Autor: Marcos Pastor

  • Visita ao São Caetano expõe padrão de uso da estrutura pública na construção de imagem política

    Visita ao São Caetano expõe padrão de uso da estrutura pública na construção de imagem política

    Presença de secretária em agenda divulgada nas redes se soma a outros episódios e levanta debate sobre impessoalidade e prestação de contas

    Vídeo recente mostra a primeira-dama de Itabuna em visita ao bairro Novo São Caetano, acompanhada da secretária de Obras, em agenda registrada e divulgada nas redes sociais.

    O ponto central não está no caso isolado.

    O registro se conecta a outros registros :

    • participação recorrente em agendas públicas com destaque pessoal
    • divulgação de ações institucionais em perfis individuais
    • presença em eventos e serviços públicos com forte exposição de imagem
    • repetição do formato: agenda pública + estrutura + divulgação

    👉 Quando esse formato se repete, deixa de ser coincidência.

    A partir daí, o debate muda de nível.

    Não é apenas sobre legalidade eleitoral.
    É sobre como a estrutura pública aparece associada à construção de imagem.

    E mais:

    👉 qual o critério adotado para diferenciar comunicação institucional de exposição pessoal?

    Após anos de gestão, a população não observa apenas presença.

    Observa resultado.

    👉 Se há estrutura para visitar e registrar, por que não há a mesma intensidade na apresentação pública de dados, metas e entregas?

    O que se espera de uma gestão é clareza:

    • quais foram os avanços concretos?
    • quais metas foram cumpridas?
    • quais indicadores comprovam melhoria na vida da população?

    Porque quando a presença se torna frequente e os resultados não são apresentados com a mesma clareza, o debate deixa de ser pontual.

    👉 E passa a ser sobre modelo de gestão.

  • PT ITABUNA É NOTIFICADO POR DÍVIDA, ATRASO E FALTA DE REGULARIZAÇÃO DAS CONTAS

    PT ITABUNA É NOTIFICADO POR DÍVIDA, ATRASO E FALTA DE REGULARIZAÇÃO DAS CONTAS

    Documento aponta inadimplência, despesas não quitadas e ausência de transferência das contas do imóvel

    Uma notificação extrajudicial aponta que o Partido dos Trabalhadores de Itabuna acumula débitos relacionados à locação de um imóvel comercial na Avenida Manoel Chaves.

    Segundo o documento, há atraso no pagamento de aluguéis e encargos, além de pendências nas despesas de consumo vinculadas ao imóvel.

    As faturas de água e esgoto confirmam que as contas seguem ativas, com débitos e em nome de terceiros, sem a devida regularização da titularidade.

    Não se trata apenas de atraso pontual.

    Os documentos indicam um conjunto de falhas: inadimplência, despesas assumidas por terceiros e ausência de regularização de obrigações básicas previstas em contrato.

    A transferência das contas de consumo é uma exigência comum em contratos de locação, justamente para definir responsabilidades e evitar riscos indevidos.

    A notificação informa que os débitos somam cerca de R$ 9,5 mil, incluindo aluguéis, multas e despesas de consumo.

    Além disso, o contrato prevê possibilidade de rescisão em caso de inadimplência e descumprimento das obrigações, situação que, segundo o documento, já estaria caracterizada.

    Foi estabelecido prazo de 10 dias para pagamento dos valores e regularização das contas, incluindo a transferência da titularidade para o nome do ocupante.

    Caso não haja cumprimento, a medida prevista é a rescisão do contrato, retomada do imóvel e cobrança judicial dos débitos.

    Se o imóvel está sendo utilizado, por que as obrigações básicas ainda não foram regularizadas?

