Autor: Marcos Pastor

  • Pacientes em hemodiálise denunciam espera por vagas e cobram cadeiras prometidas para alta hospitalar em Itabuna

    Pacientes em hemodiálise denunciam espera por vagas e cobram cadeiras prometidas para alta hospitalar em Itabuna

    Internados apenas para manter vaga no Sisnefro, doentes relatam superlotação, risco de infecção e atrasos no tratamento

    Pacientes internados no Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães relatam uma situação que classificam como desumana: pessoas clinicamente estáveis permanecem hospitalizadas por meses apenas para não perder a vaga no Sisnefro, enquanto aguardam transferência para tratamento ambulatorial no Hospital São Lucas.

    Segundo os relatos recebidos, uma nova sala para hemodiálise já estaria pronta, com máquinas instaladas, porém a liberação das vagas dependeria da chegada de poltronas específicas para o funcionamento do espaço. A promessa de que os equipamentos estariam “chegando na próxima semana” se repete há mais de um mês.

    Há pacientes internados há três, quatro, cinco e até nove meses aguardando essa definição. Alguns afirmam não utilizar medicação e estarem em boas condições clínicas, permanecendo internados apenas para não perder a posição na fila do Sisnefro.

    A denúncia também aponta superlotação no setor de hemodiálise do Hospital de Base. Com apenas duas máquinas disponíveis, pacientes estariam ficando até quatro ou cinco dias sem realizar o procedimento, o que contraria protocolos clínicos básicos para quem depende da terapia renal substitutiva.

    Além do impacto emocional, há o risco sanitário. Pacientes considerados estáveis dividem espaço com pessoas em estado mais grave, aumentando o medo de contaminação por infecções hospitalares. A situação afeta também acompanhantes, que relatam adoecimento físico e psicológico diante da espera indefinida.

    Os denunciantes cobram esclarecimentos públicos da Prefeitura de Itabuna e questionam o motivo do atraso na entrega das poltronas que permitiriam a alta hospitalar e a continuidade do tratamento fora do ambiente de internação.

    A gestão municipal ainda não se pronunciou oficialmente sobre o prazo para funcionamento da nova sala nem apresentou cronograma detalhado de aquisição e instalação dos equipamentos.

    Enquanto isso, pacientes seguem internados, aguardando não apenas uma vaga, mas uma resposta concreta.

  • Folha Paga, Comércio Fechando: O Que Está Acontecendo em Itabuna?

    Folha Paga, Comércio Fechando: O Que Está Acontecendo em Itabuna?

    Contrato da Exemplar já ultrapassa R$ 141 milhões enquanto escolas relatam falta de monitores.

    Em vídeo divulgado nesta semana, o prefeito afirmou que mantém os salários dos servidores rigorosamente em dia há mais de cinco anos. Pagar a folha dentro do prazo é dever da administração pública.

    A questão que se impõe é outra: se o dinheiro está circulando e o comércio “agradece”, por que lojas tradicionais da Avenida Cinquentenário e da Rua Paulino Vieira estão encerrando atividades?

    Fachadas fechadas, pontos comerciais vagos e redução do movimento no centro da cidade contrastam com o discurso otimista.

    Ao mesmo tempo, segundo dados do Diário Oficial da Prefeitura de Itabuna e do Portal da Transparência, o Contrato nº 195/2022, firmado com a empresa Exemplar Service e Limpeza, já ultrapassa R$ 141 milhões.

    Mesmo com esse volume de recursos, escolas seguem relatando falta de monitores, e professores demitidos enfrentam dificuldades financeiras enquanto aguardam desfechos judiciais.

    Se há recursos contratados nessa magnitude, por que a execução não se reflete plenamente na educação e na estrutura escolar?

    A população não espera apenas vídeos anunciando folha paga. Espera posicionamento claro sobre contratos milionários, execução de serviços, fiscalização e solução para demandas urgentes da cidade.

    Uma gestão eficiente vai muito além do pagamento de salários. Envolve planejamento econômico, transparência ativa, acompanhamento de contratos e respostas objetivas aos questionamentos da sociedade.

    Itabuna precisa de explicações, resultados e responsabilidade administrativa.

  • Professora demitida questiona primeira dama após vender TV para pagar prestação

    Professora demitida questiona primeira dama após vender TV para pagar prestação

    Educadora afirma que não houve diálogo com profissionais desligados da rede municipal

    A professora da rede municipal de Itabuna que vendeu a própria televisão por R$ 650 para pagar a prestação da casa publicou um novo vídeo nas redes sociais.

