. Afeta diretamente:

    • funcionamento do serviço
    • organização dos usuários
    • previsibilidade do atendimento
    1. E a arrecadação que girava em Itabuna?

    A presença de um órgão regional dentro do município gera movimento econômico indireto:

    • serviços de despachantes
    • comércio local
    • fluxo diário de usuários

    Com a mudança física da unidade, surge o questionamento:

    Itabuna perde parte desse fluxo econômico?
    Há impacto indireto na arrecadação local?

    Não se trata de receita direta do município, mas de circulação econômica que deixa de acontecer no território.

    1. Acesso da população: melhora ou piora?

    O novo endereço está localizado em uma área de perfil mais valorizado e fora do centro urbano tradicional.

    Diante disso, a pergunta é prática:

    Como fica o acesso para quem depende de:

    • transporte público
    • deslocamento de baixo custo
    • serviços próximos

    A mudança facilita o atendimento
    ou apenas desloca o problema para quem mais precisa?

    O ponto central agora não é o contrato

    A discussão evolui.

    Não é mais apenas sobre:

    • valor
    • modalidade de contratação

    É sobre funcionamento real do serviço público.

    Perguntas que precisam de resposta

    • Qual calendário oficial será adotado pela unidade?
    • Houve estudo de impacto econômico para Itabuna?
    • Existe plano de acesso para população de baixa renda?
    • O novo local melhora, de fato, o atendimento regional?

    Não se afirma irregularidade.

    Mas decisões públicas dessa dimensão não terminam na assinatura do contrato.
    Elas começam ali.

    E precisam ser acompanhadas com clareza, planejamento e, principalmente, respostas objetivas à população.

  • CIRETRAN: contrato de R$ 3,3 milhões sem concorrência e com imóvel em adaptação levanta dúvidas sobre critérios e prioridade

    CIRETRAN: contrato de R$ 3,3 milhões sem concorrência e com imóvel em adaptação levanta dúvidas sobre critérios e prioridade

    Erro em publicação oficial e ausência de justificativas acessíveis ampliam questionamentos sobre decisão do DETRAN-BA

    O Departamento Estadual de Trânsito da Bahia firmou contrato de aproximadamente R$ 3,3 milhões para locação de um imóvel destinado à nova sede da 5ª CIRETRAN. O acordo foi realizado por inexigibilidade de licitação, sem concorrência entre propostas, com valor mensal de R$ 55 mil e vigência de 60 meses.

    O imóvel está localizado na Rodovia Ilhéus–Itabuna, no distrito de Salobrinho. No entanto, a publicação oficial apresenta inconsistência ao indicar o município como Itabuna, quando a localidade é reconhecida como pertencente a Ilhéus.

    Outro ponto relevante é que o imóvel ainda depende de adaptações estruturais para funcionamento da unidade, ou seja, trata-se de uma contratação para um espaço que ainda não está plenamente pronto para atender ao serviço público.

    Pela Lei nº 14.133/2021, a locação de imóveis sem licitação exige justificativa técnica detalhada, incluindo avaliação de mercado, demonstração de adequação do espaço e comprovação de que a escolha atende de forma específica ao interesse público.

    Até o momento, essas informações não estão disponíveis de forma clara para consulta pública, o que impede qualquer verificação independente sobre os critérios que fundamentaram a contratação.

    Não se afirma irregularidade.
    Mas, em contratos desse porte, a ausência de transparência compromete a confiança no processo.

    E a prioridade do investimento público?

    Um contrato de R$ 3,3 milhões não é apenas uma despesa. É uma escolha.

    Com esse mesmo valor, seria possível, por exemplo:

    • reformar unidades de saúde
    • recuperar escolas com estrutura precária
    • ampliar redes de água e saneamento
    • reforçar ações de segurança pública

    São demandas conhecidas, recorrentes e já enfrentadas pela população.

    O debate, portanto, não é sobre gastar ou não gastar.
    É sobre como e por que se escolhe gastar.

    Se a escolha foi técnica, baseada em critérios objetivos e necessidade pública, esses elementos precisam estar claros, acessíveis e verificáveis.

    Quando não estão, o problema deixa de ser o valor
    e passa a ser a falta de transparência na decisão.