  • CIRETRAN fora de Itabuna: mudança levanta novas dúvidas sobre funcionamento, arrecadação e acesso da população

    CIRETRAN fora de Itabuna: mudança levanta novas dúvidas sobre funcionamento, arrecadação e acesso da população

    Após contrato milionário, questionamentos passam do valor para o impacto direto no atendimento

    A mudança da sede da 5ª CIRETRAN para a Rodovia Ilhéus–Itabuna, em área vinculada ao território de Ilhéus, abre uma nova etapa de questionamentos que vão além do contrato firmado.

    Se antes o debate era sobre critérios da escolha do imóvel, agora surge uma questão prática: como essa decisão impacta o funcionamento do serviço e a vida da população?

    1. Qual calendário será seguido?

    Com a unidade instalada em área de Ilhéus, surge uma dúvida objetiva:

    Em caso de feriado municipal,

    • o atendimento seguirá o calendário de Itabuna
    • ou o de Ilhéus

    A definição não é detalhe. Afeta diretamente:

    • funcionamento do serviço
    • organização dos usuários
    • previsibilidade do atendimento
    1. E a arrecadação que girava em Itabuna?

    A presença de um órgão regional dentro do município gera movimento econômico indireto:

    • serviços de despachantes
    • comércio local
    • fluxo diário de usuários

    Com a mudança física da unidade, surge o questionamento:

    Itabuna perde parte desse fluxo econômico?
    Há impacto indireto na arrecadação local?

    Não se trata de receita direta do município, mas de circulação econômica que deixa de acontecer no território.

    1. Acesso da população: melhora ou piora?

    O novo endereço está localizado em uma área de perfil mais valorizado e fora do centro urbano tradicional.

    Diante disso, a pergunta é prática:

    Como fica o acesso para quem depende de:

    • transporte público
    • deslocamento de baixo custo
    • serviços próximos

    A mudança facilita o atendimento
    ou apenas desloca o problema para quem mais precisa?

    O ponto central agora não é o contrato

    A discussão evolui.

    Não é mais apenas sobre:

    • valor
    • modalidade de contratação

    É sobre funcionamento real do serviço público.

    Perguntas que precisam de resposta

    • Qual calendário oficial será adotado pela unidade?
    • Houve estudo de impacto econômico para Itabuna?
    • Existe plano de acesso para população de baixa renda?
    • O novo local melhora, de fato, o atendimento regional?

    Não se afirma irregularidade.

    Mas decisões públicas dessa dimensão não terminam na assinatura do contrato.
    Elas começam ali.

    E precisam ser acompanhadas com clareza, planejamento e, principalmente, respostas objetivas à população.

  • CIRETRAN: contrato de R$ 3,3 milhões sem concorrência e com imóvel em adaptação levanta dúvidas sobre critérios e prioridade

    CIRETRAN: contrato de R$ 3,3 milhões sem concorrência e com imóvel em adaptação levanta dúvidas sobre critérios e prioridade

    Erro em publicação oficial e ausência de justificativas acessíveis ampliam questionamentos sobre decisão do DETRAN-BA

    O Departamento Estadual de Trânsito da Bahia firmou contrato de aproximadamente R$ 3,3 milhões para locação de um imóvel destinado à nova sede da 5ª CIRETRAN. O acordo foi realizado por inexigibilidade de licitação, sem concorrência entre propostas, com valor mensal de R$ 55 mil e vigência de 60 meses.

    O imóvel está localizado na Rodovia Ilhéus–Itabuna, no distrito de Salobrinho. No entanto, a publicação oficial apresenta inconsistência ao indicar o município como Itabuna, quando a localidade é reconhecida como pertencente a Ilhéus.

    Outro ponto relevante é que o imóvel ainda depende de adaptações estruturais para funcionamento da unidade, ou seja, trata-se de uma contratação para um espaço que ainda não está plenamente pronto para atender ao serviço público.

    Pela Lei nº 14.133/2021, a locação de imóveis sem licitação exige justificativa técnica detalhada, incluindo avaliação de mercado, demonstração de adequação do espaço e comprovação de que a escolha atende de forma específica ao interesse público.