    Com 40 anos dedicados à educação, ela afirma que foi demitida sem processo disciplinar e mantém em mãos uma lista com nomes de outros profissionais que, segundo ela, também foram desligados.

    No vídeo, a educadora agradece o apoio recebido, mas amplia o debate ao citar diretamente a primeira dama e pré-candidata a Deputada Estadual, Andréa Castro.

    “Em momento nenhum você nos procurou. Em momento nenhum você quis saber da nossa dor, do nosso sofrimento”, afirma.

    Ela questiona ainda como alguém que se apresenta como defensora das mulheres pode não ter buscado diálogo com professoras e pais de família atingidos pela decisão administrativa.

    A fala ocorre em um contexto em que a primeira dama tem participado de agendas públicas, eventos institucionais e ações promovidas pela gestão municipal, ampliando sua presença política no município.

    A cobrança feita pela professora não trata apenas de assistência individual, mas de posicionamento político diante de uma decisão que impactou dezenas de famílias.

    Até o momento, não houve manifestação pública sobre a possibilidade de reunião ou mediação com os profissionais desligados.

    A pergunta que permanece é objetiva: haverá diálogo?

  • Paciente relata cobrança para emissão de laudo após atendimento via SUS em Itabuna

    Paciente relata cobrança para emissão de laudo após atendimento via SUS em Itabuna


    Caso envolve possível exigência de consulta particular para documento destinado ao INSS


    Um relato encaminhado ao Entre Nós levanta questionamentos sobre a conduta de uma clínica que realiza atendimentos pelo Sistema Único de Saúde em Itabuna.

    Segundo o paciente, ao procurar a unidade para marcar consulta conforme orientação médica, teria sido informado de que a emissão de laudo exigido para perícia junto ao Instituto Nacional do Seguro Social só seria possível mediante pagamento de consulta particular no valor de R$ 250.

    Ao questionar a base legal da cobrança, o paciente afirma não ter recebido justificativa técnica clara da gerência. Ele relata ainda que, por não efetuar o pagamento, ficou impossibilitado de obter o documento atualizado e poderá comparecer à perícia com laudo antigo.

    Se confirmada, a prática pode levantar debate jurídico e ético relevante, já que serviços vinculados ao SUS não podem condicionar atendimento ou documentação médica ao pagamento paralelo. Além disso, a emissão de laudo é ato técnico do profissional de saúde, regulamentado pelo Conselho Federal de Medicina.

    A clínica foi procurada para esclarecimentos e o espaço permanece aberto para manifestação.

    Pacientes que tenham passado por situação semelhante podem encaminhar relato documentado para apuração.

  • R$ 17,4 Milhões em 2026: O Verdadeiro Custo da Nova Estrutura Administrativa

    R$ 17,4 Milhões em 2026: O Verdadeiro Custo da Nova Estrutura Administrativa

    Projeto prevê impacto global de R$ 3,9 milhões, incremento de R$ 1,7 milhão e custo estimado superior a R$ 17 milhões para implementação no próximo exercício

    O Anteprojeto de Lei 002/2026, enviado em regime de urgência à Câmara, redefine a estrutura administrativa do Município e apresenta nova tabela de subsídios dos cargos comissionados.

    Entre os valores fixados no Anexo I:

    • Secretário: R$ 18.002,34
    • Subsecretário: R$ 13.000,00
    • Superintendente: R$ 11.550,00
    • Diretor Técnico: R$ 9.000,00
    • Diretor-Geral: R$ 7.500,00
    • Assessor: R$ 2.900,00
    • Supervisor: R$ 1.621,00

    Na estimativa orçamentária apresentada pelo próprio Executivo, constam os seguintes números:

    • Impacto global: R$ 3.960.100,48
    • Incremento projetado: R$ 1.745.622,38
    • Custo estimado para implementação da nova estrutura em 2026: R$ 17.456.223,80

    O texto afirma que não haverá criação de despesa nova, sustentando que os recursos virão de remanejamentos internos, racionalização de despesas, encerramento do PDV e término de contratos de terceirização.

    A nova estrutura passa a produzir efeitos a partir de 1º de março de 2026.

    Os números estão no projeto.

    A discussão, agora, não é jurídica.

    É institucional.

    Uma reorganização administrativa com custo estimado superior a R$ 17 milhões exige debate público proporcional à sua dimensão.

    A pergunta que permanece é objetiva:

    Estamos diante de uma modernização da máquina ou de uma ampliação estrutural financiada por reconfiguração orçamentária?