    ❓ Pergunta que permanece

    Se o investimento foi feito com base técnica,
    por que os critérios dessa escolha ainda não estão claros para a população?

  • PERFIL FALSO COM IMAGEM DE AUTORIDADES: quando a manipulação digital entra no debate político

    PERFIL FALSO COM IMAGEM DE AUTORIDADES: quando a manipulação digital entra no debate político

    Operação na Bahia revela prática que vai além de crime virtual e acende alerta sobre influência em grupos políticos

    Uma operação da Polícia Civil da Bahia identificou e apreendeu um adolescente acusado de criar perfis falsos utilizando a imagem de autoridades públicas, incluindo nomes ligados à segurança e à gestão municipal. As contas eram usadas para circular mensagens em grupos digitais, simulando posicionamentos oficiais.

    Não é apenas um perfil fake. É uma estratégia.
    Quando alguém usa a imagem de uma autoridade para falar dentro de grupos, o objetivo não é se expressar. É induzir. É dar aparência de verdade ao que não tem origem legítima.

    E isso não está distante da realidade local.
    Esse tipo de prática já circula em ambientes políticos, inclusive com ataques direcionados, uso indevido de imagem e tentativa de descredibilizar pessoas.

    O dano não é só para quem é alvo.
    É para toda a população que passa a consumir informação sem saber quem realmente está por trás.

    Quando a identidade é falsa, o debate também deixa de ser transparente.

    A operação deixa um recado claro:
    rastro digital existe, autoria pode ser identificada e responsabilização é possível.

    Mas o ponto central não é só punir.
    É entender que manipulação digital não é opinião. É método.

    Se um caso foi descoberto, quantos outros seguem atuando dentro de grupos políticos sem qualquer identificação?

  • MANOEL PORFÍRIO: Confronto na tribuna e promoção de obra do Executivo expõem inversão do papel do Legislativo

    MANOEL PORFÍRIO: Confronto na tribuna e promoção de obra do Executivo expõem inversão do papel do Legislativo

    Na mesma semana, presidente da Câmara reage a críticas e aparece divulgando obra do prefeito, levantando dúvidas sobre independência do Legislativo

    Na mesma semana, o presidente da Câmara de Itabuna adotou duas posturas públicas que chamam atenção. Na tribuna, utilizou o espaço institucional para rebater críticas em tom de confronto. Dias depois, apareceu em vídeo na Rua Campo Verde, no bairro Sarinha, destacando obra de pavimentação autorizada pelo prefeito e associando a ação a um “novo tempo” na cidade.

    O problema não está em falar, está em como e para quê se fala.

    A tribuna não é espaço para recado pessoal. É espaço de prestação de contas. Quando esse espaço é usado para confronto, o debate público perde qualidade.

    Da mesma forma, vereador não executa obra. Vereador fiscaliza obra. Quando o parlamentar aparece promovendo ação do Executivo, ele atravessa uma linha perigosa: deixa de cobrar para começar a legitimar.

    E aqui está o ponto central:
    quem deveria fiscalizar não pode se comportar como divulgador.

    Há uma contradição evidente. Enquanto o discurso critica a “politicagem”, a prática se aproxima dela. Enquanto fala em responsabilidade institucional, a atuação mistura função pública com promoção política.

    No caso do presidente da Câmara, o problema é maior. Ele não representa apenas um mandato, representa o equilíbrio do Legislativo. Quando assume postura de enfrentamento e, ao mesmo tempo, reforça a imagem do Executivo, a independência da Câmara fica comprometida.

    A população não precisa de discurso forte. Precisa de controle forte.

    Enquanto a cidade enfrenta desafios reais, o que se vê é:

    • tribuna usada para reação política
    • obra pública sendo apresentada como conquista política

    Isso distorce a função do cargo e enfraquece a fiscalização.

    O papel do vereador é claro:
    cobrar prazos, exigir qualidade, fiscalizar contratos e defender o interesse público.

    Não é anunciar obra. Não é fazer propaganda de gestão.

    Se o fiscal vira divulgador e o debate vira confronto, quem fica responsável por cobrar o que realmente precisa ser feito?