    Até o momento, essas informações não estão disponíveis de forma clara para consulta pública, o que impede qualquer verificação independente sobre os critérios que fundamentaram a contratação.

    Não se afirma irregularidade.
    Mas, em contratos desse porte, a ausência de transparência compromete a confiança no processo.

    E a prioridade do investimento público?

    Um contrato de R$ 3,3 milhões não é apenas uma despesa. É uma escolha.

    Com esse mesmo valor, seria possível, por exemplo:

    • reformar unidades de saúde
    • recuperar escolas com estrutura precária
    • ampliar redes de água e saneamento
    • reforçar ações de segurança pública

    São demandas conhecidas, recorrentes e já enfrentadas pela população.

    O debate, portanto, não é sobre gastar ou não gastar.
    É sobre como e por que se escolhe gastar.

    Se a escolha foi técnica, baseada em critérios objetivos e necessidade pública, esses elementos precisam estar claros, acessíveis e verificáveis.

    Quando não estão, o problema deixa de ser o valor
    e passa a ser a falta de transparência na decisão.

    ❓ Pergunta que permanece

    Se o investimento foi feito com base técnica,
    por que os critérios dessa escolha ainda não estão claros para a população?

  • PERFIL FALSO COM IMAGEM DE AUTORIDADES: quando a manipulação digital entra no debate político

    PERFIL FALSO COM IMAGEM DE AUTORIDADES: quando a manipulação digital entra no debate político

    Operação na Bahia revela prática que vai além de crime virtual e acende alerta sobre influência em grupos políticos

    Uma operação da Polícia Civil da Bahia identificou e apreendeu um adolescente acusado de criar perfis falsos utilizando a imagem de autoridades públicas, incluindo nomes ligados à segurança e à gestão municipal. As contas eram usadas para circular mensagens em grupos digitais, simulando posicionamentos oficiais.

    Não é apenas um perfil fake. É uma estratégia.
    Quando alguém usa a imagem de uma autoridade para falar dentro de grupos, o objetivo não é se expressar. É induzir. É dar aparência de verdade ao que não tem origem legítima.

    E isso não está distante da realidade local.
    Esse tipo de prática já circula em ambientes políticos, inclusive com ataques direcionados, uso indevido de imagem e tentativa de descredibilizar pessoas.

    O dano não é só para quem é alvo.
    É para toda a população que passa a consumir informação sem saber quem realmente está por trás.

    Quando a identidade é falsa, o debate também deixa de ser transparente.

    A operação deixa um recado claro:
    rastro digital existe, autoria pode ser identificada e responsabilização é possível.

    Mas o ponto central não é só punir.
    É entender que manipulação digital não é opinião. É método.

    Se um caso foi descoberto, quantos outros seguem atuando dentro de grupos políticos sem qualquer identificação?

  • MANOEL PORFÍRIO: Confronto na tribuna e promoção de obra do Executivo expõem inversão do papel do Legislativo

    MANOEL PORFÍRIO: Confronto na tribuna e promoção de obra do Executivo expõem inversão do papel do Legislativo

    Na mesma semana, presidente da Câmara reage a críticas e aparece divulgando obra do prefeito, levantando dúvidas sobre independência do Legislativo

    Na mesma semana, o presidente da Câmara de Itabuna adotou duas posturas públicas que chamam atenção. Na tribuna, utilizou o espaço institucional para rebater críticas em tom de confronto. Dias depois, apareceu em vídeo na Rua Campo Verde, no bairro Sarinha, destacando obra de pavimentação autorizada pelo prefeito e associando a ação a um “novo tempo” na cidade.

    O problema não está em falar, está em como e para quê se fala.

    A tribuna não é espaço para recado pessoal. É espaço de prestação de contas. Quando esse espaço é usado para confronto, o debate público perde qualidade.

    Da mesma forma, vereador não executa obra. Vereador fiscaliza obra. Quando o parlamentar aparece promovendo ação do Executivo, ele atravessa uma linha perigosa: deixa de cobrar para começar a legitimar.

    E aqui está o ponto central:
    quem deveria fiscalizar não pode se comportar como divulgador.

    Há uma contradição evidente. Enquanto o discurso critica a “politicagem”, a prática se aproxima dela. Enquanto fala em responsabilidade institucional, a atuação mistura função pública com promoção política.

    No caso do presidente da Câmara, o problema é maior. Ele não representa apenas um mandato, representa o equilíbrio do Legislativo. Quando assume postura de enfrentamento e, ao mesmo tempo, reforça a imagem do Executivo, a independência da Câmara fica comprometida.

    A população não precisa de discurso forte. Precisa de controle forte.

    Enquanto a cidade enfrenta desafios reais, o que se vê é:

    • tribuna usada para reação política
    • obra pública sendo apresentada como conquista política

    Isso distorce a função do cargo e enfraquece a fiscalização.

    O papel do vereador é claro:
    cobrar prazos, exigir qualidade, fiscalizar contratos e defender o interesse público.

    Não é anunciar obra. Não é fazer propaganda de gestão.

    Se o fiscal vira divulgador e o debate vira confronto, quem fica responsável por cobrar o que realmente precisa ser feito?

  • Presidente da Câmara reage a críticas e transforma tribuna em palco de confronto

    Presidente da Câmara reage a críticas e transforma tribuna em palco de confronto

    Discurso forte, mas sem resposta concreta: o que realmente mudou na vida da população?

    Na sessão desta semana, o presidente da Câmara de Itabuna usou a tribuna para rebater críticas sobre decisões dos últimos anos, especialmente relacionadas ao empréstimo aprovado pelo Legislativo. Em vez de apresentar dados ou resultados objetivos, classificou questionamentos como “maliciosos”, criticou opositores e afirmou que não aceitará ataques, dizendo que “responde à altura”.

    O discurso não teve foco na cidade, teve foco na defesa política. Ao afirmar que Itabuna está “transformada”, o presidente não apresentou nenhuma evidência concreta dessa mudança. Ao mesmo tempo, tentou desqualificar quem questiona, substituindo explicação por confronto.

    Há uma contradição evidente: fala que o poder é passageiro e critica quem se apega a cargo, mas adota um tom de autoridade e aviso, tentando impor limites ao debate. Isso não fortalece a Câmara, enfraquece o papel de fiscalização.

    A tribuna, que deveria servir para apresentar soluções e prestar contas, foi usada para recado político. Nenhuma resposta objetiva sobre saúde, obras, geração de emprego ou qualidade dos serviços públicos foi apresentada.

    Enquanto isso, a população continua lidando com problemas reais que não aparecem no discurso.

    Se há transformação, ela precisa ser mostrada com dados, obras entregues e impacto real na vida das pessoas. Debate político não pode substituir prestação de contas.

    Se a cidade está tão transformada como foi dito, por que essa transformação ainda não é sentida por quem vive nela todos os dias?

  • Faixa de pedestre sem destino expõe falha na obra da Feira do São Caetano

    Faixa de pedestre sem destino expõe falha na obra da Feira do São Caetano

    Sinalização pronta contrasta com estrutura incompleta e levanta dúvidas sobre planejamento

    Moradores e feirantes do bairro São Caetano, em Itabuna, registraram uma situação que chamou atenção nesta semana. Duas faixas de pedestres foram pintadas na área da nova feira. De um lado, a estrutura ainda não entregue. Do outro, um canal, sem qualquer passagem adequada para travessia segura.

    A faixa de pedestre não é um elemento decorativo. Ela existe para garantir deslocamento seguro entre dois pontos. Quando a sinalização leva a um local sem continuidade, indica falha de integração entre projeto e execução.

    A obra da feira acumula anos de espera e ainda não foi entregue. Mesmo assim, intervenções visuais já aparecem finalizadas, sem que a estrutura esteja funcional. Isso sugere inversão de prioridade, com foco na aparência antes da solução completa.

    A população precisa de respostas objetivas. Existe projeto executivo completo para essa área? Quem aprovou essa sinalização? Houve fiscalização técnica durante a execução?

    Se a travessia não leva a lugar nenhum, até onde está indo o planejamento dessa obra?

  • Crianças estudam sob risco em escola abandonada na zona rural de Itabuna

    Crianças estudam sob risco em escola abandonada na zona rural de Itabuna

    Sem segurança, sem estrutura e com presença de animais peçonhentos, realidade expõe falha grave na gestão pública

    Um vídeo gravado por uma moradora do assentamento Manoel Chinês revela a situação da Escola Nossa Senhora de Fátima. As imagens mostram uma unidade cercada por mato alto, com relatos de cobras no local, portões quebrados e sem controle de acesso. Há salas inacabadas, falta de água adequada e ausência de estrutura básica para funcionamento regular.

    Não é um problema de conforto. É risco real.
    Crianças circulam em um ambiente onde qualquer falha pode virar acidente. O mais grave é que a própria comunidade assumiu funções básicas, como limpeza, tentando manter o mínimo de dignidade no espaço.

    Isso não é colaboração. É substituição do poder público.

    Se a escola funciona nessas condições, há uma pergunta inevitável:
    quem autorizou isso?

    Portão aberto, sem fechadura, significa acesso livre.
    Mato alto com relato de cobras significa risco físico.
    Falta de estrutura básica significa ambiente inadequado para ensino.

    Não é excesso de crítica. É descrição do que está acontecendo.

    A Prefeitura precisa responder com medidas objetivas:

    • Vistoria técnica imediata na unidade
    • Intervenção emergencial para eliminar riscos
    • Garantia mínima de segurança e funcionamento
    • Prazo público para reestruturação

    Sem isso, manter alunos nesse ambiente é assumir um risco que não pode ser ignorado.

    Se algo acontecer ali amanhã, quem responde?

  • Obra de quase R$ 8 milhões anunciada para o Daniel Gomes segue sem conclusão após o prazo divulgado

    Obra de quase R$ 8 milhões anunciada para o Daniel Gomes segue sem conclusão após o prazo divulgado

    Prometeram escola modelo em 1 ano. O que existe hoje é isso.


    Em janeiro de 2025, o então secretário de Educação, Rosivaldo Pinheiro, esteve no bairro Daniel Gomes anunciando a construção de uma escola modelo. A obra, segundo ele, teria investimento de quase R$ 8 milhões, com recursos do FNDE, e prazo de conclusão de até 1 ano.

    A fala foi pública, gravada e direcionada “a toda Itabuna, toda Bahia e todo Brasil”.

    Passado o prazo, imagens feitas por um morador mostram uma estrutura inacabada, exposta e sem funcionamento.

    Screenshot

    Aqui não se trata de expectativa frustrada por atraso comum.

    Houve anúncio com valor definido, prazo estabelecido e promessa de padrão elevado. Quando isso não se concretiza, o que está em jogo não é só a obra, é a credibilidade da gestão.

    Uma escola que não sai do papel ou não é concluída no prazo deixa alunos sem estrutura adequada, compromete o planejamento educacional e mantém recursos públicos parados sem retorno para a população.

    E existe um ponto que não pode ser ignorado, anúncio não substitui entrega.

    A Prefeitura precisa esclarecer de forma objetiva:

    Qual o estágio real da obra
    Por que o prazo não foi cumprido
    E qual o novo cronograma para conclusão

    Sem essas respostas, a diferença entre discurso e realidade tende a aumentar.

    Pergunta final
    Se essa era a escola “modelo”, o que a população deve esperar do restante?