  • Em Itabuna, professora vende televisão para não perder a casa após demissão

    Em Itabuna, professora vende televisão para não perder a casa após demissão

    Caso expõe o impacto social das dispensas na rede municipal e reacende debate sobre responsabilidade da Prefeitura de Itabuna

    Um vídeo gravado dentro da própria casa ganhou repercussão em Itabuna. Nele, a professora Urânia relata dificuldades financeiras após a demissão da rede municipal. Mostra a geladeira com poucos alimentos, fala de contas atrasadas e anuncia a venda de uma televisão por R$ 650 para evitar perder o imóvel conquistado ao longo de décadas de trabalho.

    Segundo o relato, ela integra o grupo de profissionais dispensados pela Prefeitura de Itabuna nos últimos meses. Afirma viver hoje com cerca de R$ 1.800 de aposentadoria e questiona direitos trabalhistas, como FGTS e tempo de serviço.

    O caso ultrapassa o drama individual. Trata-se de um debate público sobre como decisões administrativas impactam diretamente famílias que dedicaram anos à educação do município.

    A Prefeitura de Itabuna já se manifestou oficialmente sobre o número de profissionais afetados e a situação jurídica dessas demissões?

    Enquanto a discussão segue nos bastidores legais, uma realidade se impõe: quando um educador precisa vender bens para manter o básico, a cidade precisa olhar com atenção. Educação não é apenas política pública. É compromisso social.

  • Entre a Aferição de Pressão e a Pressão no Orçamento da Saúde: Onde Está a Atuação Parlamentar?

    Entre a Aferição de Pressão e a Pressão no Orçamento da Saúde: Onde Está a Atuação Parlamentar?

    Enquanto ações simbólicas ganham visibilidade, a fiscalização do orçamento e das políticas públicas exige atuação permanente.

    Um vídeo divulgado nas redes sociais apresenta como “projeto muito importante” a aferição de pressão arterial, teste de glicemia e distribuição de água mineral durante caminhada na Beira Rio.

    Incentivar hábitos saudáveis é positivo. Cuidar da saúde é necessário. Mas é preciso separar iniciativa individual de política pública estruturada.

    A função constitucional do vereador é legislar, fiscalizar o Executivo e acompanhar a execução do orçamento. No caso da saúde, isso significa analisar contratos, verificar metas, questionar indicadores, acompanhar filas, cobrar aplicação de recursos e avaliar resultados concretos.

    Aferir pressão é ato assistencial pontual. Pressionar o orçamento da saúde é responsabilidade institucional.

    Quando ações episódicas ganham o status de “projeto”, a discussão precisa subir de nível.

    O debate não é sobre caminhar ou distribuir água. É sobre o papel do Legislativo na estrutura da política pública.

    Saúde se fortalece com planejamento, orçamento bem aplicado e fiscalização constante.

    O resto é performance.

  • Sensibilidade seletiva? Robson Rigaud reage a Danilo, mas não à fala do prefeito

    Sensibilidade seletiva? Robson Rigaud reage a Danilo, mas não à fala do prefeito

    Vereador afirma ter se sentido ofendido após colega defender independência de mandato, enquanto declaração do prefeito sobre “escolher oposição” não gerou reação pública.

    A reunião das comissões da Câmara de Itabuna que discutiu o projeto de reforma administrativa do Executivo terminou com um debate sobre autonomia parlamentar.

    Ao pedir vistas ao projeto, o vereador Danilo declarou:

    “Respeite o meu mandato e respeite o que o povo me deu. […] A decisão que eu tomo aqui vai ser tomada por mim, não estou aqui para ser tomada direção para o prefeito. […] Augusto não manda em mim e ninguém aqui nesta casa manda em mim.”

    Na sequência, o vereador Robson Rigaud afirmou que determinadas palavras “soam muito mal aí fora” e que, em alguns momentos, pode “se sentir ofendido”, por entender que a fala poderia sugerir que apenas um parlamentar estaria cumprindo seu papel.

    Danilo respondeu de forma direta:

    “Quem falou que manda aqui foi ele, quem falou que escolheu dois para mandar para a oposição. Não fui eu que falei, quem falou foi o prefeito.”

    A referência é à declaração feita pelo prefeito no dia 28 de janeiro de 2026, durante a prestação de contas do Carnaval Antecipado, quando afirmou da tribuna da própria Câmara:

    “Vamos botar mais uns dois na oposição.”

    Na ocasião, não houve registro de reação pública ou manifestação de ofensa institucional no plenário.

    O episódio levanta uma reflexão inevitável.

    Afirmar que o mandato é independente causa desconforto.

    Sugerir a composição da oposição, não.

    Em meio à discussão de uma reforma administrativa que reorganiza cargos e estrutura de poder no município, o debate sobre autonomia parlamentar ganha dimensão ainda maior.

    A independência do Legislativo não deveria ser motivo de tensão.

    É princípio básico do sistema democrático.

    A pergunta que permanece é simples:

    O que realmente incomoda, a fala ou o contexto?

  • Vídeo de educadora reacende debate sobre legalidade, isonomia e impacto humano na rede municipal

    Vídeo de educadora reacende debate sobre legalidade, isonomia e impacto humano na rede municipal

    Um vídeo publicado por uma professora da rede municipal de Itabuna trouxe novamente à tona uma situação que ainda carece de explicações oficiais claras.

    No desabafo, ela afirma:

    “Quando a cabeça não aguenta, o coração chora. Hoje o meu coração sangra pela injustiça.”

    Segundo o relato, mais de 400 professores teriam sido desligados por ato administrativo. Parte desses profissionais sustenta que possui respaldo em legislação municipal aprovada em 2019, que garantiria permanência a aposentados anteriores à norma.

    A educadora também menciona decisão judicial favorável, proferida após meses de análise, determinando pagamento retroativo de 11 meses e retorno ao trabalho. De acordo com ela, o Município apresentou recurso, o que teria retardado os efeitos práticos da sentença.

    Esses pontos exigem esclarecimento objetivo:

    • Existe decisão válida determinando reintegração?

    • Houve suspensão por instância superior?

    • Qual o estágio atual do processo?

    • O critério aplicado foi uniforme para todos os aposentados?

    No vídeo, a professora relata uso de medicação controlada e dificuldades financeiras após o desligamento:

    “Eu recebi uma demissão ilegal. Hoje eu vivo à base de remédios.”

    Ela também menciona colegas que teriam adoecido gravemente em meio ao impasse.

    Paralelamente, a Prefeitura mantém programação de eventos públicos e discursos institucionais sobre avanços na educação. O contraste entre narrativa administrativa e relatos individuais amplia a tensão.

    Não se trata de juízo moral.

    Trata-se de transparência administrativa.

    Se houve ilegalidade, ela precisa ser corrigida.

    Se houve equívoco de interpretação, ele precisa ser explicado.

    Se a decisão judicial está sub judice, a sociedade deve saber

    Assista o vídeo 📹

  • Hospital de Base sob denúncia: pacientes enfrentam calor, dor e restrições a ventiladores

    Hospital de Base sob denúncia: pacientes enfrentam calor, dor e restrições a ventiladores

    Relato aponta ar-condicionado inoperante, proibição de ventiladores e risco à saúde de idosos e diabéticos

    Publicação feita por visitante de paciente em grupos de WhatsApp levanta questionamentos sobre estrutura e protocolos da unidade

    Segundo a denúncia, pacientes internados estariam enfrentando calor intenso devido ao não funcionamento de aparelhos de ar-condicionado. O relato descreve enfermarias abafadas, estrutura danificada e restrição à entrada de ventiladores portáteis levados por familiares.

    De acordo com a narrativa, a justificativa apresentada teria sido risco de infecção hospitalar. No entanto, familiares questionam a coerência da medida, especialmente diante da ausência de climatização adequada.

    A denúncia menciona caso específico de paciente com fratura de fêmur, hipertensão e diabetes, com agravamento do quadro clínico em razão do calor excessivo.

    Se confirmados, os fatos levantam questões graves:

    • Existe protocolo formal proibindo ventiladores pessoais?

    • A Comissão de Controle de Infecção emitiu parecer técnico?

    • O hospital garante climatização adequada como alternativa?

    • A Secretaria Municipal de Saúde foi comunicada?

    A Constituição Federal estabelece que a saúde é direito de todos e dever do Estado. Estrutura mínima, conforto térmico e condições sanitárias não são privilégios, são requisitos básicos de assistência hospitalar.

    Este espaço aguarda manifestação oficial da direção do Hospital de Base e da Secretaria de Saúde de Itabuna para esclarecimento dos fatos.

    Diante da gravidade do relato, é imprescindível que as autoridades competentes realizem verificação imediata das condições estruturais e adotem providências, caso irregularidades sejam confirmadas.

    Escute o Áudio: